Sobreviventes de acidentes de avião e outras catástrofes compartilharam suas histórias assustadoras

"Fui soterrado por uma avalanche alguns anos atrás. Achei que ia morrer, pois literalmente não conseguia mover nenhuma parte do meu corpo."

Quando vemos uma catástrofe (tipo o seu avião cair ou ficar perdido no mar), pensamos: "Isso nunca vai acontecer comigo".

 "Não vai acontecer."

Lifetime / Via giphy.com

Mas foi provado que catástrofes de grande escala acontecem com mais frequência do que imaginamos, quando o usuário do Reddit u/Piggybank113 perguntou: "Pessoas que já sofreram acidentes de avião, barco ou algo catastrófico do tipo, qual é a história de vocês?" e muitas pessoas quiseram compartilhar suas experiências.

"Ai, Meu Deus"

NBC / Via giphy.com

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Aqui estão 17 histórias catastróficas que vão fazer você ficar com o corpo todo arrepiado:

1. "Fui soterrado por uma avalanche alguns anos atrás. Estava esquiando com três amigos, e a área ficou com mais de 1 metro de neve em questão de um ou dois dias. Resumindo, eu estava atrás do meu amigo, e ele acionou o slide, mas eu fiquei preso. Tentei esquiar para fora da neve, mas não há muito o que se possa fazer. Fui derrubado, e a neve caiu por cima de mim. Achei que ia morrer, pois literalmente não conseguia mover nenhuma parte do meu corpo."

Giphy / Via giphy.com

"Por sorte, consegui mexer minha mão esquerda, e meu amigo, que percebeu o que tinha acontecido, conseguiu me ver e me desenterrar."

u/GAMMATITAN

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2. "No meu aniversário de 16 anos, meu pai, meu amigo e eu saímos da fazenda de um amigo no Texas no nosso avião Piper Cherokee 180 depois de um final de semana só com os caras para comemorar. Todos meus amigos ficaram alinhados na pista para nos ver decolar e ir para casa. Até aí tudo bem, mas, quando atingimos cerca de 90 metros de altitude, o vento mudou. O avião começou a cair muito rápido. Não havia sustentação alguma, então só caímos. Não havia nada que pudéssemos fazer naquela situação, num avião com tão pouca potência. Batemos nas árvores e a asa do meu lado foi totalmente arrancada, deixando um buraco enorme na fuselagem onde eu estava sentado. Em seguida, o avião capotou, porque não tinha mais vento, e nós caímos com a parte frontal do avião. Quando me dei por mim, estava de cabeça para baixo no meu assento. Foi a sensação mais estranha que já senti."

"Sabe quando em filmes uma bomba explode e, de repente, fica um silêncio, um zumbido nos ouvidos, tudo parece estar em câmera lenta? Foi exatamente isso que eu senti antes de começar a ouvir meu pai gritar para sairmos do avião. Não me dei conta de que o lado dele estava em chamas e que o fogo estava se espalhando muito rápido. Tentei rastejar para fora do avião, mas meu cinto de segurança ficou preso, e eu não conseguia tirar de jeito nenhum. Meu pai disse que olhou para cima e viu onde estava preso, então rasgou e consegui sair. Em seguida, ele tentou escapar, mas disse que ouviu meu amigo gritando e falando que estava preso nos assentos de trás, pois não conseguia dobrá-los para frente. Os assentos ficaram presos, porque o teto desabou em cima deles, o que os impediu de ir para frente e sair.

Meu pai conseguiu pegá-lo e jogá-lo para fora do avião. Ele não lembra de nada disso. Nesse momento, a cabine já havia sido tomada pelas chamas, e meu pai ainda estava lá dentro. Para escapar, pulou como se fosse um peixe morto, e nós saímos correndo. Conseguimos nos afastar a cerca de 12 metros quando o tanque da asa do lado que não havia sido arrancada pegou fogo e explodiu, nos arremessando para o chão.

Pela descrição, tudo isso parece ter durado um bom tempo, mas saímos do avião em 15 segundos depois da queda. Eu só lesionei meu joelho, precisei colocar 20 pinos e fazer pontos. Hoje, estou bem. A Administração Federal de Administração disse que nunca viu uma queda como a nossa 1) que alguém tenha ficado a salvo 2) que TODO MUNDO tenha ficado a salvo quase sem ferimentos. É um milagre estarmos vivos!"

u/creedthings

3. "Quando eu tinha 9 anos, fizemos a viagem de volta da nossa cabana para a cidade num barco aberto. O mar estava revolto, e o barco tinha um defeito que fez com que ele se quebrasse ao meio por causa das ondas. Eu estava sentado virado para trás, então não vi quebrar. De repente, fiquei com água até a cintura. Quando me virei, a parte frontal do barco estava boiando a vários metros de distância. O marido da minha mãe na época gritou para pularmos, então nos jogamos na água a 2ºC de temperatura na maior distância possível do barco. Ele conseguiu soltar dois rojões de emergência antes do barco sumir no mar. Ele não sabia nadar e, apesar de tentarmos segurá-lo, ele acabou escapando por causa das ondas que ficavam nos cobrindo constantemente."

A sailboat in the middle of the ocean
A sailboat in the middle of the ocean

Getty Images

"Depois disso, tentamos nadar até a praia por uns 10 minutos, que ficava a cerca de 400 metros de distância, mas percebemos que nunca conseguiríamos. Vimos pessoas na praia e carros parados na estrada. A última coisa que me lembro antes de desmaiar foi de ver um barco chegando. Acordei no hospital me debatendo por causa das câimbras no corpo, tentando me esquentar. Parece que eu estava com 27ºC de temperatura quando cheguei lá. Minha mãe ficou acordada o tempo todo. Ela perdeu o controle dos membros logo depois de eu desmaiar, mas segurou a corda do meu colete salva-vidas com os dentes para eu não ser levado. Apesar de ser uma história assustadora, tem algumas partes incríveis. Um pescador idoso em uma casa ali perto viu tudo. Ele ficou desesperado tentando ligar para uma equipe de resgate, mas ninguém estava onde deveria estar. A esposa dele, que havia perdido o marido e o filho no mar, teve algum problema de saúde enquanto nos observava nadar. Então, ele precisou cuidar dela e tentar chamar ajuda para nós.

A parte mais foda da história foi como fomos resgatados. Um dos amigos do marido da minha mãe recebeu uma ligação falando o que estava acontecendo, entrou no barco com a esposa grávida de 8 meses e foi em nossa direção em velocidade máxima. Em seguida, ela começou a retirar três pessoas vestidas da água e levar para um local seguro, inclusive eu, que estava inconsciente. Só quem já tentou tirar alguém da água sabe como é difícil. Todos sobrevivemos, eu fiquei bem, tirando o fato de que minhas bolas ficaram 3 vezes o tamanho normal por causa do inchaço por alguns dias. Minha mãe machucou as costas, e o marido dela engoliu cerca de quatro litros de água salgada e ficou doente por uma semana."

u/Codvodka

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4. "Eu sobrevivi a um acidente de avião. Minha mãe tinha algumas aeronaves e hangares de aviões no aeroporto da nossa pequena cidade. Eu ficava muito tempo lá, cresci passando os verões lavando aviões e varrendo os hangares, etc. Em uma tarde quente de verão na metade dos anos 1980, planejamos fazer uma viagem curta no Piper J-3 Cub. O avião havia sido construído em 1940 e tinha um esqueleto de alumínio coberto de tecido e dois assentos, um na frente e um atrás. Sentei na frente para ter uma vista melhor, e minha mãe ficou atrás. Me lembro do momento pré-voo e de taxiar na pista, mas nada mais. O resto da história foi contado para mim, nem eu, nem minha mãe nos lembramos de nada por causa do traumatismo craniano. O que ouvimos falar da história pela família foi que, na decolagem, perdemos potência, e o motor morreu. Os motoristas da ambulância acharam que a gente já era."

"Então, com uma velocidade relativamente baixa e sem propulsão do motor, o que era uma linda máquina voadora virou um tijolo em questão de segundos. Caímos como um tijolo e batemos no chão bem rapidamente. As coisas não pareciam nada bem, mas, depois de um helicóptero nos levar para o hospital mais próximo, a cerca de 150km de distância, ficamos vivos e respirando. Passei cerca de cinco dias no hospital, mas só lembro dos últimos dois. Como recordação do que aconteceu, fiquei com duas cicatrizes grandes no lábio inferior e no queixo e um buraco do lado da cabeça. Fico me perguntando, se tivesse a chance de reviver a situação, será que gostaria de lembrar? Nesse momento da minha vida, diria que não. Algumas coisas não valem a pena lembrar. Se nós voamos de novo? É claro. Logo que minha mãe conseguiu passar no teste físico de voo, nós voamos de novo."

u/geneaskew

5. "Quando eu tinha 10 ou 11 anos, me envolvi num acidente de barco assustador. Meu pai e eu alugamos um pequeno barco à vela para velejar num lago. Era um dia bonito, mas havia rajadas de vento forte. É importante lembrar que meu pai não é um capitão experiente, apesar da sua confiança exuberante. Ao tentar imitar seus amigos, ele disse para eu ficar do mesmo lado do barco onde ele estava, fazendo todo peso ficar de um lado só. Isso foi um erro grave. De repente, uma rajada de vento nos derrubou e o barco caiu em cima de nós na água."

An upside down boat in the middle of the ocean
An upside down boat in the middle of the ocean

Getty Images

"Preso debaixo do barco, tive que nadar através da vela e das cordas que estavam bloqueando meu caminho até a superfície. Ainda fico surpreso de não ter ficado preso nos cabos e me afogado. A melhor coisa que pudemos fazer nessa situação foi manter a calma e organizar os pensamentos."

—u/deleteduser

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6. "Ficamos presos em um incêndio florestal na Austrália. Eu, meu companheiro e nosso filho ficamos no carro para evacuar pela única estrada da nossa cidade pequena. Tivemos pouco aviso, pois o fogo se alastrou muito rápido. O fogo vinha do lado direito da estrada, e havia tanta fumaça que mal dava para ver. Meu companheiro estava dirigindo e, por sorte, viu a caminhonete à frente, parando bem em tempo de não bater. O fogo começou a vir em direção à estrada e pegou no mato a nossa esquerda. Estava chovendo cinzas, ficamos só observando-as caírem no capô do carro. Então, vi uma luz vermelha atrás da fumaça, depois da caminhonete. Demorei para entender o que estava vendo, mas era um caminhão de bombeiros. Tive que segurar todos os meus instintos de pegar meu bebê, escondê-lo dentro das roupas e correr até o caminhão."

"Duvido que eu tivesse conseguido. Um caminhão semi-reboque havia perdido o controle e estava bloqueando o caminho. Não conseguíamos ver se havia alguém ali dentro, então pensei em sair e verificar, mas, nessa hora, o fogo estava por tudo e, depois de anos fazendo treinamentos de segurança, aprendi que devemos ficar dentro do carro.

O fogo estava literalmente à nossa frente, mas esse foi o instinto mais forte que já senti. Tive que ficar lá dentro, repetindo sem parar: 'Fique no carro, fique no carro'. Meu companheiro conseguiu contatar os bombeiros através do leitor de frequência ultra-elevada e alertá-los da nossa presença. Eles jogaram água em cima de nós enquanto outro caminhão passou pelo fogo para nos alcançar. O resto é um borrão na memória: fomos transferidos para o caminhão e saímos de lá vendo o fogo raivoso atrás de nós. Vi as notícias no hospital, parece que duas pessoas foram encontradas mortas naquele caminhão semi-reboque. Os bombeiros voluntários salvaram nossas vidas."

u/pedazzle

7. "Quando eu era criança, tirei férias com a minha família e fomos para um chalé. Toda minha família, cerca de nove pessoas, tentou entrar numa pequena lancha. Pouco tempo depois de sairmos da praia, percebemos que havia algo de errado no barco. Depois de cinco minutos, ele começou a afundar. Eu não sabia nadar, nem meu pai. Ele se agarrou em mim, pois eu era o único usando colete salva-vidas. O corpo pesado dele começou a puxar meu corpinho para baixo, mesmo com o colete. Entrei em pânico, porque achei que meu pai ia se afogar."

"Minha irmã começou a nadar para pegar nossos equipamentos de pesca e tudo que perdemos no barco. No final das contas, todos sobrevivemos, tudo ficou bem, mas meu pai nunca mais entrou em um barco (já faz quase 15 anos), e eu nunca aprendi a nadar direito por causa do medo de me afogar. Já nadei com colete salva-vidas, mas, mesmo assim, a ansiedade toma conta de mim. Já viajei para Cuba várias vezes e nunca consigo entrar na água por medo de que as ondas me levem para baixo d'água."

u/shangonc92

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8. "Um dia, saí para velejar com meu irmão, meu pai e um amigo dele. O plano era navegar alguns quilômetros ao redor de uma velha plataforma de petróleo e voltar. O amigo do meu pai estava no comando, mas era muito inexperiente. Meu pai e eu estávamos lá embaixo fazendo chá quando, de repente, BAM. Ouvimos um barulho horrível e estridente. Batemos num viveiro ilegal de lagostas, e a linha de ancoragem se enrolou em volta do leme e da hélice. Ficamos sem conseguir conduzir o barco, que estava em alta velocidade. Tivemos que abaixar rapidamente as velas e quase viramos por causa do vento. A popa do barco foi arrastada para baixo e a água começou a entrar. Então, começamos a pedir ajuda e tudo que podíamos fazer era esperar sermos resgatados. Enquanto esperávamos, a maré começou a subir, e nós começamos a ser arrastados para baixo d'água."

Two hands reaching for the surface under water
Two hands reaching for the surface under water

Getty Images

"Não podíamos fazer mais nada, só nos preparar para o pior. O bote salva-vidas chegou quando a maior parte da popa já estava submersa, então embarcaram com algo tipo uma foice incrível para tentar cortar a linha que cercava nosso barco. Infelizmente, não conseguiram nos soltar e, nessa hora, a água estava quase fluindo para dentro da cabine abaixo, então nos colocaram no botes salva-vidas. Nunca mais vimos aquele iate.

Não foi tão dramático assim, para ser sincero. Ficamos tranquilos, e eu sou treinado para incêndios em larga escala, evacuações, resgates de homem ao mar e procedimentos de primeiros socorros para grandes navios comerciais, então foi só um treino da vida real para mim. Eu até filmei toda a experiência na câmera do meu pai. Os profissionais da RNLI que nos salvaram são heróis. Eu admiro muito esses caras e gostaria que ganhassem mais do que ganham (a maioria é voluntária). Me lembro de um dos salva-vidas estar muito puto, porque estava no jantar de comemoração do aniversário de casamento com a esposa, e não ficou nada feliz que eu coloquei a câmera na cara dele."

u/sunburnedtourist

9. "Em agosto de 2012, cinco amigos e eu alugamos uma casa e ficamos em San José del Cabo por um mês. No segundo dia, alugamos um barco de alta velocidade para nossa tão esperada excursão de wakeboarding. A maior parte do passeio foi fantástica. Seguimos a costa de San José del Cabo ao Cabo San Lucas. No meio da viagem, fomos fazer a volta num porto perto do hotel. Aí começou o inferno. No ápice da volta, o motor morreu. Isso significa que a frente do barco estava voltada para a praia, e a parte de trás, para o oceano. A corrente submarina mexicana é forte, e a água fica funda muito rápido. A maré nos puxava em direção às ondas. A cada onda, a água empurrava a cauda do barco (onde eu estava sentada) para cima enquanto inclinava o nariz para baixo. Assim que reparei nisso, soube que a desgraça estava prestes a acontecer. Claro que o empurrão seguinte empurrou o nariz o suficiente para ser pego pela corrente, me jogando no ar."

"Nesse momento, o barco ainda não tinha virado. Quando a onda recuou e trouxe o barco de volta ao nível, a gravidade me fez sentar de novo. Parei de pé, mas senti um choque nas costas e um calor esmagador na espinha. E, puf! Caí para frente e não senti MAIS PORRA NENHUMA do peito para baixo. Enquanto isso, o barco estava prestes a virar. Minha amiga Kati pulou em cima de mim e segurou no corrimão com toda força para que eu não fosse arrastada para longe.

Outra onda bateu... Dessa vez, a água bateu dentro do barco, nas costas da Kati. A força da água fez com que ela batesse e quebrasse o nariz atrás da minha cabeça. Quando isso aconteceu, acho que desmaiei por um segundo. Sei nadar, então quando senti que o barco estava afundando demais, pensei: 'PRECISO NADAR O MÁXIMO QUE CONSEGUIR, SENÃO, VOU MORRER'. Então fiz isso. Um surfista local, Juan (espero um dia poder agradecê-lo novamente), viu o que estava acontecendo, nadou até mim com a prancha e me ajudou a ir até a praia. Minha amiga perdeu a carteira, e eu perdi meu visto. Também perdi meu vestido favorito naquele acidente desgraçado.

Passei o resto do mês lá e gastei todo o orçamento, que poderia ter ido para pesca, golfe, bebidas e coisas assim, em comida, tequila, massagens e remédios para dor. Os médicos foram incríveis. Tive uma lesão de compressão na coluna e na lombar. Ele disse que, por pouco, a lesão não GRAVE MESMO. Ainda sinto, cinco anos depois. Sofro de estresse pós-traumático pelo acidente, com certeza... Barcos me fazer suar."

u/amberlamps87

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10. "Sofri um acidente de avião em 2013. Três amigos e eu pegamos um avião para o interior da Colúmbia Britânica, no Canadá, para passar um final de semana alongado. Um deles tinha licença de piloto privado. No dia em que voltamos para casa, estava muito quente, e o avião estava, de acordo com os investigadores, sobrecarregado e super-abastecido para o calor/altitude. Quando atingimos cerca de 600 metros de decolagem, começamos a perder velocidade. O piloto entrou em pânico e fez algumas curvas acentuadas para tentar acelerar, mas perdemos toda a altitude quase instantaneamente. Com poucos metros de altitude e descendo rápido, ele apontou o avião em direção a uma fazenda."

A plane crashed in the middle of a field
A plane crashed in the middle of a field

Getty Images

"O piloto conseguiu se nivelar com as árvores, mas já estávamos ficando sem campo. Quase a 100 metros do final da área verde, o avião caiu no solo, a parte frontal ficou enterrada e ficamos de ponta cabeça. Me salvei quase sem ferimentos, só alguns roxos do cinto de segurança e arranhões. O piloto ficou com um corte fundo e fraturou o joelho por bater no no painel. A passageira da frente (minha namorada) foi quem mais sofreu com tudo isso. O assento dela foi arrancado do chão, e ela foi arremessada para o teto, lesionando os ligamentos de um lado do pescoço, comprimindo suas vértebras e causando uma concussão grave. Os ligamentos ainda têm problemas hoje em dia, anos depois. Mas a concussão foi muito pior.

A pior coisa que eu já experienciei foi ver alguém que eu amo perder a habilidade de ler, lembrar o que comeu ou ao menos se tomou ou não café da manhã, manter qualquer sinal de estabilidade emocional ou fazer coisas simples como jogar jogos de tabuleiro para passar o tempo (aprender e lembrar das regras era estressante demais). Levou dois anos antes de começar a voltar para algo que poderíamos chamar de 'normal'."

u/cactussword

11. "Sofri um acidente de avião, mas, por sorte, não foi catastrófico. Foi há cerca de 10 anos. Estava voando de Seattle para um pequeno aeroporto no Noroeste do Pacífico. Era inverno, estava chovendo. Também tinha muitas nuvens e muita turbulência: o avião chacoalhou a viagem toda. No meio do caminho, entre as nuvens, cruzamos com outro voo. A cauda do avião em que eu estava bateu no topo do outro avião. Foi INSANO. A aeronave perdeu a estabilidade e começou a perder a altitude muito rápido! As máscaras de oxigênio caíram durante a queda."

"Todo mundo colocou as máscaras. Quer saber a parte mais estranha? Ninguém disse nada. Silêncio. Descida. Ansiedade e medo. As pessoas rezavam e não diziam nada. O avião continuou a cair. No entanto, o piloto felizmente recuperou o controle. Sabe quando o Tyler Durden, de 'Clube da Luta', diz que ninguém falava da sessão com as cenas de masturbação? Foi tipo isso. Ninguém falou uma palavra no pequeno voo até pousarmos. Eu acho que todos nós ficamos com medo de que algo poderia acontecer de novo. Aceitamos a morte como uma possibilidade. A experiência foi muito surreal. Eu tenho muita ansiedade em voos até hoje. Costumava beber antes de voar. Agora aceito a possibilidade da morte sempre que entro numa nave metálica gigante que desafia a gravidade."

u/ROCKnROT

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12. "Na escola, eu estava voltando de uma competição de bandas num ônibus, na parte rural da cidade, a cerca de 120km/h. Parece que o motorista estava com uma dor severa de estômago, mas não disse nada e, em certo momento, desmaiou. Eu estava bem no fundo do ônibus, sentado no corredor encostado na porta do banheiro. Minha namorada estava sentado ao meu lado enquanto assistíamos a um filme no notebook. Não consegui ver pela janela porque caí no chão, mas lembro que o solo começou a ficar irregular, como se estivéssemos saindo da estrada. De repente, escutei uma garota gritar: 'VAMOS BATER' e, um milésimo de segundo depois, meu rosto bateu no teto do ônibus."

A crashed school bus
A crashed school bus

Getty Images

"Perdi a consciência, mas lembro que acordei com o ônibus capotando, pensando que parecia que eu estava em uma máquina de lavar gigante e que as pessoas pareciam roupas sendo jogadas de um lado para o outros. Depois, apaguei de novo. Acordei com a minha namorada gritando para eu sair de cima dela. Estava deitado em cima de janelas quebradas quando o ônibus parou, de lado. Levantei e vi os assentos de ponta cabeça e pensei: 'Algo não está certo'. Enquanto minha mente tentava juntar os fatos e voltar à realidade de que a merda do ônibus tinha batido, olhei ao redor e meu amigo estava coberto de sangue, gritando: 'ESTOU SANGRANDO!'.

Olhei para a minha camiseta, e eu também estava coberto de sangue. Nada no meu corpo doía, então comecei a entrar em pânico pensando que o sangue não era meu. Vi outra amiga presa nos assentos acima de mim, e a ajudei a descer. O teto do ônibus ficou esmagado, e outra amiga ficou com as pernas presas ali embaixo. Tentei levantar para ela sair e, na minha cabeça cheia de adrenalina, parecia lógico, mas eu comecei a ficar bravo que o ônibus não cedia. Lembro que ela ficou super calma e disse: 'Cara, você não vai conseguir levantar. Vamos ter que esperar os bombeiros'. Nessa hora, decidi que tinha que sair do ônibus. Bom, aquelas janelas do teto são muito pequenas e não dá para passar, daí fiquei preso, e as pessoas tiveram que me tirar dali.

De qualquer forma, as pessoas tiveram muita sorte, porque só uma das 50 morreu. Quando cheguei ao hospital e a adrenalina começou a baixar, percebi que estava ferido. Tinha mordido minha língua e fiquei com uma bolha de sangue enorme da bunda até o joelho no formato perfeito do descanso de braço do ônibus. Agora tenho 24 anos e consigo dirigir tranquilamente. A única exceção é quando estou na freeway perto de um caminhão. Começo a entrar em pânico que vai capotar e me matar. Por sorte, minha esposa me entende e foge dos caminhões malvados por mim."

u/Opitovo

13. "Passei por um incêndio em um ônibus alguns anos atrás. Em um minuto, estava dormindo e, no outro, sendo levada para fora do ônibus. O veículo andava devagar e estava com um cheiro estranho, mas ninguém achou que fosse algo sério até que alguém olhou pela janela e viu fumaça."

"O ônibus foi evacuado e andou alguns metros até que ouvimos uma explosão. Me virei e vi chamas ao redor do veículo. Ligamos para a polícia e para nossos pais e, em seguida, outro ônibus da empresa nos resgatou da estrada. Ao passar pela carcaça queimada, vi que os assentos, incluindo o que eu estava sentada meia hora antes, tinham derretido."

u/Free2Be_EmilyG

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14. "Quando eu tinha 19 anos, meu amigo e eu fomos pescar num lago enorme na Flórida (EUA). Eu estava sentado bem à frente do cooler, tentando equilibrar o peso e, quando chegamos no meio do lago, um dos remos do nosso barco bateu na água quando a velocidade estava a cerca de 32km/h. Fomos arremessados a cerca de 2-3 metros e começamos a afundar imediatamente. Cerca de cinco minutos antes disso, tínhamos decidido colocar nossos telefones em uma caixa à prova d'água e isso acabou salvando nossa vida, pois não havia mais ninguém por lá, já que estava meio frio. Depois que caímos na água, o barco começou a afundar bem rápido."

A sinking boat
A sinking boat

Getty Images

"Meu amigo e eu ficamos calmos e começamos a pensar no que poderíamos fazer. A primeira coisa que fiz foi nadar até o barco e procurar os telefones. Depois, ligamos para a polícia, mas a resposta deles foi péssima. Ficamos na água, que estava tão gelada que podia nos dar hipotermia, com a caixa dos telefones em cima da cabeça por cerca de 50 minutos até que a moça do atendimento disse que mandariam outro barco, pois o deles não funcionou.

Quando saímos do lago, os policiais disseram que esperavam ter nos encontrado mortos, por causa do fundo escorregadio, de afogamento ou de jacarés, mas, por sorte, não foi o caso. Depois da ambulância tirar nossa temperatura, eles se certificaram de que estávamos bem e nos liberaram. Situações de vida ou morte não são brincadeira e podem acontecer a qualquer momento. Esteja preparado mental e fisicamente, a sua vida ou dos seus amigos pode depender de você ou do seu treino."

u/LordLogan27

15. "Uma vez, eu tive um acidente de asa-delta. Estava sendo levado por uma caminhonete e fiquei girando. Imagine que a asa-delta é uma pipa e que você é a caminhonete, puxando o fio para fazer manobras. Agora imagine ser o bonequinho que você prendeu na pipa. Havia um acoplamento chamado 'elo fraco' prendendo a asa-delta à caminhonete, que devia quebrar quando uma certa quantidade de tensão fosse colocada sobre ele, impedindo o cenário descrito anteriormente. Mas não quebrou, então fiquei lá, a cerca de 75 metros de altura, sendo levado para trás."

"Peguei minha faca para cortar a linha manualmente. Não sei se arrebentou antes de eu conseguir ver, mas o resultado foi: fiquei livre, apesar de bem imóvel e a uma altitude razoavelmente baixa. A única coisa que podia fazer era mergulhar para conseguir aumentar a velocidade e esperar que conseguisse pousar com segurança. Quase deu certo. Consegui atingir uma velocidade suficiente para não morrer quando bati em uma plantação de feijão. Quase quebrei os pulsos e torci os dedões (o que é MUITO mais doloroso do que parece e leva MUITO mais tempo para curar do que imaginava). Mas tudo bem, porque tive que trabalhar por alguns meses para pagar o conserto da asa-delta."

u/lendergle

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16. "Sofri um acidente de avião aos 9 anos de idade. Era um avião pequeno com quatro portas e uma hélice, só com o meu pai e eu. Estávamos a 300 metros da baía de São Francisco quando o motor parou. O avião começou a cair e, ao nos aproximarmos da água, meu cérebro de 9 anos começou a pensar sobre o conceito de morte. O avião bateu algumas vezes na água e começou a inundar. Meu pai e eu saímos e sentamos na asa por cerca de 30 minutos, mas afundou demais, então não tivemos outra opção a não ser nadar em direção à praia."

A plane crashed into the ocean
A plane crashed into the ocean

Getty Images

"O litoral estava a quilômetros de distância, no mínimo, mas não tínhamos outras opções. Enquanto nadávamos (a água estava congelante nessa época do ano), um piloto em um helicóptero voou em nossa direção e tentou jogar coletes salva-vidas para nós. Um deles caiu longe demais, mas conseguimos pegar o outro.

Depois de nadar cerca de 1,5km de camiseta e bermuda, encontramos um lamaçal e conseguimos subir nele. Esperamos por algum tempo lá, até que um barco com fiscais procurando por pescadores ilegais apareceu. Foi o que nos resgatou. Quando cheguei em casa, tomei o melhor banho da minha vida.

Agora tenho 19 anos e ainda tenho um pouco de medo de voar, mas consigo pilotar sozinho e tudo mais. O que mais me impactou foi a experiência catastrófica, pois agora minha mente pensa nisso na maior parte das situações. Essa ansiedade me fez ficar agitado e sempre no limite. O transtorno pós-traumático pode se manifestar em todas as áreas da vida, mesmo coisas pequenas podem me fazer ficar assustado. Por ter passado por isso com 9 anos e sem terapia ou ajuda, conseguir lidar com a situação sozinho moldou meu caráter.

A causa do acidente? A condensação nos tanques de combustível fez com que chegasse água no motor, que parou de funcionar no meio do voo. Não foi possível recuperar o avião, mas tiraram-no da água para determinar a causa do problema. Ele estava danificado demais, virou sucata."

u/critty15

17. E, por último: "Sofri um acidente de avião quando tinha 6 anos. Meu pai tinha tirado a licença de piloto há pouco tempo para pilotar aviões monomotor. Estávamos voando com amigos dos meus pais, partindo da nossa casa com destino à Universidade de Purdue, a alguns estados de distância, para o fim-de-semana de regresso dos nossos pais. Durante o voo, ficamos dentro da estimativa de tempo e não parecíamos estar usando muito combustível. Meu pai passou por um aeroporto, mas decidiu não reabastecer, pois nós supostamente tínhamos o suficiente para chegar ao destino. Logo depois disso, o vento de proa aumentou, e começamos a queimar mais combustível. O combustível ficava cada vez mais baixo enquanto nos aproximávamos do nosso destino. Mesmo com 6 anos, lembro claramente do momento em que o motor parou."

"Pequenos aviões de quatro lugares fazem muito barulho, e pode ser difícil conversar neles. Quando o motor desligou, ficou muito silencioso e dava até para ouvir o vento passando lá fora. Era noite, e meus pais tentaram permanecer muito calmos (em parte, por minha causa). Ainda assim, lembro do meu pai pedir ajuda no rádio enquanto comunicava a nossa situação. Conseguíamos ver as luzes do aeroporto ao longe, mas nossa altitude baixava enquanto caíamos silenciosamente. Havia árvores abaixo de nós. Adiante, parecia haver uma grande área escura, aparentemente sem árvores, uma montanha que levava à pista de pouso e a pista de pouso. Ficou claro, depois de algum tempo, que não chegaríamos até lá.

Por sorte, passamos das árvores, mas fizemos um pouso forçado na área escura antes da montanha (onde também seria ruim "pousar"). No final das contas, a área era uma reserva que havia sido drenada recentemente, depois de ficar cheia por mais de vinte anos. Em vez de água, havia cerca de meio metro de lama, e o avião meio que grudou quando batemos. O trem de pouso foi arrancado, e o avião ficou com a parte frontal enfiada na lama. Para nossa surpresa, os únicos ferimentos foram uma fratura no mindinho do amigo do meu pai e no nariz da minha mãe, que bateu a cabeça nas minhas costas quando batemos (eu estava no colo dela, já que havia cinco pessoas num avião com quatro assentos).

Como meu pai já havia alertado o serviço de emergência no rádio, os bombeiros e as ambulâncias já estavam lá. Eles jogaram uma corda e atravessaram a lama para nos resgatar. Em seguida, nos colocaram na ambulância e levaram para o hospital. Passei a noite lá para garantir que minhas costas não tinham sido fraturadas na queda. Mas fiquei bem."

u/Brody_Satva

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Nota: Algumas respostas foram editadas por questões de tamanho e/ou clareza do texto.

Este post foi traduzido do inglês.

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