Em sua nova turnê, Giulia Be conta como aprendeu a lidar com as críticas de forma construtiva

Cantora levará seu "Disco Voador" em shows pelo Brasil e Portugal.

BuzzShe

Giulia Be ganhou destaque no cenário musical brasileiro com seu estilo pop e músicas com temáticas relacionadas a amor, relacionamentos e empoderamento feminino. Ela ganhou popularidade após o lançamento de sua música de estreia "Too Bad" em 2019, que fez sucesso nas plataformas digitais.

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Mas foi "Menina Solta" que se tornou um grande hit no Brasil, e deste então suas músicas têm conquistado milhões de visualizações no YouTube e plays nas plataformas de streaming de música.

Com sua voz marcante e estilo autêntico, Giulia Be conquistou uma base de fãs e vem se estabelecendo como uma das maiores promessas da música brasileira. Durante uma videochamada com o BuzzFeed Brasil, ela abriu seu coração para diversos assuntos e você confere tudo aqui!

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Giulia fala sobre sua preparação para a turnê, sua paixão por shows e a importância de compartilhar suas histórias com os fãs. Ela também menciona a influência de sua família em sua carreira - especialmente sua mãe, que é sua empresária, e seu irmão, com quem compõe. A cantora aprendeu a lidar com as críticas de forma construtiva e a valorizar o fato de que, se tem haters, é sinal de que está fazendo algo certo.

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A cantora está iniciando uma série de shows com base em seu mais recente trabalho. A empolgação e a preparação para a turnê é marcada por seu amor por festas grandes e a possibilidade de compartilhar sua energia com o público. Ela expressa a importância de trazer vulnerabilidade e verdade para suas apresentações, o que, segundo ela, cria uma verdadeira magia artística.

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"Estou extremamente animada com a turnê. Poder ter um momento ali com os meus fãs, onde quero que todo mundo tenha a sensação de estar entrando dentro do meu quarto. Todas essas histórias que eu conto nas minhas letras são muito pessoais, histórias minhas, ou histórias que eu peguei emprestadas de alguns amigos e amigas. E é quando eu compartilho isso e escuto a devolução sonora dos meus fãs cantando cada letra, cada palavra. É um sentimento muito difícil de botar em palavras. Logo eu, que adoro botar as coisas em palavras."

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Os shows em Portugal já estão acontecendo e Giulia está esquentando os motores para a o solo brasileiro. Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro são destinos confirmados.

Paulo Filho 

Recentemente, Giulia lançou uma versão mais robusta de "Disco Voador", seu primeiro álbum, dividindo-o em quatro partes que definem a era. Ao mesclar elementos do passado, presente e futuro, Giulia consegue amarrar todas as pontas da obra, resultando em um trabalho primorosamente coeso.

Dimitrow

"O 'Disco Voador Deluxe' é dividido em quatro lados: o lado A, que é o lado do Alien, o lado B, que é o lado Be. E aí agora a gente entra com o lado C, que é o lado do Cosmos, que são todas as músicas novas, que eu acho que é a junção de todas as estrelas para a gente chegar aqui, e o lado D, que é o lado DeLorean, que são onde eu coloquei as músicas que eu já tinha lançado, as músicas que vieram do passado. Era muito importante pra mim que os meus fãs tivessem um lugar onde eles pudessem contemplar toda a minha obra e tudo que aquele momento da minha carreira significou. "Inesquecível" foi o começo desse processo de transformação. Esse álbum Deluxe está sendo a fusão perfeita."

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Giulia faz uma reflexão profunda sobre o caminho da autoaceitação, mostrando a importância de lidar com a autocrítica de maneira saudável e positiva, e enfatizando a experiência transformadora da terapia ThetaHealing (baseada em desenvolver a cura através de ondas cerebrais) na sua jornada pessoal.

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"Essa autoaceitação não foi do dia pra noite, e ela as vezes vai embora. Nós somos seres humanos, a gente é volátil. Que bom que hoje eu estou me sentindo perfeita. Mas aí, justamente, é ressignificar a palavra perfeita. Eu vou sempre sentir essas cobranças em relação a mim. Eu entendi que a cobrança pode ser algo positivo, ela pode ser usada como motivação. A culpa é o que ferra tudo. A culpa é o sentimento de insuficiência. Só porque você está se cobrando, você não pode achar que você está se devendo, porque são duas coisas que não são exclusivamente mútuas.

Aprendi a me cobrar do jeito certo e sábio, fortalecendo na minha minha mente, meu espírito. Comecei a fazer uma terapia chamada ThetaHealing, que é uma terapia que acontece através de meditações guiadas, onde você basicamente acessa até o seu cérebro quando ele está no estado do Theta e quando ele está entre acordado e dormindo, então fica mais maleável e mais fácil de você acessar os seus traumas e ir trabalhar isso dentro de você de uma maneira super criativa e bondosa, porque tudo que acontece no ThetaHealing eles sempre fazem através do amor."

Ela sempre admirou o flow rimado e a musicalidade presente no rap, percebendo a relação entre a poesia e a cadência que transforma a letra em música. Mesmo sendo uma poeta, inicialmente ela não tinha autoconfiança suficiente para incorporar o rap em seu trabalho, considerando que não conseguiria expressar-se autenticamente. Até que o produtor Papatinho chegou e deu seu tom na canção "Fique Bem".

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"Eu sempre amei e admirei muito o rap, sempre adorei o flow rimado e sempre amei poesias, e consegui entender como trabalhar isso de uma maneira musical e fazia como hobbie, sabe? Às vezes eu botava um beat, meus amigos faziam um rap e a gente começa a fazer de brincadeira, mas eu não tinha nem um pouco de autoconfiança para trazer isso para o meu trabalho, porque eu não achava que eu conseguiria expressar isso de uma maneira autêntica. Até que eu te conheci o Papatinho. Desde o começo da minha carreira ele sempre foi um cara muito incrível comigo, independentemente de quantos seguidores eu tinha ou deixava de ter. Ele sempre me tratou exatamente igual e sempre me deu essa autoconfiança. Eu também o respeito muito. Então foi muito bom poder conhecê-lo, ter ele ouvindo a minha voz, a minha música e me dando esse aval."

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Giulia relata que sua família exerce um papel fundamental em sua vida, e destaca a importância do amor e apoio materno.

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"Família é a coisa mais importante do mundo para mim. Eu sou muito, muito, muito grata pela minha família, pela minha mãe ter mudado o rumo da vida dela completamente para poder aprender o que é ser uma empresária e viver isso comigo. Eu acho que isso é literalmente por conta do amor que ela sente, que é uma coisa que eu acho que eu só vou entender quando eu for mãe. Eu acho que na minha adolescência eu não tive a maior ou melhor experiência em ter muitas amizades. Então, quando eu me formei da escola, a maioria das pessoas foram para a faculdade. Eu não. Então eu me senti num lugar um pouco isolado e onde eu meio que me reestruturei. A pandemia também aconteceu no meio desse turbilhão todo, onde todo mundo foi morar junto de novo, o que acabou aproximando a gente mais ainda. E eu olho para vários artistas que eu admiro, que têm carreiras muito longas, e a maioria deles tem a sorte de ter a família do lado, sabe? Se você for olhar a Billie Eilish, tem o irmão e a mãe dela que estão com ela em tudo que é lugar. A Taylor Swift anda com os pais pra tudo que é lado, Ariana Grande com o irmão, com a mãe..."

O amadurecimento da Giulia em relação às críticas recebidas e a importância de não levar tudo para o lado pessoal, especialmente nas redes sociais, a fez crescer como pessoa. Ela aprendeu a separar as críticas construtivas dos ataques gratuitos, o que a ajudou a fortalecer sua mentalidade e a lidar com feedback de forma mais saudável.

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"Eu lidava muito mal com as críticas. No começo da minha carreira, eu cometia o grande erro de sempre buscar meu nome no Twitter. Mas aí chega um ponto que você percebe que não vai agradar nunca uma pessoa que não quer ser agradada por você. Não é pessoal, não é sobre mim, às vezes, sabe? E muito mais sobre o que a pessoa está querendo fazer com o tempo dela. Mas eu também acho que mudei a minha maneira de ouvir crítica. Eu sou leonina, então na teoria eu era péssima em ouvir crítica".

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Nesse processo de aprendizado para enxergar o lado positivo e construtivo das opiniões alheias, Giulia demonstra confiança em sua trajetória e não permite que as críticas a desanimem, usando-as como motivação para continuar se desenvolvendo e alcançando sucesso em sua carreira.

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"Eu comecei a entender o que naquela crítica valia a pena eu pegar pra mim. Falaram da minha dicção, falaram da minha voz. Eu falei 'ok, isso aqui eu acho que dá pra melhorar, realmente'. Eu procuro buscar as coisas que eu consigo absorver daquilo e realmente ter o autoconhecimento pra entender. O que daquele comentário eu não conseguirei nunca dar para aquela pessoa também. Quando você começa a incomodar, quer dizer que alguma coisa certa está fazendo, né? Você está incomodando algumas pessoas porque uma visibilidade você está tendo em algum lugar. Então, se você for olhar os meus maiores ídolos, nossa, eles têm muito hater, o que quer dizer que alguma coisa estou fazendo certo."

A jornada de autodescoberta e crescimento pessoal da artista ao longo de sua carreira musical, enfatiza a importância da coragem para perseguir seus sonhos e enfrentar os desafios da vida sem deixar que o medo domine. Através da música e da composição, Giulia encontrou uma forma de expressar seus sentimentos e superar as dificuldades que enfrentou ao longo do caminho.

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"Meus pais não acreditavam em terapia quando eu era mais nova, então o piano virou meu terapeuta. Minha maneira de entender os meus sentimentos nesse mundo sempre foi através da composição, sempre foi através da música. Muito antes de eu sonhar que era viável esta carreira para mim. Quando isso virou possível, decidi que queria embarcar e tentar. Comecei a praticar, praticar, praticar e escrever muita música ruim, escrever música boa, começar a entender e estudar, analisar e me permitir também, sabe? Muitas vezes na vida eu vejo tanta gente hiper talentosa que pensa demais ou fica encucada com uma coisa. No começo eu tinha todas as ressalvas que você pode imaginar. Eu adoro frases, adoro citações. Tem uma frase do Caio Roosevelt que ele fala que o homem corajoso de verdade, o homem com maior coragem, é um homem que está na arena, não um homem que está sentado na arquibancada julgando o homem que está na arena. E essa frase para mim ressoa muito sábio. Acho que a gente tem que se jogar mesmo nas oportunidades que a vida traz, porque elas não voltam. E o medo pode ser paralisante se a gente deixar."

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