Movimentos sociais entram com ação contra Ável e XP após foto que viralizou

Eles pedem R$ 10 milhões por dano social e moral coletivo, além de uma série de mudanças nas empresas.

Nos últimos dias, viralizou na internet uma foto com funcionários da Ável Investimentos na cobertura de um prédio – o que acabou rendendo críticas à empresa pela falta de diversidade e do uso de máscara. Na imagem, vê-se homens brancos e jovens, em sua maioria. E poucas mulheres.

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Com sede na cidade de Porto Alegre, a empresa diz em seu site ser "o maior escritório digital da XP Investimentos".

Entidades do movimento negro, feminista e de defesa dos direitos humanos protocolaram na última quarta (18) uma ação civil pública contra a Ável e a XP pedindo R$ 10 milhões por dano social e moral coletivo e também que ambas as empresas cumpram uma série de medidas para aumentar a diversidade.

Entre os autores da ação, estão a Educafro, a Frente Nacional Antiracista, a Associação Visibilidade Feminina e o Centro Santos Dias de Direitos Humanos.

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"Entre mais de cem funcionários fotografados, é chocante verificar que todos eles são brancos e jovens, e que o número de mulheres não chega a dez", traz o documento. O site da Ável não mostra nada muito diferente da foto que viralizou.

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Entre as medidas solicitadas pela ação estão a implementação de um plano de diversidade; que a composição do quadro de funcionários tenha a mesma proporção de negros, mulheres e indígenas presentes na sociedade brasileira; que cursos gratuitos e estágios remunerados sejam oferecidos a esses colaboradores; além de cotas para pessoas idosas e com deficiência.

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Atualização: na tarde desta quinta (19), por email, a assessoria da XP Investimentos se pronunciou sobre o caso. Leia abaixo na íntegra.

"A XP está comprometida a fazer transformações significativas e reconhece que a inclusão de pessoas negras na companhia e rede de parceiros é uma questão fundamental. Nosso compromisso com a Diversidade e Inclusão estabelece metas internas para aumentar a contratação, em todos os cargos, de pessoas negras, mulheres, LGBTQIA+ e PCDs. Além disso, contamos com o suporte de consultores externos e coletivos de trabalhadores. Estamos trabalhando, incansavelmente, para ser cada vez mais um agente de mudança da sociedade e do mercado financeiro."

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