CPI da covid cria o bloco dos 'arrependidos da cloroquina'

Por que Leda Nagle e Alexandre Garcia correram para apagar vídeos de seus canais no YouTube?

Com o país em chamas por causa da CPI da covid, parece quem certos "influenciadores da direita" revendo seus últimos passos e mais: fingindo que não defenderam a cloroquina, remédio, que, a gente sabe, não funciona contra o coronavírus.

Um levantamento pelo programador Guilherme Felitti, da Novelo Data, que trabalha com análise de dados, mostra que Alexandre Garcia, por exemplo, deletou mais de 500 vídeos de seu canal no YouTube.

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Para a "Folha de S. Paulo", Leda negou que esteja arrependida.

"O YouTube me procurou e recomendou que eu seguisse as novas diretrizes da plataforma. Na verdade estou sendo muito injustiçada com estas reportagens e observações tentando me associar à CPI da Covid, etc.", disse, em entrevista.

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Alexandre Garcia e Leda Nagle não são os únicos. Flávia Viana e outros influenciadores contratados pelo governo para divulgar o "tratamento precoce" também deletaram seus posts nas redes.

Reprodução

A ex-BBB e ex-"A Fazenda", no entanto, não fingiu que nada estava acontecendo. Pediu desculpas publicamente e disse não acreditar em "kit covid".

Até mesmo o Ministério da Saúde entrou no bloco dos "Arrependidos da Cloroquina".

O site da instituição tirou do ar vários textos em referência ao medicamento, que é indicada para tratamento da malária e não da covid.

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É bom deixar claro: tratamento precoce é manter distanciamento social, usar máscara e lavar as mãos. Protejam-se!

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