Morte de Marília Mendonça expõe chaga no jornalismo e nas redes sociais

Há quem busque engajamento exibindo corpos das vítimas. É desrespeito. É crime.

A tragédia envolvendo Marília Mendonça e quatro passageiros do avião que caiu na última sexta-feira (5) em Minas Gerais, acabou por revelar também um lamentável efeito colateral: parte da imprensa e dos usuários das redes sociais parecem ter desaprendido a lidar com o respeito ao luto alheio.

Marília Mendonça
Marília Mendonça

Reprodução/Internet

Publicidade

Além disso, é crime compartilhar imagens de pessoas mortas. Que fique claro.

A imprensa não ficou atrás. Diversos programas insistiram em repetir à exaustão o momento em que o corpo da cantora, coberto por alumínio, revela a roupa que ela estava usando. Há que se perguntar: quando o interesse jornalístico - legítimo - passa a ser única e exclusivamente busca por audiência?

Reprodução/Internet

Quando a imagem é repetida tantas vezes a segunda opção parece a mais provável.

Nas redes sociais, lives foram feitas para acompanhar o resgate. Prestação de serviço ou busca por engajamento?

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Isso aqui, acredite, é parte de um obituário.

Publicidade

O fato é que a cobertura de um resgate virou, em muitos locais, uma live da retirada de corpos de um acidente trágico. Há muito o que se repensar. A repetição das imagens das vítimas é violenta e desrespeitosa.

Publicidade

Pode ser até compreensível que, na ansiedade pela informação, equívocos sejam cometidos. Mas não é preciso que um código de ética e conduta nesses casos fique claro. Ajustado o tom das coberturas, parte da imprensa passou a render belas homenagens à cantora. Que, sim, merece muito.

Nas redes sociais, esse ajuste fino segue longe de ser alcançado. Ainda há muito que se aprender. Ainda há que se ensinar a carniceiros que buscam likes e engajamento violando corpos a serem respeitosos.

Publicidade

Marília Mendonça merece respeito.

Marília Mendonça
Marília Mendonça

Reprodução/Internet

Veja também