As pessoas estão discutindo se é válido se marcar como seguro no desabamento em SP

Independentemente da sua opinião, você pode ajudar as vítimas doando água, roupas, alimentos, itens de higiene pessoal e limpeza, cobertores, sapatos e brinquedos.

Depois do incêndio que destruiu o edifício Wilton Paes de Almeida, deixando um número ainda desconhecido de vítimas fatais, o Facebook ofereceu a usuários de São Paulo a opção de se marcarem como seguros.

Reprodução

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Para Victor Amatucci, que morou em uma ocupação por 44 dias para fazer uma reportagem, usar o recurso é uma ofensa às pessoas que lutam por moradia.

      

"Você é um socorrista e estava no local na hora do desabamento? É algum jornalista cobrindo a situação na hora do desabamento? Você estava no prédio ao lado? Você estava no perímetro? Não? Então é selfie-tragédia", escreveu Ricardo Terto.

      

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Outras pessoas argumentaram que é válido se marcar como seguro mesmo sem morar perto da ocupação ou ter participado dela.

      

Ellen Rodrigues, por exemplo, afirmou que o recurso seria útil para tranquilizar seus pais, que não moram em São Paulo.

      

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A função de marcar-se como seguro surgiu para ser usada durante grandes desastres naturais, como terremotos e tsunamis. Mais tarde, foi estendida a ataques terroristas.

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A Cruz Vermelha de São Paulo está recebendo doações de água, roupas novas ou em bom estado, alimentos não perecíveis com prazo de validade superior a 30 dias, itens de higiene pessoal e limpeza, cobertores, sapatos e brinquedos.

      

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