Por que estão dizendo que Maceió está afundando?

Rachaduras e crateras viraram uma realidade para a cidade e um bairro inteiro teve de ser evacuado.

Álvaro mostra no vídeo o bairro do Pinheiro, que teve de ser totalmente evacuado. O lugar se tornou um bairro fantasma. O influenciador explica que tudo começou em 2018, com alguns tremores de terra e, posteriormente, rachaduras nas casas de algumas regiões.

Reprodução

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E, agora, vamos explicar por que essas rachaduras estão aparecendo e por que Maceió está afundando.

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No bairro do Pinheiro chegou a surgir uma cratera.

ISA MENDONÇA / ASCOM SEMINFRA

Essas mesmas rachaduras começaram a aparecer também em bairros vizinhos, como Mutange, Bebedouro e Bom Parto. Depois de meses de estudo, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) descobriu a causa do problema.

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De acordo com um relatório elaborado por mais de 50 profissionais, o surgimento dessas rachaduras se deu pela extração de sal-gema feita de forma inadequada pela Braskem.

Reprodução/site

A empresa, que pertence Grupo Odebrecht, informa em seu seu site oficial que é "a maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas e a maior produtora de polipropileno nos Estados Unidos".

O sal-gema é um tipo de cloreto de sódio utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC.

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Depois da publicação do relatório, em 2019, a Braskem decidiu paralisar as atividades em Alagoas e deu início a um programa de indenização aos proprietários dos imóveis afetados.

Com o passar do tempo, as autoridades foram elaborando mapas de risco e pedindo que moradores de algumas regiões evacuassem suas casas.

Reprodução/Causa Operária TV


A área total de evacuação em Maceió corresponde a 78 campos de futebol (78 hectares).

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Em 2020, o Ministério Público instaurou um inquérito para investigar os efeitos da destruição e do esvaziamento dos bairros atingidos. Mas isso não resolve o caso do afundamento de Maceió. Muita coisa ainda está em aberto.

Uma reportagem do Valor Econômico apontou que a petroquímica Braskem teve lucro líquido de R$ 846 milhões no quatro trimestre de 2020.

E, ainda assim, habitantes das regiões afetadas seguem lutando por seus direitos. Nesta quinta (29), moradores do bairro do Bebedouro fizeram um protesto cobrando providências e indenização pelos danos materiais aos imóveis.

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