16 hábitos que deixam sua vagina triste e que você deveria parar de fazer o quanto antes

Você anda cuidando direitinho dela?

Sua vagina e a sua vulva são bem autossuficientes, mas existem várias coisas que podem afetar a saúde, o conforto e a ~felicidade~ geral lá embaixo.

MTV / Via mtv.tumblr.com

Por isso, o BuzzFeed conversou com duas ginecologistas sobre maus hábitos vaginais. Mary Jane Minkin é professora de obstetrícia, ginecologia e ciências reprodutivas na Escola de Medicina de Yale (EUA) e Sherry Ross é autora do livro "She-ology: The Definitive Guide to Women’s Intimate Health. Period" (que ainda não foi publicado no Brasil).

Aqui estão alguns maus hábitos dos quais, segundo elas, você deveria manter distância:

1. Você tenta limpar sua vagina por dentro com duchas ou outros meios.

Ela é autolimpante! Sério! Por causa do que Minkin chama de "bactérias do bem" — também conhecidas como lactobacilos — que mantêm tudo limpinho, você não precisa fazer nada pra garantir que sua vagina esteja saudável por dentro.

Na verdade, tentar limpar lá dentro costuma fazer o efeito oposto: isso mata as bactérias boas e sua vagina fica mais alcalina (ou seja, menos ácida), o que ajuda a promover a proliferação das bactérias nocivas, te deixando mais suscetível às infecções, segundo Minkin. Sem falar que duchas vaginais tendem a te deixar ressecada — e uma vagina ressecada não é um lugar lá muito convidativo.

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2. Mas você não está limpando a sua vulva, que precisa ser lavada.

A ideia de que a vagina é autolimpante pode dar a impressão errada, porque ao ouvir falar em "vagina", muita gente tende a pensar que ela inclui tudo lá embaixo. Mas a vulva — ou seja, as partes externas da sua genitália, como os seus lábios — precisa de manutenção.

"A pele da vulva é sensível e precisa dos mesmos cuidados de higiene que damos ao nosso rosto", diz Ross. "Por toda a urina, o suor e a proximidade com o ânus, a vulva pode ficar bem suja e as bactérias podem se acumular. Espinhas e acne também podem ser um problema lá embaixo".

Dito isso, não dá muito trabalho lavar sua vulva do jeito certo — na maioria dos casos, só água ou água e um sabonete suave (falaremos disso daqui a pouco) é tudo o que você precisa na área externa dos seus genitais. Para evitar se lavar em excesso, lenços umedecidos sem perfume para peles delicadas podem ser ótimos para uma limpada rápida depois da academia, antes do sexo ou sempre que você tiver um pouco de acúmulo de sebo e suor (ou esmegma) que você queira limpar, segundo Ross.

No entanto, até esses produtos podem irritar algumas vulvas. Então, se você notar qualquer desconforto e aumento de infecções lá embaixo, prefira usar só água.

3. Você usa um sabonete perfumado ou com corante na vulva.

HOLYCHILD / youtube.com / Via giphy.com

Como dissemos antes, só água geralmente é suficiente, mas para quem quiser usar alguma coisa, um sabonete bem suave também é uma boa opção. O problema é que a maioria das pessoas acha que quanto mais forte ou mais perfumado for o sabonete, melhor.

Só que NÃO. Segundo Minkin, sabonetes perfumados, desodorantes ou com corantes têm muito mais tendência a irritarem o tecido sensível da vulva. Portanto, ao escolher um sabonete para usar na sua vulva, prefira os mais simples, sem perfume e com a menor quantidade possível de ingredientes, como um sabonete simples de glicerina ou de azeite de oliva.

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4. Você fica coçando lá embaixo em vez de chegar à raiz do problema.

Becky Barnicoat / BuzzFeed / Via buzzfeed.com

Várias coisas podem fazer sua vulva coçar, um sabonete com perfume de baunilha lá embaixo, uma transa recente, secura vaginal, enfim. Mas quando seus genitais coçam, coçar não é a resposta, porque você acabará entrando em um ciclo coceira-irritação-coceira, segundo Ross. Ou seja: quanto mais você se coçar, mais irritada e seca a pele ficará, o que fará você precisar se coçar mais, e por aí vai.

ENTÃO, o melhor a fazer é descobrir a raiz do problema, consultando um(a) ginecolosta, e resolvê-lo.

Nesse meio-tempo, o remédio preferido de Ross é um pouquinho de óleo de coco para hidratar a pele. Se a coceira estiver de enlouquecer, tente tomar um banho de assento com um pouco de óleo de coco dentro. (aviso: óleos podem fazer com que o látex das camisinhas se rompa, portanto não use as duas coisas juntas)

5. Você não tira suas roupas suadas da academia logo depois de malhar.

Now This / Via giphy.com

A candidíase vaginal é uma infecção por fungos bastante comum, causada pelo excesso de fungos na região. Dado o fato de que eles proliferam em ambientes quentes e úmidos, ficar por aí usando suas roupas suadas e apertadas da academia pode aumentar suas chances de pegar candidíase, segundo Minkin. Melhor não, obrigada.

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6. Você continua diagnosticando e tratando candidíase por conta própria.

NBC / Via giphy.com

A candidíase pode ser tratada com medicamentos de venda livre na farmácia. CONTUDO, se você cair em um padrão de pegar candidíase e tratá-la sozinha várias vezes, consulte um médico, diz Minkin, porque pode ser que você tenha alguma outra coisa que não seja candidíase.

"Das mulheres que se automedicam para tratar candidíase, só um terço realmente tem a doença", diz Minkin. "Um terço tem algum outro tipo de infecção vaginal e outro terço sofre de irritação, como uma reação a uma camisinha ou sabonete."

Portanto, se nada aliviar o seu problema, consulte seu médico para descobrir o que realmente está acontecendo.

7. Você não sabe como se limpar direito ou usa um papel higiênico ruim.

Leonard J Matthews / Creative Commons / Via instagram.com

SÉRIO, DE FRENTE PRA TRÁS, GENTE. Esse é um caso de por favor, não deixe a matéria fecal entrar na sua vagina e na sua vulva.

O tipo de papel higiênico que você usa também pode estar causando alguma irritação — especificamente, papel fino demais, áspero, com corantes ou perfumado. Portanto, mantenha a sua vulva feliz usando papel higiênico branquinho, macio e sem perfume.

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8. Você pula as preliminares antes do sexo ou da masturbação.

"Quando você pula as preliminares."

Ou seja, pode ser que você não esteja adequadamente lubrificada para a penetração. E uma vagina seca durante o sexo = uma vagina triste e desconfortável. Ou pior, machucada.

"A lubrificação de uma vagina é o equivalente a uma ereção para um pênis", diz Minkin. Você precisa das preliminares para estar adequadamente estimulada e lubrificada antes de seguir adiante.

9. Você não usa o tipo certo de lubrificante.

SNL Studios / Via reactiongifs.com

Não há nada de errado em usar lubrificante, seja porque você sofre de secura vaginal ou porque você gosta da lubrificação extra quando transa. Mas se estiver usando lubrificante, certifique-se de encontrar um que seja bom pra você, o que pode exigir um pouco de experimentação.

"Nunca compre a embalagem econômica gigante de primeira, já que é bom ter certeza de que você não é alérgica", diz Minkin. "Vários lubrificantes têm conservantes, fragrâncias ou outras coisas das quais a sua vagina pode não gostar. Portanto, sempre recomendo comprar lubrificante em uma embalagem pequena primeiro, para ter certeza de que você vai se sentir à vontade com ele".

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10. Você tenta fazer ~coisas da moda~ com sua vagina, como um banho de vapor ou qualquer coisa que a Gwyneth Paltrow sugeriu essa semana.

Columbia Pictures / Via kristinwhitehead.tumblr.com

A maioria das tendências vaginais caem no espectro de "desnecessárias" (como a vajacial) à "potencialmente perigosa" (como o banho de vapor). Basicamente, a menos que esteja com algum problema de saúde, você não precisa de nenhuma medida extra para cuidar de sua vagina, disse Ross.

11. Você não faz Kegels.

Cards Against Humanity / Via dollyhardon.tumblr.com

Kegels são exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico — ou seja, os músculos que dão apoio à sua bexiga, útero e intestinos. E nunca se é velha ou jovem demais para se beneficiar deles, segundo Minkin. O fortalecimento do assoalho pélvico é importante para evitar a incontinência urinária (da qual a maioria das pessoas irá sofrer em algum ponto de suas vidas) e pode até mesmo aumentar a sensibilidade sexual da sua vagina.

Aprenda como fazer Kegels aqui.

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12. Você não faz exames periodicamente.

Nem sempre a sua vagina vai te dizer quando algo está errado. "Fazer exames para detectar DSTs após cada parceiro é bem importante", diz Ross. "No caso de várias DSTs, as mulheres raramente sabem que estão infectadas. Os sintomas podem ser muito vagos e confusos, ou podem simplesmente não existir".

13. Você não troca as lâminas o bastante (caso raspe lá embaixo).

Obviamente, sua lâmina sem fio não tem muito como incomodar sua vagina, mas ela pode irritar demais a sua vulva. Ross sugere mudar de lâmina a cada duas semanas, aproximadamente. "Caso contrário, haverá muitas bactérias indesejadas que poderão causar alergias, brotoejas, acne e outras irritações na pele e nos pelos."

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14. Ou não toma todos os cuidados antes de depilar a virilha com cera.

Para evitar irritações na pele da vulva (que, novamente, é extremamente sensível), é uma boa esfoliar a virilha suavemente com uma toalhinha umedecida com água morna. Isso ajuda a remover quaisquer células mortas da pele e a garantir que, quando a cera for aplicada, haja contato máximo da cera com os pelos, em vez de com a pele em volta.

Além disso, é uma boa vestir roupas folgadas e evitar ter relações sexuais nas 24 horas seguintes à depilação, a menos que você queira ficar bem irritada.

15. Você não faz perguntas ao seu ginecologista.

Muitas vezes, você está lidando com um problema vaginal facilmente tratável, mas não o menciona ao/à ginecologista por vergonha, medo de ser julgada ou por achar que não é nada demais.

MAS É IMPORTANTE FAZER TODAS AS PERGUNTAS QUE TIVER! "Não existe nada que ela ou ele já não tenha ouvido", diz Minkin. "Não precisa ter vergonha. Se é algo que te preocupa, pergunte".

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Uma das piores coisas que as pessoas fazem é julgarem a si mesmas com base na aparência — em especial, comparando sua vulva com as que vê na pornografia. "As vulvas vêm em todos os tamanhos e formas. E são todas normais", diz Minkin. Portanto, se ame do jeitinho que você é lá embaixo.

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Este post foi traduzido do inglês.

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