Entenda a importância do 17 de maio, Dia Internacional Contra a LGBTfobia

Sim, 2021 e ainda precisamos falar sobre isso.

No dia 17 de maio de 1990, a OMS (Organização Mundial de Saúde) retirou a homossexualidade da "Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde".

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Até então chamada de homossexualismo, a orientação sexual era considerada uma doença neurodivergente que poderia ser tratada.

Depois disso, o dia ficou marcado como Dia Internacional Contra a LGBTfobia.

Pensando ser uma doença, muitas pessoas acreditavam que poderia existir uma cura pra orientação sexual.

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Conhecida como "terapia de conversão", era um procedimento abusivo e reprimido pelo Conselho Federal de Psicologia. Mesmo sendo desconsiderado pela OMS, ainda há relatos de pessoas LGBTI+ que passam atualmente por essa terapia, normalmente sob pressão da família e comunidades religiosas.

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Depois de 21 anos, a união estável homoafetiva foi equiparada no Brasil. Os próximos passos foram o casamento civil em 2013 e o direito à adoção em 2015.

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Somente em 2019 o STF tomou a decisão de criminalizar os crimes de homofobia e categorizá-los como crimes de ódio.

Devido a esse atraso, o Brasil está entre os países que mais matam LGBTI+ no mundo.

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O Grupo Gay da Bahia coleta informações há 40 anos sobre a comunidade no país, e divulga anualmente o Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBT no Brasil.

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De acordo com o Grupo, 2020 teve 237 vítimas de homotransfobia, entre homicídios e suicídios.

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De 2019 pra 2020, houve uma queda de 28% de números de casos. Mas, segundo o Relatório, a queda não foi por conta de medidas protetoras, mas sim pelo isolamento social.

Não é de se surpreender, uma vez que discursos LGBTfóbicos são feitos em pleno 2021.

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Em abril, uma deputada quis barrar a representatividade LGBTI+ em publicidades, e em maio o programa "Alerta Nacional" contou com o discurso de ódio de Sikêra Júnior.

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Mesmo em tempos sombrios, todos devem lembrar que pessoas LGBTI+ sempre estiveram aqui, e agora a lei está passando a defender a comunidade.

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LGBTfobia é crime, e deve ser denunciada às autoridades:


  • A página da Safernet protege contra crimes na internet ou redes sociais.
  • As delegacias têm o dever de receber e auxiliar vítimas de homofobia, podendo ser contactadas ligando no 190 (Polícia Militar) ou no 100 (Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos).
  • Diversos estados têm delegacias especializadas. Em São Paulo, a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) tem serviços de denúncia online e por telefone.

Não se esqueça que amar é um direito, e não um crime.

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