Bolsonaro usa e abusa do cartão corporativo e fatura chega a R$ 1,2 milhão por mês

A conta do governo cada vez mais cara para o povo brasileiro.

Às vésperas da campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro aumentou seu gasto no cartão corporativo. Segundo reportagem da Folha, de janeiro a maio deste ano, a média da fatura presidencial chegou a R$ 1,2 milhão.

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Foto de capa: Evaristo Sa/Getty Images/ via AFP

Nos últimos meses, Bolsonaro tem aumentado a agenda de viagens de caráter eleitoral.

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Até meados de maio, foram 41 dias fora de Brasília. No mesmo período de 2021, foram apenas 18 dias.

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Sim, o presidente do Brasil tem gastado por mês no cartão corporativo um valor próximo ao prêmio do "BBB".

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Desde que Bolsonaro assumiu o governo, a conta do cartão tem ficado cada vez mais alta.

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Em 2019, a fatura média do cartão era de R$ 736,6 mil por mês. O valor da conta subiu para R$ 862 mil em 2020.

Em 2021, a fatura do cartão presidencial ficou ainda mais cara: R$ 1,1 milhão por mês.

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O total médio dessa conta coloca Bolsonaro como o presidente mais gastador, quando comparado a seus antecessores.

Considerando os períodos pré-campanha, por exemplo, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) gastou R$ 960 mil por mês em 2014; e Michel Temer (MDB), R$ 560 mil em 2018 – quando chegou a ser pré-candidato.

Marcello Casal Jr e Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Os dados não são comparáveis com a gestão do ex-presidente Lula (PT), já que houve uma mudança de regras sobre o uso do cartão.

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Os dados são do Portal da Transparência do Governo Federal, que reúne informações de 2013 até a fatura mais recente. Os valores foram corrigidos pela inflação do período.

No primeiro ano de Bolsonaro no Planalto, o presidente prometeu abrir as faturas de seu cartão corporativo pessoal. A promessa até hoje não foi cumprida. No vídeo abaixo, a promessa está a partir do minuto 23'20''.

"Eu vou abrir o sigilo do meu cartão. Para vocês tomarem conhecimento de quanto gastei de janeiro até o final de julho. Ok, imprensa? Vamos fazer uma matéria legal?", afirmou na época.

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Ou seja, a conta do governo Bolsonaro está, literalmente, cada vez mais cara para o povo brasileiro.

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