Essa 'história de amor' entre uma mulher e um golfinho é "A Forma da Água" da vida real

Um enredo que envolveu: NASA, sexo, LSD e suicídio.

A esta altura do campeonato você já deve saber que "A Forma da Água", filme que ganhou mais prêmios no Oscar deste ano, é uma história de amor entre uma mulher e uma espécie de homem-peixe.

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O longa levou as estatuetas de melhor filme e também melhor direção para Guillermo Del Toro.

Imagina, uma história de amor entre um humano e uma criatura aquática? "Só podia ser ficção", você deve estar pensando. Então senta ali que eu vou te contar uma história REAL tão ou MAIS doida do que o filme.

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O título da história, em tradução livre, é "O golfinho que me amava: o projeto da NASA que deu errado". A matéria foi publicada originalmente no "The Guardian".

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Na década de 1960, a NASA financiava um projeto para ensinar golfinhos a falarem inglês. SIM, eles tinham aula e tudo para conseguirem vocalizar as palavras e, quem sabe, se comunicarem conosco, os seres humanos.

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Para dar uma força, os pesquisadores davam LSD para os bichinhos. Sério.

Experimentos com LSD não eram incomuns nos anos 60.

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Isso por si só já é doido o suficiente, mas tem mais: Margaret Lovatt, uma das pesquisadoras do projeto, ficou muito próxima de Peter, que no caso era o golfinho macho.

Quão próximos, você pergunta? Pois eu te digo que próximos DEMAIS. Eles até começaram a morar juntos numa casa que era metade alagada, para que Peter pudesse nadar livremente.

A ideia foi da própria Margaret, que argumentou que se ela pudesse viver com o golfinho, ele ficaria mais interessado em fazer sons humanos. Ela então passou a morar no laboratório e impermeabilizou (e inundou) parte do interior para que Peter pudesse viver com ela.

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Até que os dois tiveram suas primeiras experiências sexuais.

O veterinário Andy Williamson, que cuidou da saúde do golfinhos na época, disse que "Peter tinha muitos impulsos sexuais" e "muitos pensamentos nesse sentido".

Lovatt disse que Peter se esfregava no joelho dela, no pé ou na mão. O comportamento começou a atrapalhar as lições de inglês, então Lovatt começou a "aliviar manualmente" as tensões de Peter. Sim, é isso mesmo o que você está pensando.

A pesquisadora contou que não estava desconfortável, que realizava o ato "com muito respeito" e que eles ficaram mais íntimos depois das experiências que ela não chamava de "sexuais", mas sim de "sensoriais".

"Peter estava ali e sabia que eu estava ali", disse ela. "Eu estava lá para conhecer Peter. E Isso fazia parte de Peter."

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Depois de alguns anos, o interesse no projeto foi diminuindo. Os resultados não eram bons e o LSD não estava dando o efeito esperado nos golfinhos. A NASA, então, cortou o financiamento.

O fim do projeto acabou com a função de Margaret e obrigou a remoção dos golfinhos, entre eles Peter, para outros laboratórios.

Preso em um tanque menor com pouca luz e sem Margaret, Peter decidiu se matar.

Os golfinhos não são respiradores automáticos como nós – cada respiração é um esforço consciente. Então os golfinhos podem, se quiserem, prender a respiração até a morte.

Margaret não ficou totalmente infeliz quando Peter morreu. Disse que preferia que ele tivesse partido em vez de ficar sofrendo. Morto ninguém mais poderia machucá-lo.

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Andy Williamson, veterinário de Peter, disse que "o golfinho morreu por causa do coração partido", provocada por uma separação de Lovatt, que ele não entendeu.

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"Margaret poderia racionalizar, mas quando ela partiu, Peter poderia ter ido?"

Anos depois, Margaret mudou-se com o marido para a "Dolphin House", a casa onde morou com Peter.

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