9 coisas que você talvez não saiba sobre o Instituto Butantan

Criado para combater a peste bubônica, hoje é referência internacional e abriga uma celebridade peçonhenta.

As notícias falam o tempo todo sobre o Instituto Butantan, que tem produzido diariamente um milhão de doses de Coronavac, a vacina da COVID-19. Além de ser um dos centros de pesquisa mais importantes do mundo, o Butantan trabalha para muito além da pandemia. Por isso, a Débora Lopes e eu criamos este post para te contar algumas curiosidades sobre essa joia da ciência brasileira.

1. O Butantan opera desde 1899.

Primeiras instalações do Butantan.
Primeiras instalações do Butantan.

Reprodução / Via linhatempo.butantan.gov.br,

Em 1899 o Porto de Santos era assolado pela peste bubônica. Por isso, o governo do Estado de São Paulo resolveu comprar a Fazenda Butantan, espaço onde foi criado um laboratório que tinha como objetivo desenvolver um soro contra a peste. As imagens acima mostram umas das primeiras instalações do Instituto, que foi montado em uma área longe dos centros urbanos porque a população da época tinha medo de pegar alguma doença que era estudada por lá.

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2. Mas só foi reconhecido como instituição em 1901.

Imagem mostra Bonilha de Toledo, Vital Brazil e Arthur Mendonça.
Imagem mostra Bonilha de Toledo, Vital Brazil e Arthur Mendonça.

Reprodução / Via saopauloinfoco.com.br

Sob o comando de Vital Brazil, que atuava como cientista, imunologista e pesquisador, o Butantan foi oficialmente reconhecido como uma instituição em fevereiro de 1901. Naquela época ele tinha um nome um pouco mais complicado: Instituto Serumtherápico. Na imagem Vital Brazil aparece no centro.

3. Já recebeu visita de um presidente dos Estados Unidos.

Theodore Roosevelt olhando uma cobra com a equipe do Instituto.
Theodore Roosevelt olhando uma cobra com a equipe do Instituto.

Reprodução / Via saopauloinfoco.com.br

Em 1913 o Instituto Butantan recebeu a visita de ninguém menos que Theodore Roosevelt. Na época, o vigésimo sexto presidente dos Estados Unidos já havia concluído seu mandato. Nesta imagem vemos Roosevelt no centro cercado de funcionários e da sua equipe.

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4. O Instituto Butantan é um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo.

E também é referência internacional na produção de soros para o tratamento de picadas de animais peçonhentos. Além disso, é um dos principais fornecedores de vacinas do Brasil. Com seus 27 laboratórios, o instituto realiza pesquisas relacionadas à COVID-19 e ainda estuda imunizantes para outras doenças graves como zika e dengue.

5. Lá tem um serpentário, um museu microbiológico e até um macacário!

Dentro do complexo do Instituto Butantan existem quatro museus, além de outras atrações, como um macacário, um serpentário, um reptilário e um parque. Infelizmente, por causa da pandemia do coronavírus, as visitas estão suspensas.

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6. A famosa Naja de Brasília mora no Instituto Butantan.

Em julho de 2020, o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck Lehmkuhl, de 22 anos, foi picado por uma cobra naja que ele mantinha ilegalmente e acabou internado em estado grave. O animal é conhecido como um dos mais peçonhentos do mundo. Na época, os médicos e a família de Pedro Henrique tiveram de solicitar o soro contra o veneno para o Instituto Butantan, o único lugar do país que tinha o antídoto. Pedro se recuperou, mas foi indiciado por suspeita de tráfico de animais por ter em casa outras 18 serpentes. Já a cobra acabou ficando no Instituto. Ela é conhecida como naja-de-monóculo (Naja kaouthia) e vem da Ásia. Bonitinha, né?

7. Um incêndio no Instituto Butantan destruiu o maior acervo de serpentes do mundo.

Imagem do acervo queimado.
Imagem do acervo queimado.

Estadão / Via ciencia.estadao.com.br

Em maio de 2010, o Prédio das Coleções foi atingindo por um incêndio devastador que destruiu meio milhão de exemplares de serpentes, aranhas, escorpiões e outros animais. Dentre as perdas haviam espécies raras e em extinção que ainda nem tinham sido classificadas. Três anos depois, o prédio foi reinaugurado sob protestos dos funcionários direcionados ao então governador do estado Geraldo Alckmin. A principal reclamação era de que outras unidades do Butantan também apresentavam problemas estruturais e falhas nos sistemas de segurança.

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8. O Butantan aceita doações de animais peçonhentos, vivos ou mortos.

Boa parte dos animais que estão no Instituto foram doados e servem para estudos e para a produção de soros antivenenos. São serpentes, aranhas, escorpiões, lacraias, carrapatos e insetos que podem ser doados seguindo todos os protocolos de segurança e transporte. Não vai colocar o bicho em qualquer caixa e levar lá, hein? No site tem todas as recomendações necessárias. Ah, e vale lembrar que capturar ou manter animais selvagens em cativeiro é crime!

9. O Instituto Butantan tem um site só pra falar sobre a Coronavac!

Imagem do site.
Imagem do site.

Reprodução / Via vacinacovid.butantan.gov.br

Em tempos de fake news, o Instituto criou uma página oficial pra esclarecer todas as dúvidas sobre a vacina que está produzindo junto com a biofarmacêutica chinesa Sinovac. A página alerta também sobre o falso recrutamento de voluntários. Portanto, quando tiver alguma dúvida, é só acessar o site!

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