Violência política cresce 48,7% no Brasil e vira preocupação em ano de eleição polarizada e fake news

Tudo o que a gente não quer ver às vésperas do pleito...

Os casos de violência contra políticos aumentaram 48,7% no primeiro trimestre de 2022 em comparação ao último trimestre de 2021, de acordo com boletim do Observatório da Violência Política e Eleitoral, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

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O boletim da UNIRIO é divulgado desde janeiro de 2019. De lá para cá, foram registrados 1.108 casos de violência política.

A menos de seis meses da eleição, que vem sendo anunciada como a mais importante desde a redemocratização, o tema se soma às fake news e à polarização na lista de ingredientes que geram preocupação em relação ao pleito.

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Só nos três primeiros meses do ano, foram registrados 113 casos de violência. O Rio de Janeiro foi o Estado com maior número de registros, com 14 casos, seguido, respectivamente, por Bahia (12), Pará (12) e São Paulo (11).

Amapá, Distrito Federal, Piauí e Santa Catarina não registram episódios de violência política.

O boletim entende por violência política ameaças, atentados, agressões e homicídios, inclusive contra membros da família de políticos.

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No primeiro trimestre, segundo a pesquisa, as ameaças surgem como o principal tipo de violência registrada. Foram 52 episódios de intimidação, que correspondem a 46% dos casos.

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O segunda maior número de ocorrências foram os homicídios, com 21 casos (18,6%), seguido por atentados, com 18 casos (15,9%), agressões, com 15 casos (13,3%), homicídios de familiares, com seis (5,3%), e um atentado contra familiar (0,9%).

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Ao todo, políticos de 23 partidos foram vítimas de violência, sendo o PT o mais atingido, com 10 casos, seguido pelo Republicanos (9), PP (8), PSOL (8) e União Brasil (8).

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Políticos com atuação municipal são os principais alvos de violência. Vereadores representam 40% desses casos no País, seguidos de deputados estaduais (11) e prefeitos (8).

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Com o início das movimentações em torno das pré-campanhas para eleição de outubro, foram identificados dois casos de violência contra pré-candidato à Presidência (1,8%), dois casos contra pré-candidatos a governador (1,8%), e um caso contra um pré-candidato a deputado federal (0,9%).

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Quando se olha pela perspectiva de gênero, homens são os mais atingidos. Dos 113 casos registrados no trimestre, 91 (80,5%) foram contra políticos do sexo masculino, enquanto as mulheres somam 22 casos no período (19,5%).

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Mas é preciso estar atento: em relação ao trimestre anterior, houve um aumento de 3,7 pontos percentuais no número de casos de violência contra as mulheres.

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