"Passinho do Japonês”, da Mc Loma, abriu um debate complexo sobre racismo

"Vocês ajudam muito mais desconstruindo o preconceito dentro de vocês do que exigindo lacração de uma menina de 15 anos."

Recentemente a MC Loma lançou o clipe de sua nova música, "Passinho do Japonês".

Na letra da música, elas brincam com a palavra "arigatô" e, no clipe, transformam o cumprimento típico japonês em passinho de dança. Elas também usam quimonos e dançam puxando os olhos, em referência ao fenótipo oriental.

O clipe gerou críticas de racismo.

Reprodução / YouTube

A Ju Konno citou de exemplo o Raul Gil, que recebeu o grupo coreano K.A.R.D. no programa e ridicularizou gestos e sotaques asiáticos. Veja o vídeo aqui.

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Mas logo pessoas ligadas a militância asiática se posicionaram nas redes sobre outro problema: a falta de contextualização. "A nossa não branquitude não anula os privilégios da nossa não negritude", disse Kemi em um post no Facebook que se posicionou contra a "crucificação" de Mc Loma.

      

"Uma luta não anula a outra, eu sei, mas falar de relações raciais no brasil sem abarcar negritude, classe e colonização é pura e simples desonestidade", diz trecho do post.

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Foi abordada também a questão dos defensores não-asiáticos, que acabam sendo racistas de forma até mais ofensiva ao reduzirem a cultura asiática aos ídolos que eles veneram e fetichizam.

      

"Para vocês, amarelo só serve se tiver pele clara, falar português sem sotaque, não for pobre e você puder usar como bichinho de estimação pra suas amiguinhas kpoppers".

...

"Vocês ajudam muito mais desconstruindo o preconceito dentro de vocês e suas comunidades do que exigindo lacração de uma menina de 15 anos".

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