15 histórias que provam que muitas vezes "caras legais" podem ser tóxicos e perigosos

Isso precisa mudar.

BuzzShe

Nós pedimos para as mulheres da Comunidade BuzzFeed compartilharem suas histórias mais assustadoras e chocantes com "caras legais". Aqui estão algumas das experiências que explicam o motivo pelo qual mulheres sempre se sentem tensas:

Aviso: Este post aborda assuntos como violência física e sexual, perseguição e suicídio, que alguns leitores podem considerar perturbadores.

1. "Depois de um término ruim, entrei em um grupo de atividades para solteiros, então obviamente ninguém lá era comprometido. Conheci um cara legal lá, mas não queria sair com ele. Ele não entendeu isso e começou a me mandar mensagens ao longo do dia inteiro, tipo, a cada 10 minutos, apesar de eu nunca responder. Depois, ele foi além, e começou a mandar mensagens dizendo 'bom dia, estou indo trabalhar e passei pelo seu escritório, lembrei de você'. E eu sem responder. Um dia, ele apareceu DO NADA no local onde eu trabalhava."

"Fui para os fundos, falei para o meu gerente o que estava acontecendo e, felizmente, pude esperar lá até que alguém me buscasse e ele fosse embora, cerca de VINTE MINUTOS depois. Imagino que ele estivesse me esperando sair, mas cansou. No final das contas, bloqueei o número dele e saí do grupo, pois ficava muito ansiosa de pensar em vê-lo de novo. Me diverti muito com esse grupo, mas acho que nunca mais vou fazer nada do tipo por causa dessa experiência."

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2. "Tive um encontro com um cara que levou almoço para mim depois de uma prova quando eu estava na pós-graduação. Ele simplesmente aparecia no meu escritório e todos os meus colegas achavam ele fofo, então, mesmo que ele já tivesse me convidado para sair 30 vezes antes, senti que devia isso a ele, pois todo mundo ficava me dizendo que ele era muito querido. Saímos, achei ele super estranho e mandei mensagem dizendo que preferia que fôssemos apenas amigos. Ele não me respondeu, mas comecei a receber várias ligações esquisitas em horários aleatórios e senti que alguém estava me seguindo até em casa desde o ponto de ônibus. Como não vi ninguém, achei que era só desconfiança mesmo."

"No final das contas, ele tinha pago o amigo dele para me seguir de carro desde a universidade para descobrir onde eu morava. Ele invadiu minha casa, me agrediu, me drogou e me deixou jogada no banheiro. Felizmente, acordei muitas horas depois e consegui ligar para a polícia antes de desmaiar de novo. Ele foi julgado, mas eu tive que sair da pós-graduação."

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A man following a woman in her car
A man following a woman in her car

Ol'ga Vostruhina / Getty Images/EyeEm

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3. "Um homem que trabalhava comigo era super fofo. Ele era legal com todo mundo, mas um pouco mais comigo. Todos diziam que ele era a fim de mim, falavam bem dele e me convenceram a sair com ele. Na época, eu tinha acabado de sair de um relacionamento tóxico e abusivo, então não queria nada sério. Depois de alguns encontros casuais, eu disse que não estava interessada em ser a namorada de ninguém naquele momento. Então, o 'cara legal' surtou."

"Ele saiu do carro e começou a gritar, rir, chorar e jogar coisas. Nós estávamos no carro dele, bem longe da minha casa e da casa dos meus amigos, então só fiquei em silêncio até que ele voltasse pra dentro e decidisse me levar para casa. No dia seguinte, ele agiu como se nada tivesse acontecido e apareceu na minha porta. Até hoje, não sei como ele passou pelo portão de segurança. Ele basicamente me perseguiu por dois meses até, por fim, desistir."

izzie14

4. "Aos 17 anos, eu tinha um colega de trabalho de 24. Ele era estranho, mas nada que eu não conseguisse lidar. Uma vez, precisei de carona para voltar para casa. Não havia ônibus para a minha área e, em 1998, eu não tinha celular. Ele me ofereceu carona, e eu aceitei com hesitação. O caminho foi tranquilo, só conversa fiada. Quando chegamos, eu agradeci e tentei tirar o cinto de segurança. Ele tentou me beijar. Me esquivei e olhei com ele com uma expressão que deve ter sido de confusão e nojo e saí do carro. Contei para o meu gerente que não me sentia confortável de trabalhar com ele, e a resposta foi: 'Ele é um cara legal, não deve ter feito por mal'."

"Algumas semanas mais tarde, eu estava cochilando na rede do pátio da casa do meu namorado. Acordei com a cara do meu colega a alguns centímetros da minha, me encarando com a respiração ofegante. Ele disse: 'Eu só queria ver você dormir, nada mais. Eu sou um cara legal'. Ele ficou esperando meu namorado ir para o banho para entrar lá e me observar. Duas semanas depois, no trabalho, o Cara Legal recebeu quatro denúncias de abuso sexual, todas de meninas menores de idade."

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A man following closely behind a woman
A man following closely behind a woman

Cribbvisuals / Getty Images

5. "Eu e uma amiga estávamos em uma festa de Halloween na faculdade. Vimos um cara sentado sozinho, e eu senti pena dele, então perguntei se ele queria ficar com a gente. Eu e minha amiga tínhamos 19 anos, e ele, 26. Eu era ingênua demais na época. Começamos a sair com frequência, estava tudo bem, mas, olhando para trás, havia muitos sinais de alerta. Ele começou a me convidar para sair, e eu recusava com educação, pois a minha amiga estava a fim dele. Eles saíram e parece que ele forçou um beijo, então ela perdeu o interesse. Todos nós saímos juntos e, logo depois, ele começou a me convidar para sair de novo. Então, eu decidi falar com firmeza que não estava e que achava que nunca ficaria interessada."

"Aí ele começou a dar uma longa explicação falando que ninguém dava uma chance a ele e que a última menina que ele namorou terminou com ele porque a amiga 'fez uma lavagem cerebral' nela e fez ela achar que ele era escroto. Me senti super desconfortável e me afastei dele. Alguns meses depois, decidi entrar em aplicativos de namoro. Ele encontrou meu perfil, mentiu a própria idade para parecer mais novo e me mandou uma mensagem. Ignorei e bloqueei ele. Ele criou um novo perfil e mandou mais uma mensagem parecida. Mesmo resultado: ignorei e bloqueei de novo. Depois da 5ª vez, eu fiquei de saco cheio e xinguei ele. Ele me chamou de 'louca' e disse que eu estava exagerando. Disse algo tipo: 'Desculpe se eu te incomodei. Só queria te tratar como a princesa que você é, mas parece que ninguém mais gosta do Príncipe Encantado'. Eca."

jessieprice

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6. "No meu primeiro emprego, aos 16 anos, eu tinha um colega de trabalho de 27, que era noivo de uma mulher que morava do outro lado do país. Na cozinha, ele dava todo tipo de desculpa para andar o mais perto possível de mim para poder passar a mão nas minhas costas ou na minha cintura. Ele sempre me elogiava, o que seria tranquilo, se ele não fosse longe demais e só elogiasse o meu corpo ou o fato de achar que eu era atraente para outros homens."

"Quando ele ia visitar a noiva na Flórida, ele se oferecia para comprar presentes no parque de diversões do Harry Potter e pedia o meu endereço para mandar pelo correio em vez de me entregar no trabalho. Quando eu reclamava para gerência, me diziam: 'Ele é inofensivo, dê uma chance a ele'. Não, ele era um adulto, e eu era criança."

cdhc99

A creepy skinny guy with a cigarette in his mouth
A creepy skinny guy with a cigarette in his mouth

Carl Smith / Getty Images/fStop

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7. "Conheci um cara por um aplicativo de namoro, e nós dois concordamos que não rolou química. Ele disse que ele era um 'cara legal' e que aceitava rejeição. Ele se tornou um dos meus melhores amigos. Um dia, nós estávamos bebendo, e fui embora cedo."

"Quatro horas depois, minha melhor amiga me ligou para dizer que nosso amigo tinha tentado matá-la, a enforcou e gritou dizendo que ela estava 'estragando tudo'. Ela conseguiu se defender e fazê-lo sair da casa, chamou a polícia, e ele foi para um hospital psiquiátrico."

—Anônimo

8. "Na faculdade, um cara convidou eu e meus amigos para um evento. Uma saída em grupo, normal. Algumas horas antes do evento, minha amiga me chamou. Ela disse que ele ligou para ela e que não estava mais convidada. Confirmei com todos os outros, e ele tinha ligado para todo mundo cancelando os planos. Todos, exceto eu. Ele estava tentando me enganar para que ficássemos sozinhos."

"Entrei no quarto dele (nós morávamos em uma casa com vários dormitórios) para confrontá-lo e vi uma foto minha colada na parede. Arranquei e saí correndo."

yoursisterdebra

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A creepy man talking on the phone
A creepy man talking on the phone

Catherine Falls Commercial / Getty Images

9. "O namorado do meu colega de quarto se autodeclarava 'um cara legal'. Uma noite, depois de beber, ele entrou no meu quarto e deitou ao meu lado quando eu estava sem blusa. Eu pedi para ele sair."

"Dois minutos depois, ouvi a minha porta se abrir de novo, e ele estava na entrada, pelado, caminhando em minha direção. Comecei a gritar, chutei ele e disse que ele nunca mais poderia entrar no nosso apartamento de novo."

—Anônimo

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10. "Fui ver um cara que conheci na internet na casa dele (sim, eu sei, fui burra) e, depois, ia encontrar outros amigos. Ele era super bizarro e fui embora de lá assim que consegui, mas ele ficou bravo comigo porque ele era 'um cara muito legal', mas eu 'não fui grata por isso'."

"Então, ele postou meu número de telefone em salas de bate-papo dizendo que era uma garota solteira para que eu ficasse recebendo ligações sem parar. Eu contei para cada um que ligou o que havia acontecido, e eles pararam. De alguma forma, parei de receber ligações."

—Anônimo

A creepy many in silouhette
A creepy many in silouhette

Lisa Schaetzle / Getty Images

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11. "Eu estava no site 7cups, que tem 'ouvintes' para os seus problemas. Encontrei alguém que parecia legal e comecei a falar sobre os problemas do meu relacionamento. Ele não ajudou. Em vez disso, começou a falar sobre como ele era um 'cara legal' e como todas as meninas o traíam. Eu fiquei tão confusa. Aí, ele disse que eu poderia ser namorada dele, depois de conversarmos por mensagem por menos de um dia."

"Então, ele disse que tinha bichinhos de pelúcia... Fugi. Ele estava chateado por ser um cara legal e era super estranho. E ele tinha várias avaliações boas de outras pessoas! Me senti enganada."

thisbebananas

12. "Entrei em uma nova empresa e, nos primeiros seis meses, um colega ficava me mandando mensagens úteis relacionadas ao trabalho, tocando no meu braço ao me cumprimentar e falando comigo sempre que podia. Achei que estava sendo simpático, já que eu era nova, e não dei bola. Era bom, pois, assim, eu tinha alguém da minha idade para conversar lá. Ele começou a me dar presentes, exagerar no contato físico e até descobriu onde eu gostava de fazer trilhas nos finais de semana e apareceu lá de surpresa. Eu não tinha um horário fixo para isso, então ele ficava horas lá me esperando chegar."

"Aí, ele me seguia e ficava falando sobre relacionamentos, bem alto, até eu ficar constrangida. Eu parei de fazer trilhas, e ele começou a me ligar nos finais de semana e depois do horário de trabalho, além de me evitar no escritório. Depois, outros colegas me disseram que ele falou para eles que eu o iludi, pois ele achou que eu também gostava dele, quando, na verdade, eu só peguei o telefone para ele para usar a calculadora, porque a bateria do meu tinha acabado."

karenkuok1233

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A man hiking alone in the forest
A man hiking alone in the forest

Johner Images / Getty Images/Johner RF

13. "Uma vez, 'conheci' um cara na internet. Conversamos por uns dois anos antes de eu falar meu sobrenome ou a cidade onde morava para ele. Ele era muito fofo, sempre lembrava das coisas que eu contava para ele e perguntava sobre como tinha sido o meu dia, minhas entrevistas de emprego, etc. Eu mantinha segredo de todas as minhas informações reais só por paranoia, não por ele ter 'feito' algo que me deixou desconfortável. Um dia, decidi finalmente revelar meu sobrenome e minha cidade a ele."

"Em certo momento, não quis mais ficar em contato com ele, por motivos que nem lembro mais. Cerca de uma semana depois, minha mãe chegou em casa confusa, e eu perguntei o que havia de errado. Ela disse que havia um ursinho de pelúcia na nossa caixa de correios com uma carta para mim, sem endereço. Ele literalmente encontrou o endereço da minha casa e escreveu uma carta de amor imensa dizendo que não entendia o motivo de eu ter parado de falar com ele, que ele me amava, etc. Eu fiquei apavorada demais de pensar no que ele fez para me encontrar e que ele tinha estado na frente da minha casa."

mschmidt413

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14. "Um 'cara legal' decidiu que a gente era almas gêmeas depois de um encontro. Ele me mandou mais de 100 mensagens de texto no dia seguinte, chegando ao ponto de dizer que se mataria se eu não saísse com ele de novo."

"Depois da ameaça de suicídio, ele disse que não largaria a namorada, e que eu tinha que ser adulta e dividi-lo com ela. Quando eu bloqueei ele, ele me chamou de 'louca' para nossos amigos em comum."

noimpillagingeverybody

A woman looking at her phone late at night
A woman looking at her phone late at night

Oscar Wong / Getty Images

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15. E, por último: "Fui tomar um suco com um colega para discutir os projetos e planos de final de semestre no intervalo. Depois disso, ele começou a falar por uma hora sobre como todas as mulheres são 'escrotas' e 'vagabundas', ficam 'provocando' e não transam com ele. Quando eu ia embora, ele disse literalmente: 'Você não é como as outras mulheres' e me convidou para um encontro."

"Eu recusei com educação, dizendo que só queria ser amiga dele e, então, ele me chamou de 'escrota, assim como todas as outras' e saiu, bravo. Eu chamo isso de livramento."

literaturelover

Eu já fiz posts assim muitas vezes e farei de novo: Homens, mulheres não devem nada a vocês, mesmo que vocês achem que "mereçam" ou que são "boas pessoas". Elas não devem seus corpos, seu tempo, nem um olhar a vocês! Se você leu este post e ficou na defensiva, pense sobre o motivo pelo qual se sentiu assim. E, se você ficar feliz por ser "um dos bons" ou "diferente desses caras", pare. Você não vai ganhar pontos por fazer o mínimo. Pelo menos preste atenção e tente evitar que os outros façam isso na sua frente, para que possamos deixar o mundo um pouquinho mais seguro para as mulheres.

"É isso."

20th Century Fox

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 presta uma escuta e acolhida qualificada às mulheres em situação de violência. O serviço registra e encaminha denúncias de violência contra a mulher aos órgão competentes, bem como reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento.

O serviço também fornece informações sobre os direitos da mulher, como os locais de atendimento mais próximos e apropriados para cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas, Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros.

A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. São atendidas todas as pessoas que ligam relatando eventos de violência contra a mulher.

O Ligue 180 atende todo o território nacional e também pode ser acessado em outros países.

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Este post foi traduzido do inglês.

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