11 fotos que captam o lado humano do combate ao zika em Salvador

Por trás de cada número há um rosto.

O fotógrafo Mauricio Susin registrou uma série de fotografias sobre a epidemia de dengue, zika e chikungunya, todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, em Salvador.

As imagens e legendas a seguir foram retiradas do perfil dele no Instagram, onde foram publicadas originalmente.

1. Em 13 de fevereiro, 6,6 mil militares foram mobilizados para a ação de combate ao Aedes aegypti na Bahia.

Entre eles, estes oficiais que se prepararam para o combate com repelente.

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2. Eles visitaram bairros indo de porta em porta.

O exército e agentes de saúde foram às casas para conscientizar os moradores sobre o combate ao mosquito e identificar possíveis focos de reprodução.

3. Os moradores de casas visitadas muitas vezes já tiveram a doença.

Antonio, 8 anos, vive em uma das casas visitadas pelo Exército. O imóvel é abandonado e as instalações são precárias, e a mãe e a irmã dele tiveram zika ano passado.

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4. Ou dividem casas invadidas.

Evanilda e Ana moram em áreas pobres da cidade. Ano passado tiveram zika, como muitos de seus vizinhos.

5. São moradores de locais de alto risco.

Valdijane e sua família dividem um imóvel abandonado com outras famílias. Muitos dos ocupantes da casa tiveram dengue ou zika.

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6. As grávidas correm riscos específicos.

Janaína, grávida, espera atendimento no Hospital Irmã Dulce, em Salvador, onde seu bebê será testado para microcefalia. A exata relação entre o zika e microcefalia ainda não está clara, mas tudo aponta para uma conexão.

7. Até o meio de fevereiro, o Ministério da Saúde contabilizava 3.852 casos suspeitos de microcefalia, reportados a partir de outubro de 2015.

Leandro e Jailma com seu bebê, que nasceu com microcefalia. Eles moram em uma comunidade rural a 500 quilômetros de Salvador, para onde têm de ir semanalmente para acompanhamento médico no Irmã Dulce.

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8. Além das orientações institucionais, as pessoas encontram maneiras próprias de lidar com o mosquito e a ameaça de contágio.

Seu Idelfonso tem 64 anos e é sapateiro no Pelourinho, centro de Salvador. Ele tem sua própria receita de repelente e ela leva abacate, óleo de cozinha e querosene.

9. Seja trabalhando em prol da comunidade.

Valmir tem 20 anos e é pedreiro. No tempo livre, reúne voluntários para ajudar os vizinhos a identificar e eliminar criadouros de mosquitos.

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10. Ou se agarrando à fé.

Mãe Marta de Iansã mostrou ao fotógrafo um ritual de "cura espiritual" usando folhas de aroeira e pedindo a Iansã

11. A OMS prevê 4 milhões de casos de zika nas Américas. 1,5 milhão deles devem acontecer só no Brasil.

Lucas tem 4 anos e mora nas áreas de risco em Salvador. Ele é parte da população mais vulnerável ao contágio.

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