Jessica e Celina fizeram fotos de como descendentes de asiáticos se sentem ao sofrerem racismo

Será que assim as pessoas conseguem entender que certas brincadeiras não tem a menor graça?

Jessica Yumi e Celina Tanaka, alunas de psicologia da Universidade Estadual de Londrina, em um trabalho sobre "Assuntos Emergentes da Psicologia", decidiram abordar a questão do racismo anti-asiático por meio de relatos e de um ensaio fotográfico.

"O objetivo da nossa apresentação foi de mostrar como o preconceito com amarelos (asiáticos e seus descendentes) ainda existe no Brasil, mesmo, por exemplo, sendo o 2º país com maior quantidade de japoneses, fora do Japão.

O preconceito não chega a ser, na maioria das vezes, violência ou criminalidade, mas são pequenas brincadeiras e frases que marcam a vida de um asiático como um estigma.

Seguindo a filosofia de "shoganai" (não tem o que se fazer, não tem como evitar), as próprias vítimas nem percebem que estão sofrendo bullying ou um tipo de preconceito. Levam na esportiva mas são chamados de "japa" ao invés do nome ou não são reconhecidos pelos seus esforços por causa de uma descendência.

Um descendente de japonês é praticamente considerado estrangeiro aqui no Brasil. No Japão ele é chamado de "gaijin" (estrangeiro). A que lugar pertencemos, afinal?" - escreveu Jéssica Yumi na postagem que acompanha o ensaio.

Quando, ao invés de te chamarem pelo nome, acham mais "prático" te generalizar e te chamar pela ascendência que eles acham que você tem.

      

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E, caso eles ainda errem, eles ainda jogam uma pá de cá na discussão com um: "é tudo a mesma coisa".

      

Não é, não: cada um tem a sua ascendência e melhor ainda é chamar as pessoas pelos nomes que elas têm.

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Quando você é ameaçado de morte "de brincadeira" por toda sua vida escolar pelo seu bom desempenho.

      

Um bom desempenho que é mérito seu e das suas oportunidades nesta vida, não da sua ascendência.

E tendem a presumir os seus interesses e suas habilidades só de olhar para a sua cara.

      

Todo ser humano é dotado de individualidade e é muito chato quando você já nasce tendo que caber em uma caixinha que às vezes nem é a sua.

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E, se você não está dentro da expectativa que se espera de você, as críticas ao seu desempenho escolar podem ser muito mais destrutivas do que as que seriam direcionadas a qualquer outra pessoa.

      

Quando alguém te sexualiza pela sua ascendência e faz questão de deixar isso claro antes mesmo de você ter chance de dizer qualquer outra informação.

      

A ascendência não é algo que asiáticas tenham controle sobre ou algo que exista para exclusivamente para satisfazer fetiches.

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Ou quando você faz alguma coisa que desagrada alguém e não se demoram a dizer "volta para a sua terra".

      

Nós nascemos aqui, esta terra é tão nossa quanto de vocês!

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