"Nunca tive a experiência de tocar com outros 40 músicos no palco", diz DJ Bhaskar, sobre se apresentar com orquestra na Campus Party

Junto com a Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, ele fará abertura da Campus Party de Brasília.

Mesmo que você não seja fã de eletrônica, é bem capaz que já tenha ouvido o DJ Bhaskar. O cara participa de sons que apoderaram-se da rede, pra muito além da bolha de rave. Um exemplo é o remix de "Fuego" que fez junto com seu irmão gêmeo, Alok.

O que você não tenha visto é o DJ trocando os sons das pickups por instrumentos ao vivo. E tudo bem, porque nem ele viu ainda. O músico se apresenta na Campus Party de Brasília, nesta quarta, ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, para fazer esse mix entre moderno e clássico.

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"Estamos preparando este encontro há 2 meses", contou em um papo com a gente.

"Eu nunca tinha tido essa experiência de subir no palco com outros 40 músicos, então empolga bastante", completa.

"Eu escolhi algumas músicas do meu repertório e eles criaram versões orquestradas das músicas", conta.

"A partir disso, a gente foi batendo. Onde dava para esticar, o que dava para encurtar. Foi um processo muito legal e muito diferente do que eu estou acostumado", continuou.

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"Pra se ter uma noção, até a transição das músicas foi completamente diferente do que eu estou acostumado. A música clássica costuma esperar uma faixa terminar, para começar outra. Nos meus shows, isso não acontece, porque a gente remixa para elas se emendarem".

"O processo foi muito legal porque eu consegui torcar muita figurinha com o Maestro Claudio. Deu pra ver que no final das contas, música é música. Os dois entendem muito o que a gente faz, então a troca foi muito natural".

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"Eu estou curioso pra ver como os campuseiros vão reagir, mas ao mesmo tempo eu sei que o público gosta de ir à eventos de música. Então acho que vai ser super especial!

O evento acontece no Mané Garrincha, estádio da Copa na capital brasileira.

"Eu acho que é uma cidade que tem investido bastante no fomento à cultura, então acho que a Campus pode ajudar a colocar Brasília nessa rota de eventos".

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"A verdade é que se eu não fosse DJ, meus sonhos seriam ser cientista ou astronauta. Eu gosto muito de tecnologia".

"Hoje eu sou bem geek, mas no nicho de tecnologia que envolve música. Então estou bem ansioso pra dar uma olhada no que vai rolar no evento".

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