8 coisas interessantes que aconteceram na noite da eleição dos Estados Unidos

Durante a corrida presidencial, alguns estados estavam legalizando a maconha e elevando o salário mínimo.

Mulher organiza cédulas durante contagem de votos dos EUA.
Mulher organiza cédulas durante contagem de votos dos EUA.

Spencer Platt / Getty Images

Até a quinta-feira de manhã, ainda não há vencedor definido na corrida presidencial estadunidense. Mas não foi só por isso que os eleitores dos EUA foram às urnas para votar. Em todo o país aconteceram eleições para Congresso e Senado, além de referendos que propuseram todo tipo de mudanças, desde a legalização da cannabis até o abandono de símbolos racistas e ao aumento do salário mínimo.

Veja aqui um resumo de algumas dessas medidas:


1. A maconha foi legalizada em quatro estados.

À medida que os estados ficam vermelhos e azuis, outros ficaram verdes. Residentes de Nova Jersey, Arizona, Montana e Dakota do Sul votaram para legalizar a cannabis recreativa. Eles se juntaram a outros onze estados, mais o Distrito de Colúmbia, em permitir a legalização da maconha.

2. E outras drogas também receberam o sinal verde.

A maconha não foi a única vencedora! Em DC, eleitores escolheram descriminalizar o uso de substâncias psicodélicas, incluindo cogumelos mágicos. E no Oregon, os eleitores legalizaram os cogumelos e escolheram descriminalizar a posse de vários tipos de drogas, incluindo cocaína, metanfetamina e heroína. Isso significa que usuários que portarem quantidades e específicas dessas drogas não serão presos.

3. O Mississippi abandonou o emblema de batalha dos Confederados.

Em junho, os legisladores no Mississippi mudaram a bandeira do estado, que incluía o emblema de batalha dos Confederados — um símbolo de racismo e escravidão. Na terça, os eleitores aprovaram um novo desenho que contém listas vermelhas e douradas, uma flor de magnólia circundada por estrelas, e a frase “Deus nós confiamos em Deus”.

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4. O Mississippi também disse adeus à era da lei Jim Crow.

Em 1890, quando a Constituição do Mississippi foi escrita, os legisladores incluíram uma provisão para dificultar que candidatos negros realmente ocupassem cargos públicos. Na terça, os eleitores repeliram essa provisão. Como explica o jornal Mississippi Today, é a primeira vez que uma provisão da era Jim Crow, pautada por legislações segregacionistas, foi removida graças à vontade dos eleitores e não à decisão de uma corte federal.

5. O salário mínimo na Florida ganhou um grande aumento.

A maioria dos moradores da Flórida escolheu aumentar o salário mínimo no estado, de US$8,56 por hora para US$15,00 por hora, até 2026. O salário subirá imediatamente para US$ 10,00, e então aumentará dólar a dólar até atingir US$ 15,00. Embora tenha havido um incentivo pelo país para aumentar o salário mínimo para US$ 15,00, esse é o primeiro estado que o faz por meio de uma medida eleitoral, informa o Washington Post.

6. Houve alguns novatos LGBTQ importantes!

Em sinal de progresso, o Congresso e um Senado estadual têm alguns "novatos" legais. Em Nova York, dois negros gays — Ritchie Torres e Mondaire Jones — foram eleitos para o Congresso, fazendo deles os primeiros negros abertamente gays a realizarem essa proeza. E, em Delaware, Sarah McBride se tornou a primeira senadora estadual abertamente transgênero nos EUA. "Passei toda minha vida sentindo como se esta noite fosse tão incompreensível que parecia impossível", ela disse ao BuzzFeed News nos EUA.

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Sarah McBride, na Convenção Nacional Democrata de 2016.
Sarah McBride, na Convenção Nacional Democrata de 2016.

Saul Loeb / Getty Images

Sarah McBride, na Convenção Nacional Democrata de 2016.

7. Os pitbulls são novamente bem-vindos em Denver.

Em uma medida mais local, os eleitores de Denver decidiram anular uma proibição dos pitbulls, com 64,5% votando a favor. Ainda há algumas restrições (os donos precisarão obedecer algumas normas de Proteção Animal de Denver), mas é uma boa notícia para os amantes dos pitties.

8. A Califórnia está expandindo os direitos ao voto.

Os californianos votaram para conceder direitos a condenados que estejam em liberdade condicional. A aprovação da Proposta 17 afeta cerca de 50.000 pessoas e foi aprovada com 59% dos votos. A candidata a vice-presidência Kamala Harris está entre os apoiadores da proposta.

Este post foi traduzido do inglês.

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