Pessoas que foram amantes compartilharam suas histórias e não esconderam nada

"Ter um caso é desgastante. Se você parar para pensar, é como um vício."

Como alguns de vocês sabem, nós já fizemos posts contando histórias de pessoas casadas que descobriram que estavam sendo traídas. Com isso, recebemos uma quantidade absurda de respostas de pessoas que foram amantes em um relacionamento compartilhando suas perspectivas.

"Ele é casado"

20th Century Fox / Via giphy.com

Então, recentemente, nós pedimos para membros da Comunidade BuzzFeed que foram "a outra pessoa" no relacionamento alheio para compartilharem o seu lado da história, e eles se abriram sobre os motivos para fazer isso e falaram sobre o que aconteceu. Aqui estão algumas das respostas:

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1. "Eu tinha me divorciado há 10 anos e não tinha interesse em voltar a namorar até que meus filhos crescessem, mas sentia falta de fazer sexo. Um amigo começou a flertar comigo e falar coisas sugestivas. No início, era só sexting. Ele é um cara muito legal, mas estava num relacionamento feliz há mais de 20 anos. Eu conheço a esposa dele, ela é ótima. Ele só tem muito mais desejo sexual do que ela. Então ele estava sentindo falta da única coisa que eu queria — cada um preenchia a necessidade do outro. Ele nunca tinha traído antes e, na primeira vez que transamos, ele se sentiu culpado demais. Ele gostaria de pedir permissão para a esposa. Por dois anos, a gente terminou e reatou várias vezes. Nós temos muita química e nos sentimos muito à vontade um com o outro, é incrível. É, de longe, o melhor sexo das nossas vidas, mas a culpa e a vergonha pesam para ele."

"Depois da última vez que transamos, ele disse que sentia como um viciado em drogas e pediu minha ajuda para parar. Ele mudou as coisas para mim. Não estou apaixonada, mas amo ele, então resolvi ajudá-lo (apesar de ainda querer fazer sexo com ele!) evitando flertar ou tomar a iniciativa.

Nós somos amigos incríveis e nos vemos o tempo inteiro. Nos preocupamos um com o outro e prometemos que a amizade sempre estaria em primeiro lugar e que nunca deixaríamos de ser amigos, então estou feliz com isso.

Se tivesse oportunidade, não sei se conseguiria resistir a ele, então só nos vemos em público ou com outras pessoas. Sinto que nossa história ainda não terminou, mas não sei como isso vai acabar. Só espero não machucar ele ou a família dele." —Anônimo

2. "Era a noite de dia dos namorados, e eu dei em cima de um cara lindo no meu bar favorito. Ele era tímido, mas parecia estar curtindo, então eu o convidei para ir a minha casa. No caminho, ele disse que tinha uma namorada que morava a algumas horas da cidade e que eles estavam num momento difícil, porque ela tinha traído ele. Nós acabamos fazendo um sexo maravilhoso, com orgasmos múltiplos. Ele mentiu o próprio nome na manhã seguinte. Descobri isso mais tarde, ri dele, trouxe ele para casa de novo e foi isso. Eu gostei muito do tempo que passei com ele, mas nunca entraria num relacionamento com alguém tão desonesto. Não me arrependo."

Fuzzy hearts
Fuzzy hearts

Oxygen / Getty Images

"No início, eu deixei claro que não estava esperando nada dele e perguntei se ele queria dormir no sofá, mas ele recusou." —Anônimo

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3. "Dei match com um cara super bonito chamado Dillon. Nos encontramos para tomar uma cerveja e nos demos bem de cara! Ele morava em outra cidade, mas trabalhava em uma empresa grande que ia abrir uma filial perto de mim, então ficou na cidade para organizar as coisas. Algumas semanas depois, a gente estava tomando drinks, e eu consegui ver a identidade dele. O nome dele NÃO ERA Dillon (nem o nome do meio). Perguntei por que o documento dizia 'Stephen', e ele ficou branco e tentou meter uma desculpa de que era o apelido dele na faculdade. Ficou muito estranho, então me distanciei dele e perdemos o contato. Um ano depois, o Instagram recomendou que eu adicionasse um amigo a partir dos meus contatos. Era o número dele, mas com a foto e o nome de uma mulher. Eu cliquei no perfil e, com certeza, era a esposa dele. Eles estavam juntos há anos e tinham filhos. Me senti nojenta de saber que eu saí e transei com ele enquanto eles estavam juntos."

A person at a bar with their drivers license on the counter
A person at a bar with their drivers license on the counter

Michael Prince / Getty Images

"Ele ia para casa de avião quase todo final de semana, então nós costumávamos nos ver durante a semana. Isso era ótimo para mim, porque eu ficava bem ocupada nos finais de semana. Não vi isso como um sinal de alerta.

Depois de alguns encontros, ele me convidou para o apartamento dele. Ele estava na cidade há seis meses, e o apartamento, praticamente vazio. Eu sugeri que a gente assistisse a um filme, mas ficou claro que ele nunca tinha instalado o Apple TV, apesar de sempre me falar sobre os filmes e séries que assistia 'em casa'. Era óbvio que ele nem sabia usar a Apple TV ou conectar os dispositivos no WiFi. Ele agiu como se nunca tivesse ido lá antes. Eu dei o benefício da dúvida a ele, porque sabia que era uma residência temporária.

Quando descobri a esposa dele no Instagram, pensei em mandar mensagem para ela, mas decidi deixá-la viver em paz. Fazia tanto tempo, e eu nem tinha como provar. Ela provavelmente ficaria estressada, e ele a manipularia dizendo que eu sou louca. Mas ele não era cuidadoso, tenho certeza de que ela sabe de alguma coisa." —Anônimo

4. "Eu trabalhava com ensino em outro país onde ele estava exilado. Um dia, jantando sozinha, ele me convidou para me juntar a ele e a um grupo dos seus amigos. Foi uma química imediata, inegável. Achei que seria só um casinho quente e forte. Ele foi bem direto e disse que era casado, apesar de eu não ter perguntado. Tinha muito magnetismo entre nós. Trocávamos mensagens o dia inteiro e atingimos níveis que eu nunca imaginei atingir sexualmente. No verão, ele era só meu, pois a família dele ia para a cidade natal. Um ano depois, ele disse que me amava. Era recíproco, claro. Manter segredo era excitante, assim como nós. Foi mágico por quatro anos. Mas, em 2020, ficou impossível arranjar desculpas para sair sozinho. Nosso verão juntos não pôde acontecer. Fiquei me sentindo sozinha e perdida. Entre trabalhar e perder o homem que eu acreditava ser minha alma gêmea, tive um episódio depressivo e voltei para casa. Ainda conversava com ele todos os dias. Aí, a esposa dele descobriu. Ele disse que, se eu o amasse de verdade, nunca mais entraria em contato com ele. Fiquei atordoada, mas fiz o que ele pediu."

The Gran Via in Madrid, Spain, shot from above at dusk
The Gran Via in Madrid, Spain, shot from above at dusk

Eloi_omella / Getty Images

"Nós explorávamos a cidade que escolhemos, a cidade e nós mesmos, os bairros escondidos e os cafés ecléticos. Eram salas de DVD, meu pequeno apartamento ou motéis, restaurantes decadentes e botecos. A barreira linguística fazia parecer que nós éramos os únicos que nos entendíamos. Ainda acho que isso é verdade, não importa onde estivermos. Acho que é fácil se deixar levar. Por estarmos tão longe de casa, nos tornávamos a casa um do outro. Éramos amantes e melhores amigos.

O final foi bem trágico. Para piorar, ele me bloqueou de todas as redes sociais. E foi isso. Olhando para trás, eu era curiosa e irresponsável, e ele era empolgante. Nunca fiz um sexo tão bom, e a amizade entre nós foi pura e real. Ainda estou despedaçada? Sim, acho que nunca mais vou conseguir colar os pedacinhos." —Anônimo

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5. "Meu terapeuta me introduziu à ideia de que um namorado pode não necessariamente preencher todas as nossas necessidades. Ele pode não conseguir ser nosso melhor amigo, cozinheiro, amante, companheiro para beber, tantas coisas diferentes que precisamos para sermos felizes e satisfeitos. Desde então, eu me abri à ideia de que, apesar de ser feliz com meu marido, ele pode não satisfazer todas minhas necessidades sexuais e talvez eu precise de alguém com quem tenha maior compatibilidade. Dois meses atrás, comecei um relacionamento com um amigo que também está num relacionamento longo. O objetivo é nós nos encontrarmos com frequência para fazer sexo. Nós somos muito atraídos um pelo outro, a química e o sexo são incríveis. Ele me permite explorar uma dinâmica sexual de dom/sub que sempre quis, mas nunca tive coragem para experimentar com mais ninguém, nem com meu marido."

A person sitting on a couch speaking to a therapist
A person sitting on a couch speaking to a therapist

Filippobacci / Getty Images

"Ele me faz sentir totalmente segura e confortável e, ao mesmo tempo, desejada e fodona, o que me permite realizar mais fantasias mais loucas num ambiente seguro. Sinto uma energia e uma vivacidade com ele que eu nunca tinha sentido antes. Sinto que estou vivendo minha vida de verdade pela primeira vez em anos.

Sinto uma liberdade com ele que não consigo atingir de outras maneiras na vida, um alívio do estresse da rotina e da mundanidade do mundo e da vida em família. Então, apesar de ser 'a outra' não ser moralmente correto, eu consigo satisfazer várias necessidades que não estava conseguindo antes." —Anônimo

6. "Primeiro, eu gostaria de começar dizendo que não sou responsável pelo relacionamento de ninguém. Sei que essa é uma opinião polêmica, mas, se uma pessoa está numa relação, não é minha função garantir que ela seja fiel. É 100% função dela. Dito isso, não saio a procura de indivíduos comprometidos. Mas, agora, me envolvi com um cara que mora com a namorada. Nós terminamos e reatamos algumas vezes por dois anos. Ficamos um ano longe um do outro, mas começamos a nos falar de novo. Mal sabia eu que ele estava com uma garota. Quando descobri, fiquei meio triste. Mas como estava apaixonada por esse cara, continuamos juntos. Eu me sinto muito atraída por ele... Nossa amizade tem seis anos agora que 'namoramos' há três — totalmente sem culpa."

"Conversamos todos os dias e nos vemos algumas vezes por semana. Não saímos escondidos nem nada e, apesar do que podem pensar, não é um relacionamento sexual. Claro, nós fazemos sexo, mas é mais emocional.

Ele se tornou meu melhor amigo, e não sei o que eu faria sem ele, sério. Sei que a gente nunca vai ficar juntos, mas tudo bem. Estou feliz com o que temos. Amo ele, ele me ama, e nós mantemos um relacionamento saudável apesar de tudo.

Ele admitiu que a relação dele está bem, ele não está infeliz nem nada, então não é como se o relacionamento dele fosse tóxico. Nós só nos atraímos muito um pelo outro e ficamos extremamente próximos nos últimos seis anos. Acho que nenhum de nós quer perder isso. Sei que isso vai dar problema algum dia e não será mais suficiente para mim, mas, por enquanto, estou curtindo o que a gente tem." —Anônimo

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7. "Eu fiquei com esse cara antes de me tornar 'a outra'. Aí nós terminamos e, meses depois, reatamos. Tudo estava bem. Ele pagou minha passagem para onde ele trabalhava: foi assim que descobri que ele era comprometido. Ele morava com ela. Continuei com ele por pura burrice. O fato dele ser um baita manipulador não ajudou. Imagine como ele inventava coisas nessa história. Me senti mal, mas ao mesmo tempo, não. A mulher que namorava com ele já tinha estado com ele antes. Ela sabia como ele era — que ele traía — então racionalizei assim."

"Fui escrota por isso, mas fazer o quê? No final das contas, contraí herpes tipo 2, então ganhei o que merecia." —Anônimo

8. "Depois de me formar na faculdade e fazer mochilão na Europa, voltei a morar com meus pais. Estava procurando emprego e me sentindo solitária. Encontrei o perfil dele num site de relacionamentos. Ele me mandou mensagem primeiro. Ficou claro que ele era casado e procurava algo a mais. Eu não respondi com seriedade, mas ele era super charmoso. Dava para ver que ele também era solitário, apesar de ser 'feliz no casamento'. Nós conversamos e trocamos fotos todos os dias no Snapchat. Eu contei a ele todos meus segredos mais profundos e sombrios, e ele sempre ficava ao meu lado quando podia responder. Ele foi uma fonte de validação e atenção para mim por cinco anos. Ele sempre me falava sobre o relacionamento e a esposa dele. Ele a amava profundamente e não queria deixá-la, mas precisava de algo a mais. No início, eu disse que só transaria com ele se ele não tivesse filhos ou se a esposa dele não estivesse grávida. Mas isso não durou. De 2015 a 2019, nós só fizemos sexo cinco vezes. Faz quase dois anos desde que ele se afastou de mim, e eu vejo as redes sociais dele de tempos em tempos."

The Snapchat app on a phone screen
The Snapchat app on a phone screen

Nurphoto / NurPhoto via Getty Images

"Ele nunca me deu o nome completo, mas me deu informações suficientes para eu conseguir encontrar ele e a esposa online. Eles eram um casal 'Pinterest', lindo. Ele era médico, ela, enfermeira. Eles se conheceram numa faculdade de uma cidade pequena e se casaram rápido. Pareciam muito felizes de verdade nas redes sociais.

Nos tornamos amigos super rápido. A gente brincava sobre eu ser 'amante' e como a gente confiava que nenhum de nós ia 'desaparecer'. Essa conversa era recorrente: sobre como eu ficaria muito triste se um dia ele simplesmente desaparecesse.

Ele ficou ao meu lado quando meu melhor amigo se suicidou, quando eu conheci e saí com outros caras e até quando meu pai foi diagnosticado com câncer. Ele ofereceu sua opinião especializada a respeito do prognóstico dele. Sei que a esposa dele teve um aborto espontâneo e que tiveram dois filhos. Olhando para trás, vejo que nós éramos pessoas diferentes e, pensando bem, sentia que ele era mais um amigo do que um cara casado com quem eu dormia às vezes.

No final de 2019, loguei no Snapchat e vi que o nome dele tinha sido alterado para várias letras e números aleatórios com uma flechinha cinza. Fiquei desolada, pois essa era nossa única forma de comunicação, mas, lá dentro, eu sabia que isso ia acontecer um dia, apesar de sempre esperar que tivesse uma conversa e explicação final.

De verdade, eu nunca quis roubá-lo ou ficar com ele. Às vezes, eu me sentia bizarramente íntima da esposa, porque sabia muito sobre ela e sobre as dificuldades do casal. Quando nos conhecemos, sempre conversávamos sobre se a esposa aceitaria isso, como se eles entrassem tipo num relacionamento poliamoroso, e eu fosse a namorada dele, porque entendia os limites e nunca quis mais do que isso. Sinceramente, muitas vezes eu quis ter uma conversa aberta com a esposa dele, mas nunca senti que era meu lugar." —Anônimo

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9. "Conheci esse cara porque ele fazia parte do mesmo grupo extendido de amigos que eu. Nós nos conectamos no casamento de um amigo, e ele me disse que era divorciado. Alguns meses depois, após alguns encontros, dormi com ele. De manhã, alguém bateu na porta, mas ele beijou minha testa e disse para eu voltar a dormir enquanto ele descia para ver quem era. Eu descobri quem era uma semana depois, quando meu telefone tocou. Ela pediu para usar meu nome nos documentos do divórcio. Fiquei com tanta vergonha que dei todas as minhas informações pessoais a ela."

A decorated dinner table at a wedding
A decorated dinner table at a wedding

Onfokus / Getty Images

"Eu não sabia que tinha sido 'a outra'. Fiquei arrasada, me senti traída e uma merda, uma destruidora de lares, tudo isso. Mas eu não sabia!

Então, acho que existe algum registro meu em algum documento de divórcio dizendo que eu fui 'amante', e eu odeio pensar nisso." —littleredshoes

10. "Nós dois éramos casados e infelizes. O que tínhamos era empolgante e me deu um sopro de vida. No início, eu não tinha intenção de me separar do meu marido. Meu amante tentou deixar a esposa várias vezes. Mas, por ela querer separá-lo dos filhos, ele sempre voltava. Ter um caso me fez sentir sexy e desejada, o que eu precisava muito. Eu implorei para que fizéssemos terapia de casal, mas ele se negou. Depois de dois anos dormindo em quartos separados, conheci meu homem. Ter um caso também é estressante. Meus filhos pararam de receber tanta atenção quanto antes. Por isso, eu nunca me perdoarei. De início, achei que era só um flerte, mas ele se apaixonou. Claro, eu me senti culpada, e ele também. Eu não me senti culpada pela esposa, que eu via que era uma escrota (ele nunca me disse nada). Me senti mal por causa do meu marido, pois ele não era um cara ruim, nós só estávamos infelizes por vários motivos, e ele não queria se esforçar para melhorar o nosso casamento."

"Ter um caso é desgastante. Se você parar para pensar, é como um vício. Todo mundo sabia, até nossos cônjuges. A gente não era muito bom em esconder. Eu nunca dei desculpas, sabia que estava errada. Minha necessidade era mais forte do que a razão. E a dele também.


Nos vimos todos os dias por dois anos. Depois de um ano, começamos a falar sobre terminar o relacionamento com nossos respectivos. Estamos casados há 16 anos agora. A parte difícil veio depois que terminamos. Meu lado não foi tão ruim, porque meu ex não era completamente louco, mas a dele era. Ela também traía, mas se fazia de vítima. Ela fez de tudo para garantir que os filhos deles nos odiassem. Nós cuidávamos para não falar mal dela ou até nos defender, porque nós escolhemos ir embora. Levou bastante tempo, mas, no final das contas, eles viram que eu não era um diabo e que temos um bom casamento.

Se eu faria isso de novo? Não. Eu terminaria o relacionamento antes de me envolver com outra pessoa. Principalmente por causa das crianças. Elas acabaram ficando no meio de tudo e perderam muito tempo com o pai delas. É difícil ter empatia pela mãe deles, porque ela usou as crianças para atingir o pai apesar de também ter se comportado mal. Eu definitivamente me arrependo pela dor que as crianças sentiram e pelas brigas.

Meus filhos não foram muito bem tratados, porque meu atual marido se sentiu culpado e não foi um bom padrasto pelos primeiros seis ou sete anos. Levei muito tempo para me perdoar. Pedi desculpas para as crianças e até para a ex dele pela dor que causamos. Ela casou de novo, mas ainda está ressentida. Nossos filhos cresceram e estão bem. Fui honesta com eles sobre o caso e sobre meus arrependimentos. Apesar de ser feliz no casamento, sempre desejarei ter feito as coisas da maneira correta." —Anônimo

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11. "Eu sou a errada da história. Fiquei com um amigo que tinha um crush por muito tempo — tipo uns 15 anos. Eles estavam num casamento infeliz, e eu tinha acabado de sair de um relacionamento longo e ruim, então não queria me relacionar com ninguém. Nós saímos para beber e conversar. Tem muito mais por trás da história, mas não quero justificar o que aconteceu. Basta dizer que, às vezes, acontece de escolhermos pessoas erradas. Sei que é algo péssimo de se fazer para ficar com alguém que sei que é minha alma gêmea, mas nem sempre fazemos as coisas certas, e acho que é preciso admitir isso."

A bar with drinks on it
A bar with drinks on it

Skynesher / Getty Images

"A ex da minha esposa se casou logo depois do término, e eles estão muito felizes, então pode ficar feliz por eles se quiser. Se é verdade que 'quem trai uma vez, trai duas' e minha esposa me trai, não seria a primeira vez que me traíram. Não estou dizendo que gostaria disso, mas já sobrevivi a uma situação dessas com outro parceiro e não foi nem a pior coisa que já me aconteceu.

A vida não é preto ou branco. De qualquer forma, fiz algo errado. Não sou um herói, mas, juro, também não sou vilão. Dez anos depois, estamos casados há anos e muito apaixonados." —regularhumanbartender

12. "Eu estava me recuperando de um término horrível e inesperado e fiquei com um amigo depois de sairmos para beber. Eu sabia que ele tinha namorada, mas justifiquei para mim mesma dizendo que ninguém do nosso grupo gostava dela, incluindo o namorado dela."

"Continuamos ficando por anos até ele ir morar com ela e as coisas ficarem mais sérias entre eles. Isso faz dois anos, e ele ainda pede para ficar comigo." —ashleyh4ad7f3263

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13. "Eu sabia que ele tinha uma namorada, mas, sempre me dizia estar infeliz. No início, era só uma atração. Tínhamos aulas juntos. Tinha gente de todas as idades, e ele era cinco anos mais novo que eu. Saímos como amigos no começo. Flertamos. Ele me dizia que eu era linda. Eu não estava acostumada a ouvir essas coisas, então me derreti toda. Um dia, ele me beijou e, depois de cruzar essa linha, aconteceu. Me tornei 'a outra'. Nunca esperei que ele abandonasse ela e nunca pedi isso. Não sei porque fiz isso. Acho que foi bom ser desejada, era fácil de esquecer que ele tinha namorado, pois ele dizia tudo que eu queria ouvir."

A university classroom with desks
A university classroom with desks

Klaus Vedfelt / Getty Images

"Não durou muito tempo, mas pareceu eterno. Era muito ruim ser a segunda opção e não ter toda a atenção da pessoa que eu gostava. Acho que esse também era o problema, eu comecei a me apaixonar demais. No final das contas, ele escolheu a namorada e casou com ela.

Eu que terminei a relação, porque me dei conta de que não valia a pena. Também percebi que ele fazia o que queria e não sofria as consequências, então não quis mais fazer parte disso.

Encontrei um amor pouco tempo depois, e estamos casados há oito anos. Meu marido me diz todos os dias que eu sou muito importante para ele e está sempre 100% ao meu lado." —adriana1208

14. "Morei numa cidade pequena durante a faculdade e me dei muito bem com um cara do trabalho. Flertamos um pouco, mas foi só isso. Um dia, ele me contou uma história triste sobre a sua ex-noiva (que eu não sabia que existia), dizendo que ela saiu do estado e o deixou com o bebê de um mês, sem ajuda. Nós namoramos por seis meses. Ficávamos juntos uma vez por semana, ele passava a noite comigo quando a 'mãe' dele podia cuidar do bebê. Aí, eu recebi uma mensagem no Facebook de uma conta claramente falsa, perguntando se eu sabia que ele estava noivo. Eu perguntei para ele e ele negou tudo. Eu dei a ele o benefício da dúvida por algumas semanas. Um dia, o alarme do telefone dele estava tocando sem parar e ele não acordava, então resolvi pegar para desligar e vi um monte de mensagens da 'Esposinha ❤️' dizendo o quanto ela o amava, pedindo desculpas pela briga feia e implorando para ele, por favor, voltar para casa."

The inside of a foyer with the front door open
The inside of a foyer with the front door open

David Papazian / Getty Images

"Acordei ele na hora e exigi respostas. Ele deu explicações e negou tudo, então fui até o banheiro para me acalmar antes de fazer algo que eu pudesse me arrepender, tipo dar um soco nele. Quando saí, ele tinha literalmente fugido da conversa. Deixou até a porta aberta!

A noiva dele veio até mim, e nós tivemos uma conversa bem saudável. Eu tive a oportunidade de pedir desculpas e dizer que não fazia ideia de que ele era comprometido, que eu não sou destruidora de lares ou amante e que eu me sentia PÉSSIMA.

Pude contar para ela o meu lado da história, o que nem sempre é possível. Sou muito grata por ela ter conversado comigo e acreditado em mim. Ajudou a aliviar a culpa e a vergonha. Odiei ter sido colocada nessa situação! Até onde sei, ela perdoou ele e eles tiveram mais um filho. Eu, hein..." —kareyhoke

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15. "Nós trabalhávamos juntos e éramos amigos bem próximos. Ele desabafava sobre a noiva, e eu, sobre meu divórcio. Sentia que podia falar qualquer coisa para ele. Confiava nele, e ele, em mim. Nós ficávamos juntos depois do trabalho todos os dias. Um dia, depois de fazer compras, ele disse que se eu acertasse a resposta de uma pergunta, ele faria o que eu quisesse. Eu acertei e disse que queria um abraço e um beijo na bochecha. Ele me abraçou, e nós entramos no carro. Quando ele beijou meu rosto, eu me virei e beijei ele. Não planejei fazer isso, só aconteceu. Quando paramos, eu tive um ataque de pânico e pedi desculpas. Eu disse que não poderia acontecer de novo. Ele me contou que não conseguia parar de pensar nisso e que ficou sonhando acordado quando foi para casa. Continuei falando com ele, e começamos um relacionamento. Depois que transamos, pensei em terminar, mas antes de conseguir, ele terminou comigo."

A couple holding shopping bags as they walk past a store
A couple holding shopping bags as they walk past a store

Svetikd / Getty Images

"Nós tínhamos tanto em comum que eu sentia que ele era meu gêmeo. Todo mundo no trabalho dizia que nós éramos a versão feminina/masculina um do outro. Nós pensávamos igual e ficávamos assustados com as semelhanças. Antes de tudo acontecer, ele era como se fosse meu melhor amigo gay: alguém indisponível que não daria em cima de mim. Eu estava muito feliz de ter uma amizade. Quando começamos a ter sentimentos um pelo outro, nunca falamos a respeito.

Ele me fazia sentir bonita e amada. Fazia anos que eu não sentia aquilo. No início, eu tentei terminar várias vezes, porque sabia que eu estava vulnerável, então tentei me proteger. Não queria estragar a família dele, mas ele era persistente. Fiquei muito apaixonada por ele. Ele queria continuar a amizade depois do término, mas eu não conseguia depois de tudo que fizemos. Ele tentava falar comigo no trabalho. Eu não consegui mais trabalhar lá. Não suportava olhar para ele depois do que fizemos. Tive que me demitir. Até hoje, ainda dói. Isso vai me assombrar pelo resto da vida." —Anônimo

16. "Nos conhecemos na academia e tivemos uma conexão instantânea. Eu sabia que ele era comprometido, mas a química era incrível. Eu não fui atrás dele, mas ele pegou meu telefone com a desculpa de fazer um treino e 'ser meu professor'. Depois disso, começamos a trocar mensagens, tomar smoothies após dos treinos, cafés antes dos treinos... Aí ele me beijou. Ele me fez sentir desejada e sexy. No início, me senti quase empoderada, tipo: 'Nossa, ele está disposto a arriscar tanta coisa para estar comigo'. Foi uma injeção de confiança. Mas, depois de um ano, minha autoestima despencou. Começou parecendo um amor proibido, mas acabei me sentindo um lixo. Internalizei que não sou mulher para casar ou para dividir a vida, como se servisse só para dar uma rapidinha no carro ou transar em motéis baratos e acordar sozinha."

An empty gym
An empty gym

Vgajic / Getty Images

"Terminei tudo quando vi nas redes sociais que ele ficou noivo. O post dizia: 'Te amo com cada pedacinho do meu coração', e eu só conseguia pensar que ele com certeza não a amava com cada pedacinho dele quando estava me comendo na noite anterior. Nunca tive coragem de contar para a noiva dele." —Anônimo

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17. "Meu melhor amigo tinha um vizinho. Eu o via cuidar do cachorro que tinha necessidades especiais e ficava toda derretida. Ele era simpático, atraente e legal. Acontece que ele estava num relacionamento antigo e triste com uma mulher que tinha filho. Ela era extremamente controladora. Uma noite, nós conversamos em uma festa, e algo acendeu. Parece bobo, mas existia uma eletricidade entre nós. Viramos amigos, conversávamos todos os dias (de maneira respeitosa). Isso aconteceu por alguns anos. Um dia, enfim, ele admitiu que estava num relacionamento com uma pessoa que não amava há algum tempo. Conversamos sobre como nos apaixonamos naquela noite, anos atrás, e ficamos. Ele terminou com ela no dia seguinte. Na semana seguinte, fui morar com ele. Não me arrependo de ser a outra. Pode parecer ruim ou confuso olhando de fora, mas, como diz o ditado, 'o coração sabe o que quer'."

A group of people at a barbecue
A group of people at a barbecue

Thomas Barwick / Getty Images

"Agora, depois de seis anos, temos uma filha de três anos e somos muito felizes." —Anônimo

Este post foi traduzido do inglês.

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