Uma proposta para criminalizar o funk chamou a atenção no Facebook do Senado

O senador Romário inclusive pediu o depoimento de notáveis como Anitta, Valesca Popozuda e Tati Quebra-Barraco.

Há 4 anos

Na última quinta-feira (22), a página do Senado publicou um post com uma proposta polêmica:

      

Segundo a publicação, qualquer cidadão pode enviar ideias de novas leis por meio do portal e-Cidadania e, se conseguir o apoio de mais 20 mil pessoas, a ideia é encaminhada para que os senadores a discutam.

Nos comentários da postagem, muita gente estava achando a proposta um absurdo:

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Claro que nem todo mundo foi contra. Houve quem fosse a favor da proposta que o post apresentava.

E teve gente que foi a favor, mas em parte. Não de proibir a música em si.

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Até a publicação deste post, a votação dentro do site do Senado estava assim:

Reprodução / Via www12.senado.leg.br

Mas calma, o funk mesmo não será proibido. Pelo menos por enquanto. A legislação prevê que sugestões que alcancem 20 mil assinaturas devem ser apreciadas pelo Congresso. A proposta está nas mãos do senador Romário, que marcou uma audiência pública para discutir o tema.

Evaristo Sa / AFP / Getty Images

No caso, essa Ideia Legislativa nº 65.513, lançada em 24 de janeiro deste ano, ultrapassou as 20 mil assinaturas no e-Cidadania, portal do Senado, no último dia 16. Então o Romário enviou um pedido à Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa para que seja feita uma audiência pública de discussão do tema.

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Diferente da proposta inicial, Romário não pretende criminalizar o funk. Ele quer analisar o tema para ver de que forma pode-se coibir crimes que aconteçam durante depois de bailes funk "sem que uma medida tão drástica como a criação de um tipo penal seja efetivada".

Afp / AFP / Getty Images

Ele diz: "É necessário investigar em que medida as ocorrências criminosas ocorridas durante ou após os bailes funk podem ser coibidas pelo Estado, sem que uma medida tão drástica como a criação de um tipo penal seja efetivada. O ambiente propício para esse tipo de discussão são as audiências públicas com os especialistas, profissionais e partes diretamente nteressadas no tema."

Para essa discussão pública, o mais interessante é o "line-up" de pessoas que deverão ser ouvidas. Entre elas: Anitta, Valesca Popozuda e Tati Quebra-Barraco.

Vivian Fernandez / Getty Images

Romário pede que sejam ouvidas as seguintes pessoas:

• Anitta;

• MC Marcinho;

• Cidinho e Doca – compositores do Rap da Felicidade;

• MC Koringa;

• Valeska Popozuda;

• Tati Quebra Barraco;

• Bochecha;

• MC Bob Rum – compositor do Rap do Silva;

• Hermano Vianna – Autor do Livro “O mundo funk carioca”;

• Mylene Mizrahi – Antropóloga;

• Marcelo Alonso – Criador da Proposta para criminalizar o funk;

• Carol Sampaio – promoter idealizadora do Baile da Favorita.

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"Como carioca nato e eterno funkeiro, faço questão de defender essa bandeira", disse Romário ao site do Senado.

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