16 fatos históricos (e bizarros) sobre o parto que chegam a dar arrepio

Antes de meados dos anos 1800, acreditava-se que, se você não conseguisse suportar a dor do parto, não conseguiria lidar com os desafios da vida materna.

A menos que indicado, todos os fatos listados foram retirados do livro de Randi Hutter Epstein "Get Me Out: A History of Childbirth From the Garden of Eden to the Sperm Bank" [Me Tira Daqui: Uma História do Parto, do Jardim do Éden ao Banco de Esperma, em tradução livre].

1. Mulheres grávidas — e suas parteiras — costumavam beber cerveja durante o parto.

Budweiser / Via giphy.com

"Saúde!"

Era uma prática tão comum que a cerveja tinha seu próprio nome: “groaning” beer [cerveja do gemido, em tradução livre].

Publicidade

2. E também esperava-se que as grávidas servissem bolo a qualquer pessoa que estivesse no cômodo com elas durante o parto.

Studio Ghibli / Via giphy.com

Eles eram chamados de “groaning” cakes [bolos do gemido, em tradução livre] e, em geral, esperava-se que as mulheres em trabalho de parto servissem seus convidados — até mesmo quando elas estivessem tentando empurrar o bebê para fora — para aliviar a dor do parto.

3. A palavra "gossip" [fofoca, em inglês] se originou com as pessoas que compareciam aos partos.

VH1 / Via giphy.com

"A fofoca sempre aproxima as pessoas."

Amigos de mulheres em trabalho de parto eram chamados de "gossips", [fofocas ou fofoqueiros, em inglês], também chamados de "God's sibs" [irmãos de Deus, em inglês]. Acredita-se que essas pessoas falavam tanto dos outros que o significado da palavra "gossip" evoluiu de "próximo a Deus" para "boato ou relato de natureza íntima".

Publicidade

4. Em 1591, uma mulher foi queimada na fogueira por tomar um analgésico ao dar gêmeos à luz.

Paramount Pictures / Via giphy.com

Eufame Maclayne cometeu o erro de comer uma erva analgésica durante o trabalho de parto. Embora ela e os gêmeos tenham sobrevivido ao parto, ela foi mortalmente punida por fazer isso.

5. O primeiro livro sobre gravidez foi escrito por um homem que nunca tinha visto ou estudado sobre partos.

NBC / Via giphy.com

"The Rose Garden for Pregnant Women and Midwives" [O Jardim de Rosas para Mulheres Grávidas e Parteiras, em tradução livre], escrito por Eucharius Rösslin, ficou muito conhecido quando foi lançado, em 1513.

O único problema? Rösslin, um estatístico, sabia tão pouco sobre gravidez e parto que deu conselhos ultrapassados, como dizer para as mulheres que tiveram filhos natimortos para introduzir fezes, bile de vaca e ervas em suas vaginas.

Ele também achava que fetos pareciam adultos flutuando pelo útero. Ainda assim, o livro foi um dos mais vendidos por 200 anos e impresso em cinco línguas.

Publicidade

6. Antes de Lane Bryant inventar a primeira linha de roupas para grávidas, no início dos anos 1900, as mulheres usavam espartilhos durante a maior parte da gravidez, mesmo com a crença de que espartilhos esmagavam os órgãos reprodutores e sufocavam os bebês.

Disney / Via askfitnesscoach.com

"Tente vestir um espartilho."

As saias com quadril elástico e os vestidos arejados de Bryant foram uma alternativa bem-vinda.

7. Serras-elétricas, a arma favorita de filmes de terror, foram inventadas para auxiliar o parto.

Nickelodeon / Via giphy.com

O protótipo das serras-elétricas modernas foi inventado no final do século 18 pelos médicos escoceses John Aitken e James Jeffray. A serra de comando manual auxiliava na sinfisiotomia, ou seja, no procedimento de cortar e alargar o osso ilíaco de uma mulher durante o parto, como uma alternativa à cesariana. Era um procedimento arriscado e (obviamente) dolorido, especialmente antes da invenção da anestesia. Felizmente, sinfisiotomias — e serras-elétricas médicas em geral — caíram em desuso no final do século 19, e as serras elétricas começaram a ser usadas para derrubar árvores no começo dos anos 1900.

Publicidade

8. Em maternidades na França do século 17, era comum que de 3 a 5 mulheres compartilhassem uma cama durante o parto.

20th Century Fox / Via giphy.com

Isso, além de anti-higiênico e confuso, poderia ser horrível – se um mulher morresse durante o parto, as outras na cama com ela teriam que esperar horas para que alguém levasse o corpo embora.

9. Em 1965, foi registrada a patente de um "aparelho de parto", que giraria mulheres grávidas com uma aceleração de até 68,65 m/s², até que o bebê fosse atirado para fora por conta da força centrífuga.

TV Peru / Via giphy.com

Essa criativa invenção para o parto foi patenteada por Charlotte e George Blonsky. A máquina requeria que a mulher fosse amarrada a uma mesa giratória e girada até que o bebê fosse atirado em uma rede de algodão. Ah, e também foi especialmente feito para, entre outras coisas, concentrar "tanto vômito quanto possível no rosto e ao redor do rosto da mãe, em vez de ser arremessado na equipe do hospital'. Por algum motivo, nunca foi muito utilizado.

Publicidade

10. Muitas parteiras foram queimadas na fogueira como bruxas.

NBC / Via giphy.com

Parteiras que auxiliavam partos que não iam bem eram particularmente visadas, já que os homens ansiavam por estabelecer seu domínio nessa área e as denunciavam como bruxas.

11. Fórceps foram inventados por uma família que manteve o projeto de sua invenção em segredo por quase 200 anos.

NBC / Via giphy.com

"E tipo, por quê? E tipo, não."

A família Chamberlen foi uma longa linhagem de "parteiros homens" que inventaram o primeiro par bem-sucedido de fórceps nos anos 1600. Eles fizeram o parto de vários bebês com segurança, mas se recusavam a compartilhar sua invenção com outros médicos. O par original de fórceps inventado por eles foi encontrado sob o assoalho de sua antiga casa, em 1813, e logo todos copiaram a ideia.

Publicidade

12. Um livro escrito em 1835 dizia às mulheres para aliviar suas partes femininas doloridas após o parto com uma mistura de leite e pão, ou sanguessugas.

20th Century Fox / Via giphy.com

O parto causa "grande alargamento das partes", escreveu William Edmonds em "The Home Book of Health and Medicine" [O Livro Básico de Saúde e Medicina, em tradução livre] "Isso causa grande dor e desconforto, que são melhor tratados ao tomar banho com leite morno e água. Se houver muito inchaço, um emplastro delicado de pão e leite, ou um prato de linhaça, pode ser aplicado e frequentemente trocado. Se houver desconforto geral, com calor e dor latejante na parte, sanguessugas podem ser necessárias".

13. A Rainha Victória popularizou o hábito de usar remédios durante o parto.

Cinemax / Via gfycat.com

"Me dê drogas. No parto ou não."

Antes de meados dos anos 1800, acreditava-se que, se você não conseguisse suportar a dor do parto, você não conseguiria suportar as durezas da vida materna. Mesmo assim, a Rainha Victória do Reino Unido pediu para ter o éter do "remédio abençoado" durante o parto, em 1853, o que resultou em um fenômeno mundial de obter um pouco de ~ajuda~ durante o parto.

Publicidade

14. Um livro do começo do século 20 aconselhava os obstetras a colocar pressão no clitóris para ajudar a fazer o parto e aliviar a dor.

Bravo / Via giphy.com

"Durante os estágios iniciais, a pressão é feita com os dedos nos filamentos terminais dos nervos simpáticos no clitóris e ao seu redor", escreveu Louis A. Spaeth em "Coming Motherhood" [Maternidade Iminente, em tradução livre], em 1907.

"Os dedos indicador e médio são colocados, um de cada lado desse órgão, com pressão moderada e firme feita contra o osso, com a direção da pressão para cima, em direção ao abdômen; isso é feito por um médico, uma enfermeira e pela própria mulher. Um reflexo ocorre, ao qual se segue a contração do útero; o colo do útero dilata, resultando em dores normais de propulsão, e o trabalho de parto prossegue naturalmente e todas as dores desnecessárias cessam."

15. A cesariana provavelmente não foi batizada por causa de Júlio César.

NBC / Via giphy.com

Existe a crença de que a cirurgia cesariana tem esse nome por causa do famoso romano, que supostamente foi a primeira criança nascida por esse método com sucesso. Entretanto, César nasceu muito antes de a cirurgia ter sido desenvolvida o suficiente para manter sua mãe viva. Cesarianas provavelmente têm esse nome por causa da palavra em latim "caesuru", que significa "cortar".

Publicidade

16. E, até o final dos anos 1800, as cesarianas só eram feitas em mulheres que estavam prestes a morrer por causa do parto.

CBS / Via giphy.com

Parteiras só as faziam quando uma mulher "não responde a odores penetrantes, está fria como gelo, sem pulsação, parecendo desmaiada e pálida como a morte e se a respiração dela não deixar marcas em um espelho".

Veja também:

Publicidade

Você já tem o app do BuzzFeed Brasil no seu celular? Baixe gratuitamente no Android e no iOS para ver todos os nossos testes, vídeos, notícias e muito buzz.

Publicidade

Este post foi traduzido do inglês.

Veja também