Por que ser gentil faz bem, segundo a ciência

Você sabia que a gentileza pode melhorar sua saúde física e mental?

Todo mundo sabe que a gentileza deixa o mundo melhor, blá-blá-blá (brincadeira, isso é muito importante, continuem lendo), mas você sabia que ser gentil também te torna uma pessoa mais saudável?

Vários estudos mostram que gestos de gentileza têm um impacto significativo na saúde física e mental.

Então, se você precisava de ainda mais motivos para espalhar gentileza, prepare-se para ganhar um empurrãozinho da ciência.

Estas são algumas das coisas que as pesquisas sobre gentileza nos dizem:

Publicidade

1. Ela aumenta a expectativa de vida.

rawpixel / Via unsplash.com

Estudos mostram que pessoas que se dedicam a ajudar os outros, principalmente quando fazem trabalhos voluntários por altruísmo (não para, digamos, ficar bem no currículo), vivem mais do que as outras pessoas.

Christine Carter, socióloga do Greater Good Science Center [Centro Científico para o Bem Maior] da Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), afirma que pessoas com 55 anos ou mais que são voluntárias em duas ou mais organizações têm 44% menos chances de morrer cedo.

Os pesquisadores acreditam que ajudar os outros produz emoções positivas que combatem os efeitos negativos do estresse (e o estresse, como sabemos, desencadeia muitos problemas físicos e mentais).

2. Ela melhora a saúde cardíaca.

Jamie Street / Via unsplash.com

Gestos simples de gentileza também fazem muito bem para o seu coração. Expressar amor, pôr a conversa em dia com amigos, trocar abraços — todas essas coisas liberam um hormônio chamado ocitocina, às vezes apelidado de "hormônio do amor" ou "substância do carinho".

A ocitocina estimula as sensações de felicidade, confiança, empatia e generosidade e tem participação na forma como você interage socialmente. Ela é liberada no coração e viaja pelos vasos sanguíneos, onde desempenha um papel poderoso não apenas em baixar a pressão, mas também na redução de radicais livres (moléculas instáveis que podem prejudicar as células do corpo) e no alívio da inflamação vascular — dois fatores importantes para a doença arterial coronariana.

Publicidade

3. Ela alivia a ansiedade e a depressão.

gabrielle cole / Via unsplash.com

Um estudo de 2015 pediu que um grupo de pessoas com ansiedade grave realizasse, no mínimo, seis gestos de gentileza por semana. Depois de apenas um mês, eles notaram um aumento na positividade e na satisfação que essas pessoas tiravam de seus relacionamentos. Além disso, também houve redução do isolamento social naqueles que sofriam de fobia social. Por quê? Pesquisas mostram que a gentileza também libera dopamina e serotonina, o que resulta em uma sensação mais intensa de bem-estar e autoestima.

É uma espécie de efeito dominó: a gentileza promove sentimentos de empatia, compaixão e gratidão. Esses sentimentos nos ajudam a nos conectarmos uns com os outros — e, quando estamos mais conectados, ficamos menos propensos ao isolamento, que é um sintoma comum da depressão. A ausência de isolamento promove sentimentos de comunidade e pertencimento, que ajudam a reduzir emoções negativas como raiva, tristeza e ansiedade.

4. Ela diminui a dor.

Lightfieldstudios / Getty Images / Via unsplash.com

Atividades como o voluntariado produzem até mesmo endorfinas, os analgésicos naturais do nosso corpo.

É por isso que as pessoas que praticam gestos de gentileza com regularidade são menos propensas a sentir pequenas dores ao longo da vida. As endorfinas atuam nos receptores opioides do nosso cérebro, que enviam sinais para que haja bloqueio da dor e redução do ritmo respiratório, produzindo um efeito calmante e antidepressivo.

Publicidade

5. Ela aumenta a felicidade.

@tomgvellner / Via instagram.com

Segundo um estudo da Harvard Business School que avaliou a felicidade em 136 países, as pessoas altruístas — principalmente as que fazem doações para a caridade — são as mais felizes em geral. A pesquisa descobriu que a satisfação psicológica que sentimos depois de ajudar os outros (e de gastar dinheiro com eles!), tem um efeito consistente na nossa felicidade e pode estar profundamente arraigada à natureza humana.

Isso faz sentido, levando-se em conta que os gestos de gentileza fazem os centros de prazer e de recompensa do cérebro se acenderem, liberando dopamina. A dopamina provoca a sensação de euforia, quase como um barato induzido por drogas. Sério. Nos sentimos tão bem depois de sermos gentis com os outros que os pesquisadores até se referem a isso como "o barato da generosidade" — uma sensação física sem igual que resulta do ato de ajudar.

6. Ela te dá energia.

William87 / Getty Images

Levando-se em conta que a gentileza pode reduzir os sentimentos da depressão (que, por sua vez, pode causar fadiga intensa), não surpreende que ela também seja capaz de elevar nossos níveis de energia.

Estudos sobre a gentileza têm mostrado que, depois de ajudar os outros, a maioria dos participantes se sentiu mais forte, calmo e com mais energia.

Publicidade

7. E ela é contagiosa.

Jacek Dylag / Via unsplash.com

Eu sei que parece algo que sua mãe diria, mas também é CIÊNCIA.

Uma pesquisa revelou que todos os envolvidos em um gesto de gentileza — até quem apenas o presenciou — são beneficiados por ele. Cada um vivencia os efeitos positivos da gentileza dentro do cérebro e isso acaba nos incentivando a reproduzi-la. E quem não se sentiria inspirado por todas aquelas sensações brilhantes irradiando pelo seu corpo?

Então, lembre-se: se você for gentil com as pessoas no trânsito, nas ruas ou na fila do café, pode provocar uma reação em cadeia de gentileza e de bondade no mundo.

Veja também:

10 dicas para quem tem mania de julgar os outros, mas quer mudar

Escrito por Stephanie Hallett • há 3 anos

9 dicas de masturbação que valem por dicas de autocuidado

Escrito por Anna Borges • há 3 anos

37 dicas para o fim de ano caso você não esteja bem

Escrito por Anna Borges • há 3 anos

10 dicas para tornar realidade sua resolução de fim de ano

Escrito por Anna Borges • há 3 anos

Lembre-se disto quando não estiver se sentindo bem

Escrito por Cee Chandra • há 3 anos

Publicidade

A tradução deste post (original em inglês) foi editada por Luísa Pessoa.

Veja também