11 motivos que tornam "Podres de Ricos" o filme do ano para descendentes asiáticos

Este filme pode marcar o início de uma mudança na maneira em como asiáticos são representados no entretenimento.

1. Já tem 25 anos do primeiro e único filme de Hollywood com elenco majoritariamente composto por asiáticos.

Hollywood Pictures / Divulgação

"O clube da felicidade e da sorte", de 1993, foi a primeira e única vez que um filme de Hollywood que não fosse de época teve um elenco majoritariamente composto por asiáticos e descendentes.

O filme ficou marcado por críticas da própria comunidade por trazer uma visão estereotipada de asiáticos, o que não seria um problema se ele não fosse o único filme em tanto tempo e estivesse posicionado em meio a uma pluralidade de representações.

2. Kevin Kwan, o escritor do livro que deu origem ao filme, vendeu os direitos para o cinema por 1 dólar.

Reprodução / Saraiva / Via saraiva.com.br

Esse é o tipo de coisa que apenas autores como Stephen King fazem para proteger a integridade de suas obras e assim assegurar que possam opinar criativamente no filme - o que impediu, entre outras coisas, que "Crazy Rich Asians" fosse protagonizado por atores não asiáticos.

O livro conta a história de uma professora chinesa-americana que começa a namorar um rapaz cingapuriano para descobrir em uma viagem que ele é de uma família multimilionária. O livro é parte de uma trilogia e precedido por "China Rich Girlfriend" e "Rich People Problems" que rapidamente se tornaram bestsellers após serem lançados nos Estados Unidos, respectivamente em 2013, 2015 e 2017.

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3. "Crazy Rich Asians" pode marcar o início de uma mudança na maneira em como asiáticos são representados no entretenimento.

Reprodução / Twitter / Via Twitter: @TIME

De uma maneira que a revista Time bancou esta aposta e a colocou na matéria na capa deste mês ilustrada pela protagonista do filme. Mas isso também acaba colocando uma grande responsabilidade pois um possível fracasso do filme poderia significar mais uma longa era de ostracismo do protagonismo asiático.

4. Os produtores recusaram uma oferta milionária da Netflix em prol do impacto no cinema e na cultura.

O diretor do filme Jon M. Chu e o autor do livro Kevin Kwan recusaram uma oferta milionária da Netflix que viabilizaria colocar em produção a trilogia completa com total liberdade criativa. Mas eles contaram à Vulture que optaram pormanter o filme em um estúdio tradicional pelo impacto que um potencial sucesso do filme deixaria no entretenimento tradicional. "Sem isso, seria só mais um filme na primeira página da Netflix ou onde quer que ele eventualmente acabasse ficando".

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5. Mesmo antes da estreia nos Estados Unidos o filme já inspirava pequenos fãs, como Olivia, que ganhou um vestido feito por sua mãe inspirado no que a protagonista veste no trailer.

A garota ainda protagonizou este vídeo empoderadíssimo onde ela diz entre outras coisas: "Não chame ninguém 'ching chong'. Que grosseria!" e "Eu sou esperta, mas não vou fazer sua lição de casa!".

6. O filme tem Awkwafina no elenco.

Reprodução / Warner Bros Movies

A crítica a considera uma espécie de Childish Gambino asiática: ela começou rimando no YouTube e agora começa a ganhar destaque como atriz e comediante.

Seu primeiro grande papel foi como uma das oito mulheres no filme "Oito Mulheres e um Segredo" e a impressão é que nos últimos tempos ela parece estar em todos os lugares.

Ela é uma dos vários personagens dentro do filme que mostram como asiáticos podem ser retratados no entretenimento de formas mais diversas e plurais.

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7. O diretor do filme, Jon M. Chu, conseguiu os direitos da música "Yellow" do Coldplay com esta emocionante carta.

Reprodução / Hollywood Reporter / Via hollywoodreporter.com

Na carta, ele conta: "A palavra 'amarelo' sempre teve uma conotação negativa em minha vida até que eu escutei a sua música. Eu me lembro de estar vendo o clipe da música na faculdade pela primeira vez na MTV. E aquela cena com o sol nascente tirou o meu fôlego, tanto pelo meu lado de diretor, quanto o de amante de música. Imediatamente a música se tornou um hino para mim e meus amigos e me deu um novo senso de orgulho que eu nunca tinha sentido antes".

No filme, a música aparece em um cover em mandarim de Katherine Ho, uma estudante e ex-participante do "The Voice" americano.

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9. E todo este esforço vem dando resultado. A bilheteria do filme tem sido melhor do que o maior dos otimistas poderia imaginar.

Reprodução / Warner Bros Movies

"Crazy Rich Asians" teve a melhor estreia para uma comédia romântica desde "Descompensada" em 2015 e arrecadou 35 milhões de dólares em sua primeira semana.

O filme segue no primeiro lugar em bilheteria nesta segunda semana com uma perda de apenas 5% da arrecadação em relação à primeira, um fato incomum para um filme que não foi lançado em um feriado.

Todo este sucesso fez com que o estúdio confirmasse a produção do filme baseado no livro seguinte da trilogia de Kevin Kwan, "China Rich Girlfriend".

10. E eles estão compartilhando a riqueza e ajudando seus colegas asiáticos, como John Cho, protagonista do suspense independente "Searching" em cartaz nos Estados Unidos.

Henry Golding, o ator protagonista do filme, escreveu em seu Instagram: "Eu e Jon M. Chu fizemos uma visita surpresa a uma sessão de cinema, mas tivemos que parar em frente ao poster de John Cho e do filme "Searching" e decidimos comprar uma sala para compartilhar todo o apoio que nós temos recebido por Crazy Rich Asians. #GoldOpen... Mal posso esperar, em breve".

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No Brasil, a previsão de estreia de "Crazy Rich Asians" é para 1º de novembro.

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