Gravações indicam que Bolsonaro participava de rachadinha quando era deputado

Áudios de Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada do presidente, apontam que ele integrava o esquema.

Será que a casa está caindo? Gravações inéditas publicadas pelo UOL nesta segunda (5) indicam que Jair Bolsonaro (sem partido) participava de um esquema ilegal de entrega de salários – mais conhecido como rachadinha – dentro de seu próprio gabinete na época em que era deputado federal, entre 1991 até 2018.

NurPhoto/Getty Images

Áudios obtidos pelo UOL mostram a ex-cunhada de Bolsonaro, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle, mencionando a participação dele no esquema. Andrea foi nomeada assessora da família Bolsonaro durante 20 anos. Neste período, ela frequentava academias três vezes por dia e era conhecida por fazer bicos com faxina.

Apesar de constar como assessora de Bolsonaro de 30 de setembro de 1998 a 7 de novembro de 2006, ela nunca morou em Brasília nesse período.

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Andrea e André, citado no áudio, são irmãos de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Bolsonaro.

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A rachadinha configura o crime de peculato, ou seja, mau uso de dinheiro público. O advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, negou ilegalidades e afirmou ao UOL que os áudios "são narrativas de fatos inverídicos, inexistentes, jamais existiu qualquer esquema de rachadinha no gabinete do deputado Jair Bolsonaro ou de qualquer de seus filhos".

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