Já passou da hora de exaltarmos o cristal que é a Mulher Pepita

Ela começou sendo zoada, mas hoje viraliza por ser uma representante da militância trans e travesti no Brasil.

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Para quem não a conhece AINDA, esta é Mulher Pepita. Ela é uma funkeira travesti que lançou em 2018 seu segundo EP, chamado “Mulher Evoluída”.

Divulgação/Artista Independente / Via papelpop.com

Pepita lota shows em todo o Brasil, mas ainda é uma artista de nicho. Ela não faz muitas aparições na TV e não tem gravadora. Por conta disso, e de disputas por direitos autorais, alguns dos seus maiores hits como "Tô à Procura de um Homem" e "Uma Vez Piranha" não estão nas plataformas digitais.

O título do novo álbum não poderia explicar melhor sua trajetória: Pepita é, sim, uma mulher evoluída. Ela começou sua carreira como dançarina e ficou conhecida por causa de um vídeo vazado, que fez dela piada na internet.

Reprodução/Youtube / Via youtube.com

No vídeo de 2014, Pepita dança ao som da sua primeira música: "Tô à Procura de um Homem". Em entrevista ao G1, ela afirma que a canção foi presente de um amigo e que, no começo, não acreditava que poderia ser cantora.

Mas o hit não chamou muita atenção. Todo mundo que compartilhou o vídeo estava mais preocupado em fazer brincadeiras com suas coxas enormes. E, assim, Pepita virou um meme na internet.

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Pepita, então, fez das críticas a sua bandeira: "eu sou grandona pra caralho e pra engolir vai ser foda". E assim veio o reconhecimento como cantora.

Reprodução/Lia Clark Records / Via youtube.com

Em entrevistas, ela faz questão de frisar: "eu sou mais que uma perna". E provou isso com o sucesso da canção "Chifrudo", parceria de 2017 com a drag queen Lia Clark, que ultrapassou os 9 milhões de visualizações no YouTube.

A partir daí, a Mulher Pepita passou a viralizar por militar pelos direitos de transsexuais e travestis. “Eu sou travesti e nunca vou ter vergonha disso”, declarou em discurso no “Women’s Music Event Awards”.

Reprodução/Vevo / Via youtube.com

Esta foi a resposta que a funkeira encontrou para os críticos que acharam, por um momento, que seu corpo estava ali para "aprovação" da opinião pública.

A representatividade da Mulher Pepita é especialmente importante num país como o Brasil, que lidera o ranking mundial de assassinatos de transsexuais e travestis, de acordo com dados da publicados pela ONG Transgender Europe em novembro de 2016.

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