A discussão sobre esta matéria da Folha mostra MAIS UMA VEZ que precisamos do feminismo

Tabu para quem?

Hoje a Folha de S. Paulo publicou uma matéria sobre procedimentos estéticos para mudar a aparência da vagina. Mas o título soou BEM estranho para as pessoas.

Reprodução / Via facebook.com

"Superam tabu"?!?!

Dentro da reportagem, opiniões opostas dos médicos estão lado a lado. "Não há tamanho ou cor certa. 'Lábios são como o nariz. Podem ser maiores, menores, de cor amarronzada ou rósea, assimétricos, e mesmo assim normais" é a fala de uma médica.

Já um médico diz "Mulheres sempre se incomodaram com a aparência dos lábios".

Muitas mulheres se incomodaram com a maneira como a reportagem tratou do tema. Uma delas foi a Letícia Bahia, que fez um post viral a respeito no Facebook e printou o título antes que ele fosse editado.

      

"Eu queria sugerir, Folha, pra de repente você fazer uma reportagem sobre os homens que não superaram o tabu da vagina. Porque a vagina, você sabe, quase sempre precisa passar por uma série de rituais (como aqueles que eu abandonei) pra que um homem possa gostar dela. É difícil achar um homem que goste de uma vagina com cor de vagina, cheiro de vagina, pelo de vagina, gosto de vagina e todas as outras coisas de vagina que as vaginas têm. Então, Folha, a mim me parece que os homens é que têm um tabu com a vagina. Infelizmente, algumas de nós acabam comprando esse tabu. Você mesma, Folha, deu um exemplo nessa reportagem torta!"

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Não foi só a Letícia que se incomodou com o que foi retratado na reportagem.

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E muitas mulheres foram aos comentários deixar bem claro para quem, afinal, a vagina é um tabu.

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Lembraram que se tem uma coisa que NÃO tá faltando na vida das mulheres é tentativa de imposição de padrão.

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Magra

Cintura fina

Barriga tanquinho

Peitos grandes

Bunda empinada

Axila branca

VULVA NO PADRÃO

QUE MAIS FALTA ESPERAREM, PLMDDS????!!

E deram especial atenção para a história que ilustra a reportagem, que talvez sem querer foi muito emblemática: uma mulher que estava ótima com a própria vulva, até que o marido fez uma piada meio duvidosa e ela decidiu operar.

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Mas foi na postagem da página da Folha, já com o título ajustado depois da reação negativa, que a discussão se mostrou mais necessária que nunca.

Porque teve comentários como este:

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Ou este, que achou que tudo agora é reclamação demais.

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As minas não perdoaram.

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E não tardou para aparecer as famosas PROVAS VIVAS da necessidade da treta, ilustrando a crítica principal à matéria: PAREM DE DIZER COMO A VAGINA (ou qualquer outra parte da mulher) TEM QUE SER.

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Obrigada por me explicar como minha vulva deve parecer, pessoal.

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Fundando o movimento "QUEM NÃO TEM VULVA NÃO DÁ OPINIÃO".

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