Bolsonaro não serve para ser presidente nem cabo eleitoral

O moral de centavos...

A três meses das eleições, pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (1) escancara um dado importante: Bolsonaro não serve para ser presidente nem padrinho político.

Andressa Anholete/Getty Images

Que ele não serve para ser presidente, nós já sabemos há muito tempo. E confirmamos isso nos últimos três anos e meio.

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Não por acaso, mesmo ocupando o segundo lugar na corrida eleitoral deste ano, Bolsonaro tem a maior rejeição entre os candidatos ao Palácio do Planalto: 55% dos brasileiros dizem não votam nele de forma alguma no dia 2 de outubro.

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Se em 2018 ele alavancou candidatos de extrema-direita, conservadores e militares ao Congresso, essa força política foi despencando ao longo dos anos. Na mesma proporção em que seu governo ia perdendo apoio e ganhando rejeição.

Sergio Lima/ AFP/ via Getty Images

Em 2020, por exemplo, a maioria dos candidatos a vereador e prefeito apoiados por Bolsonaro não conseguiu se eleger. Um deles foi Bruno Engler (PRTB), em Belo Horizonte (MG), que mesmo com apoio presidencial teve cerca de 10% dos votos.

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Exemplo bem claro disso também foi visto em São Paulo, onde Celso Russomano (Republicanos), que era apadrinhado pelo presidente, terminou a eleição em quarto lugar, com 10,50% dos votos.

Marcos Corrêa/PR 

Neste ano, em São Paulo, a tendência se repete. De acordo com o Datafolha, 64% dos paulistas não votariam de forma alguma em um candidato apoiado por Bolsonaro.

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O moral de centavos...

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Entre os que dizem que talvez pudesse fazê-lo, estão apenas 17% dos eleitores do Estado. Outros 17% disseram que com certeza seguiriam a indicação e 2% não souberam opinar.

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A pesquisa ouviu 1.806 pessoas em 61 municípios de São Paulo entre terça (28) e quinta (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE com os números SP-02523/2022 e BR-01822/2022.

Lembra que lá no começo eu disse que esse era um dado importante? Pois, bem, nas entrelinhas, ele indica haver a esperança de nos próximos quatro anos termos governantes estaduais mais abertos ao diálogo, congressistas mais dispostos a ouvir as demandas dos brasileiros, menos políticos ultraconservadores eleitos e mais diversidade.

Assim esperamos.

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