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Não, não é só você que está desanimando com "Pantanal"
Ara! Não vamo mudá o rumo dessa prosa, não!
Felipe Germano
Há um ano
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Se, de uns tempos, você tem sentido menos entusiasmo na hora que começa "Pantanal", não se culpe. Você não está sozinho nesta comitiva.


A novela deu uma engasgada e o som do berrante vem falhando nos últimos tempos.
Ara! A audiência caiu.
Esse sentimento não é só seu: os números já começaram a refletir o desinteresse do público pantaneiro. Desde o feriado de Corpus Christi, a audiência vem caindo bastante. A Grande São Paulo exemplifica isso bem: em uma semana, estima-se que "Pantanal" perdeu 180 mil telespectadores na região.
De acordo com o site AnaMaria, que analisou os dados do Ibope, a situação é feia. "Comparando a audiência dos dias 25 de maio e 22 de junho, mais de 400 mil residências paulistas deixaram de estar sintonizadas na Globo durante ‘Pantanal’." Treta.
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Dá pra entender. A novela começou a ficar arrastada.
A novela vinha arrancando elogios do público e da crítica justamente por não segurar situações inevitáveis por muito tempo.
Jove e Guta se conheceram, transaram e separaram em pouquíssimos dias. Sem prejudicar o desenvolvimento, o ritmo fazia com que geral se perguntasse o que ia acontecer em seguida. Isso mudou.
Quem não assistiu a última semana e meia, por exemplo, perdeu pouquíssima coisa. Ou alguém realmente achou imprescindíveis os vários minutos dedicados à Jove e Zé Leôncio viajando o Brasil?
A falta de mudanças na trama está deixando a novela datada.
Independente de quando você nasceu, a esta altura do campeonato o público todo da novela já sabe que esta "Pantanal" é uma nova versão da história. A original foi exibida em 1990. Zero problemas. Mas o mundo mudou nestes 30 anos, e o autor atual, Bruno Luperi, insiste em deixar a história idêntica.
Há, sim, mudanças. A trama do racismo envolvendo a família paralela de Tenório, por exemplo, é inédita - e, não à toa, tem se tornado interessante.
Mas situações como a morte de Madeleine (que só ocorreu na primeira versão por um problema de agenda de Ítala Nandi, a atriz original) acabam soando sem sentido aqui. O flerte de Zé Lucas com Irma também não tem nexo (na primeira novela, De Nada era interpretado por Paulo Gorgulho, que também fazia a versão jovem de Zé Leôncio. Irma havia se apaixonado por um homem com o mesmo rosto em sua juventude. Aqui, ela tem um crush no-sogro-que-nunca-conheceu...)
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E previsível!
Se o ritmo acelerado ocupava o coração dos pantaneiros, o marasmo tem levado muita gente pra Wikipedia ver o que aconteceu com os personagens na década de 1990. O que tem zero problemas, vale ressaltar (a gente é um país que se formou na base dos spoilers da revista TiTiTi). Dito isso, sobra pouco para a imaginação. Luperi poderia, muito bem, mudar uma coisa ou outra pra gerar imprevisibilidade na história. Não precisa virar a coisa de ponta cabeça, mas - poxa - não precisa ser IDÊNTICO também.
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