Explicamos para você 15 coisas sobre a cultura queer

Heteronormatividade, não-binário e transexualidade não são palavrões.

1. Originalmente, a palavra queer era uma forma pejorativa de se referir a pessoas LGBT em países de língua inglesa.

A tradução para queer era "esquisito" ou “estranho".

2. Daí o termo foi reapropriado pela comunidade como forma de nomear sua orientação e identidade sexual.

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3. Queer virou então um guarda-chuva mais amplo de significados.

Vestido de Laerte / Via ebc.com.br

A palavra engloba pessoas que não se viam representadas pela expressão popular "gay". Ou seja, qualquer pessoa que não se sinta heterosexual pode ser queer.

4. Queer também é uma forma de expressão política.

Gabriel Quintão/Divulgação / Via rollingstone.uol.com.br

ONGs e grupos ativistas queer trabalham para a proteção e valorização do grupo perante uma sociedade cis e heteronormativa.

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5. Para isso é preciso entender que identidade de gênero e orientação afetivo-sexual são duas coisas distintas.

6. Identidade de gênero é o entendimento que uma pessoa tem de si mesma.

vimeo / Via vimeo.com

Que pode ou não coincidir com seus órgãos genitais.

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7. Já a orientação afetivo-sexual descreve como se manifesta o desejo pelo outro.

Que pode ser por alguém do gênero oposto ou não.

8. Logo, alguém transgênero pode também ser homossexual. E uma pessoa lésbica pode ser cisgênera, por exemplo.

Yuri Cortez / AFP / Getty Images

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9. Cisgêneros são pessoas cujo gênero é o mesmo do designado em seu nascimento.

Por exemplo, uma pessoa que nasce com uma vagina e se identifica como mulher, seja ela hétero ou lésbica.

10. E ser "heteronormativo" é considerar como norma o comportamento heterossexual.

Lluis Gene / AFP / Getty Images

Como, por exemplo, o conceito tradicional de família.

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11. As pessoas queer fogem dessa normatividade e questionam os padrões vigentes.

Alguns exemplos de padrões vigentes são a construção social do feminino e masculino e os estereótipos de gênero. Desde aquele papo de "menina veste rosa e menino usa azul", até o "ou você nasce homem, ou nasce mulher."

12. A essência da cultura queer é permitir a cada um ser o que quiser.

Existem pessoas que não se consideram nem homem, nem mulher. Há pessoas entre os sexos, ou uma combinação deles.

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13. Isso quer dizer ser não-binário, ou seja, não se definir como feminino ou masculino.

14. Cultura queer não se restringe ao pensamento acadêmico ou às definições de gênero.

Divulgação/Henrique Grandi / Via oglobo.globo.com

Se você tem dúvidas sobre chamar alguém no masculino ou feminino, por exemplo, pergunte a ela/ele/elx. Mais vale querer aprender do que ignorar.

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15. Ser queer faz parte do dia a dia. Você não precisa se declarar queer para ser queer. Basta ser você mesmo.

Diana Sanchez / AFP / Getty Images

Este post foi feito sob a consultoria de Priscilla Bertucci, fundador do [SSEX BBOX] e com dados do Centro de Equidade de Gênero da Universidade da Califórnia em Berkeley.

Você pode saber mais nos eventos gratuitos do [SSEX BBOX] que vão até 20/11 em São Paulo. Confirme sua presença aqui e aqui.

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