15 artistas aborígenes que você deveria estar ouvindo neste momento

Apoiar as vozes aborígenes e descobrir várias músicas novas? Que vitória!

1. Baker Boy

A música é uma maneira poderosa de difundir idioma e cultura — e isso é uma grande parte do espírito de Baker Boy. Crescendo nas comunidades da Terra de Arnhem de Milingimbi e Maningrida, Baker Boy — cujo nome verdadeiro é Danzal Baker — tornou-se conhecido por apresentar músicas originais de hip hop que incorporavam o inglês e o yolŋu matha. Ao fazer isso, Baker Boy espera inspirar os jovens de sua comunidade a correrem atrás de seus sonhos, ao mesmo tempo em que são "orgulhosos, fortes e não têm vergonha".

Músicas como "Cool As Hell", "Meditjin" e "Cloud Nine" têm dominado as ondas de rádio e feito com que Baker Boy ganhasse o Prêmio Nacional de Música Indígena como Artista do Ano e fosse nomeado Australiano do Ano em 2019.

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2. Thelma Plum

Thelma Plum é uma jovem gamilaraay que está causando um enorme impacto no cenário musical australiano. Seu álbum de estreia — "Better In Blak" — foi lançado em 2019 e é uma proclamação comovente de identidade e cura, com muitas músicas dedicadas a suas experiências como mulher aborígine. Por exemplo, a faixa-título faz referência ao abuso on-line significativo que Plum enfrentou depois de acusar um membro de uma banda de Sydney de assédio racial em 2016. Enquanto isso, outras músicas, como "Homecoming Queens", refletem sobre a falta de representação indígena na mídia e como isso distorceu a percepção de beleza de Plum quando ela estava crescendo.

Não admira que a emoção e a honestidade de Plum tenham se traduzido em sucesso, com "Better In Blak" sendo indicado para Álbum do Ano no Arias e Videoclipe do Ano no Prêmio Nacional de Música Indígena.

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3. Briggs

Simplificando, Briggs tem se tornado a voz de uma geração. Como um rapper enérgico, ele tem ajudado a conduzir uma nova onda de hip hop australiano que é ao mesmo tempo franco e brutalmente honesto na sua cobertura de questões que afetam os povos aborígines e das Ilhas do Estreito de Torres. Sua narrativa lírica em músicas como "Bad Apples" aborda suas experiências de raça, identidade e privilégio como um homem yorta yorta, que cresceu na pequena cidade de Shepparton, Vitória.

Mas Briggs não é só um cantor — ele também está tendo sucesso como fundador da Bad Apples Music, uma gravadora que tem assinado com vários artistas de hip hop das Primeiras Nações. E, como se isso já não fosse impressionante o bastante, Briggs também apareceu em séries de TV, como "Black Comedy", "Cleverman" e "The Weekly With Charlie Pickering", e foi o autor de "Our Home, Our Heartbeat" — uma celebração da cultura aborígene, que é adaptada da sua música "The Children Came Back".

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4. A.B. Original

O estilo musical de A.B. Original (Always Black, Original) tem sido descrito como "um choque necessário ao sistema", o que não é surpresa, considerando a natureza abertamente política de suas músicas. Composta por Briggs e Trials (cujo nome verdadeiro é Daniel Rankine, que é um homem ngarrindjeri), a dupla de hip hop talvez seja mais conhecida por seu álbum "Reclaim Australia" — lançado em 2017, mas com relevância até hoje. Por exemplo, "Report To The Mist" aborda as mortes sob custódia dos povos aborígines e das Ilhas do Estreito de Torres, enquanto "Call 'Em Out" destaca a necessidade de enfrentar o racismo.

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5. Emily Wurramara

Se você ainda não ouviu falar de Emily Wurramara, ela certamente é uma das que você deve observar. Vinda de Groote Eylandt — uma ilha ao largo da costa do Território do Norte, lar do povo warnindhilyagwa —, Wurramara combina maravilhosamente histórias de sua infância e da cultura aborígine.

Cantando tanto em anindilyakwa quanto em inglês, as músicas de Wurramara tocam no fundo do coração, oferecendo aos ouvintes uma melhor visão dos mundos contrastantes de Groote Eylandt e da Austrália continental (Wurramara está vivendo agora em Brisbane). Seu álbum indicado ao Aria, "Milyakburra" — que recebeu o nome em homenagem à ilha da qual seus ancestrais vieram —, faz um excelente trabalho nisso. Por exemplo, "Ngarrukwujenama (estou sofrendo)" foi escrita em resposta à mineração em sua ilha natal. Ao cantar sobre questões como essa, bem como suas raízes culturais, Wurramara espera "inspirar e empoderar membros de sua comunidade, especialmente jovens mulheres indígenas".

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6. Ziggy Ramo

Rimas com temas políticos e provocativos são apenas algumas das ferramentas usadas por Ziggy Ramo para lidar com as injustiças silenciadas dos povos aborígines e das lhas do Estreito de Torres. Apenas recentemente ele lançou "Black Thoughts", um álbum que foi escrito há cinco anos, mas que o ajudou a se curar durante um período sombrio de sua vida. Ao longo de 16 músicas poderosas, Ramo expõe os sistemas que têm oprimido o povo das Primeiras Nações, enquanto detalha suas próprias experiências de vida. Considerando a crescente importância do movimento Bla(c)k Lives Matter, o álbum não poderia ter aparecido em um momento melhor, e é exatamente por isso que a Ramo decidiu lançá-lo.

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7. Kardajala Kirridarra

Uma voz importante no cenário musical australiano é o Kardajala Kirridarra. Traduzido como "mulheres de sandhill", essa colaboração exclusivamente feminina das comunidades marlinja e kulumindini presta homenagem ao idioma, à cultura e à família com músicas inspiradas em sua constante conexão com a terra. Por exemplo, "Abala Barlawa (Everything Was At Peace)" lida com a emoção que vem do seu país sendo destruído e alterado pela chegada do homem branco, enquanto "Two Worlds Collide" fala de uma jovem das Primeiras Nações e sua conexão com o mundo tradicional e moderno.

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8. Phillip "Philly" Murray

Phillip "Philly" Murray tem uma missão clara — retribuir à sua comunidade através de sua música e narrativa. Basicamente, ele quer ser um modelo para a próxima geração — e é por isso que ele não xinga em suas músicas — porque "é assim que nossa cultura sobrevive. É assim que vivemos há muitos e muitos anos; transmitindo conhecimento... e ensinando a eles, para que eles possam passá-lo adiante".

Sua música claramente passa essa mensagem, com "Brown Skin" defendendo tudo sobre a cultura aborígene, incluindo o respeito pelas fortes e poderosas mulheres wemba wemba com as quais ele cresceu.

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9. Alice Skye

Combinando histórias de identidade e propósito através de sua música está Alice Skye, uma mulher wegaia e wemba wemba imensamente talentosa. Ela chamou a atenção pela primeira vez com seu single de estreia, "You Are The Mountains", que apresentava frases da língua wegaiana como uma homenagem à sua herança e ao seu falecido pai. Skye deu sequência a isso com um álbum profundamente íntimo, "Friends With Feelings", que ganhou o Prêmio Nacional de Música Indígena do Triple J Unearthed e firmemente consolidou seu lugar na indústria da música australiana.

E como bônus, a capa do álbum foi ilustrada por Aretha Brown, uma artista, ativista e ex-primeira-ministra do Parlamento Nacional da Juventude Indígena.

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10. Birdz

Não há falta de talento quando se trata de Nathan Bird, ou Birdz. Rapper em tempo integral e colaborador de meio período da Link-Up Victoria, para esse orgulhoso murri, tudo se trata de quebrar barreiras com honestidade autêntica e sem censura. Sua música segue esse mesmo processo de pensamento, com seu LP, "Train Of Thought", realizando uma excelente e aprofundada análise da Austrália aborígene — incluindo suas experiências crescendo em uma cidade pequena. Birdz deu sequência a isso com seu EP, "Place Of Dreams", que é algo que todos deveriam ouvir pelo menos uma vez.

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11. DENNI

DENNI é o esforço colaborativo entre Denni Proctor — uma orgulhosa mulher palawa que vive na Tasmânia — e Jamin Pariyar. Elas misturam material acústico com elementos eletrônicos para criar um som único que lhes permite contribuir para a "linguagem universal de muitas histórias".

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12. Kuren

Descendente do povo wiradjuri, Kuren — cujo nome verdadeiro é Curtis Kennedy — é um produtor de música eletrônica que tem feito música desde os 14 anos de idade. Cultivando isso, ele lançou seu álbum de estreia, "Melting Conceptually", em 2018, o qual foi elogiado por sua narrativa emotiva. Ele também trabalhou em estreita colaboração com a comunidade local, contribuindo com música para o "My Grandmother's Lingo", da SBS, um documentário sobre preservação de línguas indígenas, e para a Blak Box, uma instalação de arte que abraçou o poder de ouvir a cultura dos povos aborígines e da Ilha do Estreito de Torres.

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13. Mo'Ju

Sendo uma mulher negra queer que tem raízes filipinas e wiradjuri, Mo'Ju — cujo nome verdadeiro é Mojo Ruiz de Luzuriage — é uma novidade positiva na indústria. Sua música tem ressoado em muitos australianos, e isso é devido a ela abordar os temas universais da história da família e como isso pode explicar a identidade de alguém.

Em uma entrevista ao "The Feed", da SBS, Mo'Ju explicou ainda como seu processo de composição tem um "grande papel em manter vivas as tradições orais". Isso pode ser visto em seu álbum premiado, "Native Tongue", que aborda perda cultural, racismo, colonialismo e deslocamento.

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14. DRMNGNOW

Ser visionário e evocativo é a maneira perfeita de resumir o DRMNGNOW (pronunciado Dreaming Now) — um projeto liderado pelo rapper e produtor yorta yorta Neil Morris, que tem como objetivo "empoderar os povos aborígines e da Ilha do Estreito de Torres, enquanto dá aos australianos brancos uma pausa para pensarem".

Temas como colonização, cultura, país e o trauma que advém de viver como aborígene na Austrália são abordados através da mistura de elementos tradicionais de R&B e hip hop experimental. Falando sobre seu trabalho, Morris tem dito que muitas de suas músicas, como "Ancestors" ou "Australia Don't Exist", não foram escritas como músicas de protesto, mas com a intenção de curar, empoderar e aumentar a conscientização das pessoas.

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15. KAIIT

Com melodias atrevidas de R&B e uma estética ousada, KAIIT — cujo nome completo é Kaiit Bellamia Waup — é uma mulher foda que tem inflamado o cenário musical australiano. Inspirando-se na sua origem dos povos gunditjmara, das Ilhas do Estreito de Torres e de Papua Nova Guiné, as músicas de KAIIT têm como objetivo tranquilizar seus ouvintes de que eles não estão sozinhos. Seu álbum de estreia, "Live From Her Room", tocou nisso, dando aos ouvintes uma introdução à sua história, experiências pessoais e como ela passou a se sentir confortável em sua própria pele.

As músicas de KAIIT já fizeram sucesso na indústria, com "Miss Shiney" ganhando um Aria em 2019 como Melhor Lançamento Soul/R&B. Em seu discurso de agradecimento, ela disse que queria usar sua posição como mulher aborígine para "enviar mensagens de aconselhamento" através da sua música.

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Este post foi traduzido do inglês.

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