O Brasil está repleto de lugares mal assombrados e aqui estão alguns deles

"Invocação do Mal" é fichinha! Nossas histórias de terror não perdem em nada para os filmes.

Reprodução

Se engana quem acha que histórias sobre locais mal assombrados são exclusividade dos gringos. Longe disso. Essa terrinha tupiniquim é recheada de relatos sobre lugares que fariam qualquer Invocação do Mal parecer uma versão mal iluminada de Xou da Xuxa - e sem o disco rodando ao contrário! 

Separamos aqui alguns desses ambientes com fama sobrenatural. 

Prepara:

1. Casa das Sete Mortes - Salvador (BA)

Foto da Casa das Sete Mortes
Foto da Casa das Sete Mortes

Paul R. Burley / Wikimedia Commons

O apelido não tão simpático desse casarão no Pelourinho remonta do século XVIII.

Em 1755 rolou o primeiro homicídio no local. Como um bom filme de terror, a morte foi de um padre. Um trio de funcionários do homem também morreram na data, após um assassinato à facadas.

As três mortes faltantes ainda divergem. Há quem diga que uma mãe e duas filhas foram encontradas mortas no endereço; outros clamam que uma mulher escravizada envenenou os que a aprisionavam.

Seja como for, não faltam relatos de gente que jura ver e ouvir coisas sobrenaturais rolando na casa.

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2. Castelinho da Rua Apa - São Paulo (SP)

Foto, em preto e branco, do castelo
Foto, em preto e branco, do castelo

Urbano Canoas / Flickr

Muito além do Joelma, São Paulo tem outros pontos com fama fantasmal. O Castelinho em questão foi construído em 1912 e desde 1937 tem fama de ser mal assombrado. No ano, tanto a viúva do primeiro proprietário, como seus dois filhos (e herdeiros) foram mortos.

Assim como a casa soteropolitana, o que rolou de fato ainda divide pesquisadores e curiosos: há quem defenda que um dos herdeiros discutiu com seu irmão, por querer montar um ringue de patinação no local. Durante a briga, ele teria atirado acidentalmente na própria mãe, matado o irmão e se matado.

No entanto, o laudo do IML ainda gera dúvidas: o assassino teria que ter atirado com a mão esquerda (ele era destro), e se matado com dois tiros no peito.

Até hoje, o imóvel atrai turistas nacionais e gringos, tentando entender - e registrar - movimentos sobrenaturais no espaço.


3. Rua Nova - Recife (PE)

Foto de um sobrado mal cuidado na Rua Nova, no Recife.
Foto de um sobrado mal cuidado na Rua Nova, no Recife.

Reprodução / Google Street View

Em 1909, o autor Carneiro Vilela começou a publicar em folhetins seu romance "A Emparedada da Rua Nova". A história é sobre um pai que, ao encontrar a filha grávida, resolve assassiná-la, cimentando a moça dentro da parede do próprio quarto.

Pois bem, o problema é que alguns leitores têm certeza que, na verdade, o romance é baseado em um crime real - na rua do título mesmo.

Anos depois da publicação, vale contar, o neto de Vilela disse que a ambientação do romance rolava no número 200 do local.

Hoje uma ótica ocupa o térreo do sobrado em questão... mas não faltam histórias de quem já ouviu pedidos de socorro fanstasmagóricos nos entornos.

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4. Mina da Passagem - Mariana (MG)

Foto de uma mina, com trilhos
Foto de uma mina, com trilhos

Leandro Neumann Ciuffo / Wikimedia Commons

Com 120 metros de profundidade e 7.200 km² de extensão, o lugar é uma das maiores minas abertas para visitação no planeta. Mas alguns dos turistas têm certeza que o lugar é assombrado.

Tendo mais de 35 toneladas de ouro retirados de lá por portugueses e ingleses do século XVIII, há quem jure ter visto o fantasma de um cavaleiro chamado Capitão Jack. Outros sinalizam apenas terem escutados sons como sinos.

Fato é que o local já foi palco de uma tragédia. Em 1936, uma inundação matou 17 trabalhadores. Desde então, a fama sobrenatural pegou de vez.

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6. Igreja de Nossa Senhora das Dores - Porto Alegre (RS)

Uma foto antiga da fachada da igreja
Uma foto antiga da fachada da igreja

Wikimedia Commons

Independente das lendas, a primeira igreja católica porto-alegrense tem uma história de fundação sinistra. Iniciada em 1807, a construção foi feita por escravos - e bem em frente ao local onde eles eram assassinados pelos escravagistas.

Reza a lenda que em uma dessas execuções, uma vítima amaldiçoou o espaço. Disse que a obra nunca ficaria pronta. Não foi exatamente o que rolou, mas também não passou tão longe: foram necessárias nove décadas pro santuário terminar.

Até hoje, relatos sobre assombrações na Igreja continuam aparecendo.

E, aí, encararia uma visita?

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