Brasileiras ganham 4 medalhas na Olimpíada Europeia de Informática para Garotas

Incluindo uma de ouro!

Em meio a tanto caos, finalmente uma notícia 100% boa: quatro jovens brasileiras competiram na Olimpíada Europeia de Informática para Garotas e, olha só que orgulho, todas voltaram com medalhas!

uma menina branca mexendo no computador
uma menina branca mexendo no computador

 Caroline Feelgood / Unsplash

A competição teve sua primeiríssima edição realizada agorinha, entre 13 e 19 de junho. Tudo online, e com a organização sediada em Zurich, Suíça. O objetivo da competição é incentivar meninas a estudarem informática. 

"Em muitos países, há bem menos mulheres do que homens que decidem estudar ou trabalhar com Ciências da Computação.", afirmam os organizadores, no site do evento. 

O Brasil é um desses países. Estima-se que em 2018, por exemplo, os cursos de Ciência da Computação daqui tinham só 13% da lista de chamada composta por mulheres. Um estudo da Universidade Federal da Bahia, chegou a cravar que "Sem ações afirmativas, as mulheres irão desaparecer nos cursos de Ciência da Computação até 2050". 

Não no que depender das nossas medalhistas. 

Competindo entre 157 meninas vindas de 43 países, as brasileiras conquistaram ótimas posições. Tanto Letícia Barbieri Stroeh, de 17 anos, quanto Maria Elaine de Holanda Cavalcante, de 16 anos, nos trouxeram medalhas de bronze. Também com 16, Luana Amorim Lima abocanhou uma prata. Já Carolina Moura Valle Costa, outra jovem de 16 anos, conseguiu não só o oitavo lugar geral na competição como também garantiu uma medalha de ouro pra cá. 

Menina branca usando computador
Menina branca usando computador

Nick Sanchez / Unsplash

"Foi minha primeira participação em uma olimpíada internacional. Mesmo que virtualmente, estar no meio de tantas garotas incríveis e de tantos lugares diferentes, saber que ainda tem tantas coisas que eu não sei, foi sensacional”, contou Carolina ao site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Os quatro nomes, aliás, já vinham vencendo competições nos últimos tempos. Elas foram selecionadas depois de uma disputa nacional, pra ver quem poderia representar a gente mundo afora.  

À frente de um grupo de estudantes, claro, tinham professoras. Com um currículo invejável, aliás. Quem liderou a equipe na competição gringa foi Nara Bigolin - que dá aulas de computação na Universidade Federal de Santa Maria. Acompanhada de Beatriz Cunha, que estuda computação em Stanford. 

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Mulher negra mexendo no computador
Mulher negra mexendo no computador

NappyStock / Nappy

Vale lembrar que apenas 45,1%, da população Brasileira tem acesso à computadores com internet, e que em 2021 tivemos o menor investimento federal na educação em mais de uma década. O número de notícias como essa podem crescer muito. 

Por isso, parabéns, meninas! E obrigado por fazer desse país um pouquinho melhor.

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