Por que um banheiro individual vira ameaça quando fala sobre gênero?

Prefeitura de Bauru multou um McDonald's por fazer o que todos já fazem, só que sinalizado.

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É importante ressaltar que, como dizem as placas, o uso dos banheiros é individual. O que incomoda é a sinalização. O fato de que o usuário, ao se deparar com a porta, será lembrado de que existem pessoas de múltiplos gêneros (atenção: elas não deixam de existir ao retirar os adesivos).

Banheiro McDonald's Bauru
Banheiro McDonald's Bauru

Reprodução/Internet

Mais importante ainda é perceber o óbvio: banheiros individuais já são usados normalmente por qualquer um. Entra-se e fecha-se a porta.

Esse argumento ululante foge, claro, à discussão de banheiros unissex, normalmente usada por extremistas para tentar barrar transexuais de seu direito básico e fisiológico, tratando a comunidade como ameaça - inexistente, ressalte-se - à "segurança" (à falsa moralidade, vamos deixar bem claro).

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O que causa incômodo no banheiro do McDonald's de Bauru é o fato de reacionários terem de reconhecer pessoas LGBT. E não apenas: reconhecer que a comunidade tem direito a usar os mesmos espaços que todos.

Reprodução/Internet

A queixa não é sobre crianças. Não é sobre família. Nunca foi. Adesivos em uma porta não "transformam" ninguém em LGBT ou "deseducam". Adesivos em uma porta são um sinal de reconhecimento de que a comunidade LGBTQIAP+ existe e tem direito a ter direitos equânimes.

Que as empresas sigam reconhecendo que existências não podem ser apagadas. E que todos têm direito ao básico: usar um banheiro.

À prefeitura de Bauru, que reconheça o desserviço que promoveu.

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