5 momentos horríveis de Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente

Proteção ambiental, o que tenho a ver?

1. Ele autorizou a pesca em Fernando de Noronha, destino de lazer da família Bolsonaro.

Reprodução

Em abril de 2020, Ricardo Salles assinou um documento autorizando a pesca da sardinha na área do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha (PE). De acordo com a Isto É, o arquipélago, alvo recente dos desrespeitos ambientais promovidos pelo ministro, é destino preferencial da família Bolsonaro. "O senador Flávio (Republicanos-RJ) é um dos que mais frequenta o local para se divertir com passagens pagas pelo Senado", publicou o veículo. A foto acima é um retrato disso.

2. Salles ignora os dados e continua propagando que o Brasil é um dos países que mais preserva o meio ambiente.

Nurphoto / Getty Images

Salles, que segue a política negacionista de Donald Trump e gosta de afrouxar as regras de proteção ambiental, segue dizendo que somos um exemplo de preservação ambiental. Mas isso é mentira. Dados do sistema Deter, ligado ao Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), mostram que entre agosto de 2019 e julho de 2020, houve um aumento de 34,5% nos alertas de desmatamento na região da Amazônia em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Isto É. Isso tá bem longe de ser um exemplo de preservação.

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3. Sim, o próprio ministro do Meio Ambiente acabou com as regras de proteção aos manguezais.

Sean Gallup / Getty Images

O Conselho Nacional do Meio Ambiente revogou as resoluções que diziam respeito à proteção de restingas e áreas de mangue, tidos como berçários para o ecossistema aquático. Segundo a Folha, essa medida beneficia construtoras com investimentos em projetos à beira-mar. Afinal, construtoras > meio ambiente.

4. Assim como Bolsonaro, ele adora atacar e boicotar o trabalho de ONGs.

Nurphoto / Getty Images

O Fundo Amazônia, que financiava iniciativas de ONGs de desenvolvimento sustentável, além de projetos governamentais, foi afetado por essa aversão. Salles questionou contratos do fundo —sustentado por bilhões de reais principalmente da Noruega e da Alemanha— e o paralisou, segundo a Folha.

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5. Parece surreal, mas ele incentiva o garimpo em terra indígena, o que é ILEGAL.

Mario Tama / Getty Images

Terra indígena demarcada pertence aos indígenas. Mas, mesmo assim, Salles chegou a visitar uma plantação comercial ilegal em terra indígena e se encontrar com garimpeiros em uma operação de combate à exploração mineral na terra indígena Munduruku, segundo reportagem da Folha. Após a visita do ministro e protestos dos garimpeiros no local, o Ministério da Defesa paralisou a operação de fiscalização para reavaliação.