Um homem matou seis mulheres asiáticas nos Estados Unidos, mas a polícia disse que ainda é cedo para afirmar que foi crime de ódio

A polícia anunciou que o suspeito, um homem branco de 21 anos, matou oito pessoas e feriu mais uma em um ataque a três spas na região de Atlanta na terça-feira.

A polícia local afirmou que ainda é cedo para determinar se o suspeito dos ataques aos spas em Atlanta, Estados Unidos, que mataram oito pessoas, incluindo seis mulheres asiáticas, foi motivado por racismo.

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Em uma conferência de imprensa na quarta-feira, a polícia falou que o suspeito contou aos oficiais que ele tinha problemas de vício em sexo, e que usou os spas para "eliminar a tentação".

"Aparentemente, ele tem um problema, o qual ele considera ser vício em sexo, e vê esses lugares como tentações, e quis eliminá-los," disse o Capitão Jay Baker.

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"Justiça para Jennifer, Christian, Vicha, EE Lee, Noel."
"Fim à supremacia branca."
"Ódio é o vírus."
"Minha etnia não é um vírus"

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Foi dito na conferência que o suspeito Aaron Long, um homem branco de 21 anos, confirmou que não tinha sido motivado por raça, mas que a questão ainda está sendo investigada. Ainda assim, os estabelecimentos que ele foi são conhecidos como spas internacionais, onde a maioria dos funcionários são mulheres asiáticas.

Autoridades divulgaram duas chamadas feitas à central de emergências sobre o incidente. Em uma delas, uma mulher disse que estava se escondendo no spa, pediu que a polícia chegasse logo e avisou que tinha uma pessoa armada

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"Levante e revide"

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Em outra, a ligação veio de uma mulher que não estava no spa, mas sua amiga lhe contou. "Ainda não estou lá, mas um homem entrou e pegou a arma, todos ouviram tiros, e acho que algumas mulheres se feriram," ela disse. "Estão todos assustados então se esconderam. Uma mulher está desmaiada."

O distrito policial responsável identificou o suspeito em um vídeo de segurança de um dos spas e através de uma imagem do suspeito nas redes sociais.

Os oficiais falaram que foi sua família quem entrou em contato, e falaram que podia ser seu filho. O suspeito foi apreendido horas depois do ataque, quando a polícia o localizou em uma abordagem.

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Os responsáveis pela investigação acreditam que o suspeito estava indo em direção à Flórida "talvez para realizar mais ataques," disse a prefeita Keisha Lance Bottoms. "A população devia estar grata pela apreensão rápida do suspeito, já que provavelmente teriam mais vítimas em um próximo ataque."

O capitão da polícia falou que os investigadores o avisaram que o suspeito assumiu responsabilidade e "entendeu a gravidade do que tinha feito." Baker adicionou: "Ele estava cansado e no fim da linha, e ontem foi um dia ruim para ele e foi isso o que ele fez."

Todas as vítimas, menos uma, eram mulheres.

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"Ódio é o vírus."
"Parem com o ódio aos asiáticos."

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As vítimas identificadas pela polícia eram Xiaojie Yan, 49, de Kennesaw; Daoyou Feng, 44; Delaina Ashley Yaun, 33, de Acworth; e Paul Andre Michels, 54, de Atlanta. As outras quatro vítimas não foram identificadas.

Um representante do Consulado da República da Coreia em Atlanta falou ao BuzzFeed News US que quatro das vítimas tinham ascendência coreana, apesar das suas nacionalidades não terem sido determinadas.

"Ficamos horrorizados com essa violência, que não tem cabimento nem nos Estados Unidos, nem em lugar nenhum," falou o secretário do estado Tony Blinken, que tem uma visita agendada para Seoul. "Nós vamos nos pronunciar pelo direito dos nossos colegas americanos e coreano-americanos de serem tratados com segurança e dignidade."

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Os ataques aconteceram em um momento de crimes de ódio crescentes contra asiáticos nos Estados Unidos, de accordo com um relatório da Stop AAPI HATE.

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"Parem com o crime de ódio contra asiáticos."

Em um pronunciamento na quarta-feira de manhã, o grupo sem fins lucrativos Asian Americans Advancing Justice (Avanço da Justiça pelos Ásio-Americanos, em tradução livre) declarou que enquanto as investigações do tiroteio ainda acontecem, "o contexto maior não pode ser ignorado", citando o aumento de violência contra asiáticos pelo país.

"Estamos de corações partidos. Seis mulheres asiáticas perderam a vida," falou Stephanie Cho, diretora executiva do AAAJ-Atlanta. "Agora é a hora de manter as vítimas e suas famílias em nossos corações e sob nossas luzes. Estamos convocando nossos aliados na comunidade não-branca a nos apoiarem em luto e solidariedade contra violência racista em todas as suas formas.

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Esse post foi traduzido do inglês.