Por que precisamos de um Dia do Orgulho LGBTQIA+?

E, não, a gente não necessita de um dia do orgulho hétero.

A Parada do Orgulho LGBTQIA+ ocorre de maneira virtual neste domingo (6), com transmissões pelo YouTube e pelo canal GNT. Apesar de este ser o 25º ano do evento, ainda há quem saia por aí questionando por que a comunidade precisa de um dia como esse. A gente resolveu dar uma ajudinha para evitar que esse tipo de pergunta se repita.

Parada LGBT
Parada LGBT

Getty Images

Para começo de conversa, é preciso ser muito mesquinho para questionar a existência de um dia voltado para a comunidade LGBT já que, sei lá, aos héteros restam TODOS OS OUTROS DIAS DO ANO.

Mas, para além do simbolismo, a Parada do Orgulho LGBTQIA+ é um espaço para reivindicar direitos que ainda precisam ser assegurados e celebrar os que foram conquistados.

Portanto, sim, a manifestação é um misto de protesto e festa. E se torna um ambiente para que várias pessoas, de todo o país - e do mundo -, dos mais diferentes universos, possam se encontrar e trocar experiências.

O fervo também é luta.

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A gente precisa se manifestar para lembrar a sociedade de que merecemos viver sem medo. Para evitar que manchetes como essa se repitam.

A Parada é necessária para lembrar absurdos como esse.

E aqui vale corrigir uma distorção trazida por muita gente. Sim, heteros também são vítimas de violência, mas não morrem por serem quem são. Ninguém morre ou leva lâmpada na cara por ser heterossexual.

Aqui, se contabilizam apenas crimes de ódio cometidos por quem não tolera a orientação sexual alheia.

Então imagina: além de sofrer com a violência cotidiana, LGBTs ainda precisam se preocupar com mais essa.

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E acredite: essa violência pode ser brutal. Olha esse caso ocorrido essa semana em Florianópolis.

Você pode saber mais sobre crime bárbaro clicando aqui. Alerta de gatilho.

E mesmo com a criminalização da LGBTfobia no STF, ainda é difícil punir.

E existe subnotificação, tá? Crimes cometidos como pessoas trans, por exemplo, não levam em consideração o nome social e muitas vezes são registrados como ocorrências "comuns". O número pode ser bem maior.

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Ser LGBT no Brasil, portanto, é viver com medo. E a gente só muda isso protestando.

A pandemia também foi especificamente dura para a nossa comunidade.

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E o mercado de trabalho ainda não valoriza como deveríamos.

Ainda temos muitos desafios a superar.

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Portanto a comunidade LGBTQIA+ precisa se manifestar, SIM, até que todos tenham os mesmos direitos.

E temos também de nos celebrar porque somos o que? Resistentes & fabulosos!

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Nada do que conquistamos veio fácil. É preciso se orgulhar desse espaço de resistência.

E quem achar ruim que lide com isso!

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