As fotos desta festa expuseram o preconceito que ainda existe dentro da comunidade LGBTQ

A festa Batekoo sofreu comentários racistas, gordofóbicos e transfóbicos nas fotos postadas em suas redes sociais.

Há 3 anos

A Batekoo é uma festa que nasceu em Salvador e rapidamente ganhou um público fiel em São Paulo e Rio de Janeiro por promover a cultura e o empoderamento negro.

Anne Karr / Via Facebook: batekoosp

O movimento, que não se resume à festa, prega "a liberdade corporal e sexual, a cultura negra, periférica e urbana, o empoderamento coletivo e representatividade preta dentro de qualquer espaço".

Porém, na contramão deste empoderamento, algumas fotos da festa que aconteceu em São Paulo no último domingo (29) foram alvo de comentários racistas nas redes sociais.

Reprodução/Batekoo

A foto acima (contém nudez) foi a mais criticada, sendo alvo de racismo vindo de pessoas da própria comunidade LGBTQ e somando mais de 1.700 comentários em uma única foto.

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A fotografia, que coloca o corpo negro como protagonista e flagra um momento de dança e liberdade, virou motivo de piada e de ódio.

Reprodução/Facebook

É comum ver nos replies memes e gírias gays acompanhados de comentários como "será que nunca teremos nada para nos orgulhar?" e xingamentos racistas sobre a higiene e a saúde da pessoa fotografada.

Reprodução/Facebook

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E não para por aí. Algumas piadas fazem menção a Matheusa Passarelli, estudante e ativista não-binária que foi executada e queimada por traficantes no Rio de Janeiro.

Reprodução/Facebook

Com apenas 21 anos, Matheusa desapareceu em maio de 2018.

Ao BuzzFeed Brasil, uma das organizadoras da festa, Renata Prado, afirmou que a festa já tinha sido alvo de racistas, mas nunca nas proporções deste episódio.

Reprodução/Facebook

"Estão fazendo piada com a nossa causa... isso nunca aconteceu antes. Até 'piada' com a morte da Theusa", disse Renata.

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Já esta outra foto gerou uma enxurrada de comentários gordofóbicos a respeito de uma mulher negra presente na festa.

Reprodução/Batekoo

Mensagens como "o cheiro disso deve até matar um gambá" deram o tom dos "memes" e "piadas" que se referiram à foto.

Os frequentadores da festa ficaram chocados com os comentários vindos de pessoas gays.

Reprodução/Facebook

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E falaram sobre o racismo e a gordofobia dentro da comunidade LGBTQ.

Reprodução/Facebook

Ao BuzzFeed Brasil, Renata Prado reiterou que a Batekoo está denunciando os comentários e que tomará as medidas legais.

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