Olha como os personagens "The Good Place" evoluíram do primeiro para o último episódio

Isso SIM é o que podemos chamar de desenvolvimento do personagem.

O último episódio de "The Good Place", em fevereiro passado, emocionou demais o público. Aviso: vários spoilers a partir daqui.

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"The Good Place" foi, de várias maneiras, uma séria notável – ela foi constantemente surpreendente, incrivelmente inteligente e, ao mesmo tempo, muito engraçada e muito tocante.

Porém, uma das melhores coisas de "The Good Place" foi poder acompanhar as jornadas destes personagens muito humanos (além dos não humanos). O desenvolvimento de cada um dos personagens foi incrível e muito natural. Agora vamos analisar como isso ocorreu com os nossos personagens preferidos...

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell)

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Quando conhecemos Eleanor, ela era uma babaca de verdade. Ela era uma pessoa egoísta, perdida e solitária, que afastava as pessoas e abusava de seus piores instintos. Ela sabia que era uma pessoa ruim, mas não se importava com isso e nem queria melhorar.

A Eleanor do final da série não poderia ser uma pessoa mais diferente. Apesar de ainda adorar margaritas, camarão e uma objetificação sexual de leve, ela aprendeu a importância de conectar-se com os outros – e não apenas ter amigos, mas ser uma boa amiga. Com muito empenho, ela tornou-se uma pessoa boa de verdade, repetidamente colocando as necessidades alheias acima das suas próprias e literalmente salvando o universo em várias ocasiões.

O modo como Eleanor finalmente deixa Chidi partir no último episódio, mesmo não estando preparada para dizer adeus, encapsula perfeitamente o altruísmo e o carinho por outras pessoas que passaram a definir a personagem. Até mesmo seus últimos atos antes de deixar o Lugar Bom são para certificar-se de que as pessoas de quem gosta ficarão bem.

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Chidi Anagonye (William Jackson Harper)

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Na 1ª temporada, Chidi era tão indeciso e ansioso que muitas vezes não conseguia fazer nada. Ele era tão bitolado em fazer o que era certo que acabava deixando de lado seus próprios desejos, tornando-se completamente ineficaz e sendo incapaz de agir.

Mas Chidi viveu muita coisa até o último episódio da série. Ele tornou-se confiante e calmo. Ele passou a ser capaz de tomar decisões e foi tomado por uma sensação de paz que o convenceu de que estava pronto para deixar o Lugar Bom. O fato de ele sentir-se tão seguro é significativo – ele nem sentou no banco para contemplar ou hesitar quando Janet sugeriu que fizesse isso. Ele sabia que estava pronto e atravessou a porta com confiança, sem pensar duas vezes. Chidi evoluiu muito.

Michael (Ted Danson)

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É muito louco pensar que Michael começou como o vilão de "The Good Place" – apesar de ter fingido ser amigo de todos e um cara gente boa. Ele era um demônio cuja função era torturar nossos humanos favoritos. Contudo, no fundo ele desejava algo diferente. Ele sempre teve curiosidade sobre o que significava ser humano e como seria ter uma vida humana.

Michael passou a importar-se com os outros – e com a humanidade em geral – de um modo como nenhum outro demônio fizera antes. Ele tornou-se mais e mais humano com o decorrer da série – com todas as alegrias e tristezas inerentes a essa condição. Terminar a série vivendo como um humano comum na Terra é seu grande final feliz.

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Janet (D'Arcy Carden)

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Janet começou a série como uma espécie de Siri mais avançada – ela era basicamente um computador que detinha todo o conhecimento do universo e podia conjurar quase qualquer coisa do nada.

Através das diversas reinicializações que a tornaram cada vez mais humana, sem mencionar as suas experiências singulares ao longo da série – incluindo um tempinho na Terra sem poder nenhum –, a personagem cresceu muito. Assim como Michael, Janet tornou-se mais humana – ela aprendeu a ter empatia, a importar-se e, o mais importante, a amar. Ela foi de uma existência puramente para servir os outros a uma na qual aprendeu a viver para si, sem ser egoísta.

Jason Mendoza (Manny Jacinto)

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No início de "The Good Place", Jason era a epítome da impulsividade. Ele agia primeiro e pensava depois (quando pensava). A princípio, ele ocultava isso com seu disfarce de monge – que só não foi revelado antes porque Jason não pensava muito profundamente sobre nada. Ele também era um pouco egoísta, mas não por malícia e sim por imprudência.

A conexão que Jason tem com o grupo representa a primeira vez em que ele realmente importa-se com outras pessoas. Sua relação com Janet, em particular, forçou-o a crescer, e no último episódio vemos Jason tentando cuidar dela e demonstrando o seu amor através de gestos significativos. O modo como ele decidiu anunciar ao grupo sua decisão de deixar o Lugar Bom, no lugar em que eles se conheceram, também demonstrou sua recém-adquirida consideração. E o fato de ele basicamente transformar-se em um monge de verdade sem perceber – ele consegue ficar imóvel, contemplar coisas profundas e ser introspectivo por longos períodos de tempo – mostra o quanto ele mudou.

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Tahani Al-Jamil (Jameela Jamil)

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Quando conhecemos Tahani, ela era uma pessoa egocêntrica, muito insegura e que fazia de tudo para esconder uma profunda sensação de inutilidade. Ela era obcecada por coisas externas e superficiais, que mascaravam o vazio e a falta de sentido em sua vida.

No final da série, Tahani conseguiu curar essas feridas. Ela passou a importar-se com os outros e a focar-se em aprender, criar e ser útil. Optar por não atravessar a porta para tornar-se uma arquiteta é o fim perfeito para ela. Ela encontrou a razão de ser que sempre procurou na vida. Ela também está muito bem só – não é uma pessoa solitária ou perdida, mas confortável e segura consigo mesma.

Este post foi traduzido do inglês.

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