13 fotos lindas que retratam a relação das mulheres com a bola no País do futebol

"As Donas da Bola" mostra como elas torcem, jogam, brincam e participam do esporte que virou uma identidade brasileira.

Apesar de ser intitulado o país do futebol, o Brasil não costuma dar espaço para as mulheres neste campo. A exposição "As Donas da Bola" bota uma lupa sobre elas e sua relação com a cultura e a prática do esporte.

1.

Luludi Melo

2.

Marcia Zoet

3.

Elisária Andrade

A fotógrafa Eliária Andrade sobre a ocasião da foto:

O time de funcionárias do Hospital Santa Marcelina, no bairro de Itaquera, São Paulo, tem entre as jogadoras algumas freiras, como a médica e diretora, Irmã Monique Bourguet, e a enfermeira Irmã Cláudia. Religiosas, assim como as demais enfermeiras e funcionárias do hospital, participam do bate-bola semanal comandadas pelo técnico Francisco Bertulino. Irmã Monique, canadense, esportista desde a adolescência, resolveu apresentar o futebol a Irmã Cláudia, que até outro dia nem se imaginava chutando uma bola. Mesmo de hábito, com o corpo quase inteiramente coberto, as freiras participam ativamente, driblam, defendem e comemoram gols e belas jogadas. Fotografá-las foi encontrar um mundo particular, harmonioso, que na essência rompe o silêncio da meditação para correr em direção ao grito de vitória.

4.

Ana Araújo

5.

Ana Carolina Fernandes

6.

Bel Pedrosa

7.

Marlene Bérgamo

A fotógrafa Marlene Bérgamo explica o contexto da foto:

Nega Eloá e Janaína são diferentes. Na várzea o futebol é sem grana e sem fama, é de quem ama o esporte, o bairro, amigos, tradição. Nega Eloá está no campo meio de terra meio de grama, é a técnica do Vasco, no Jaçanã. O time era do pai. Ele morreu e ficou para ela, o irmão e a mãe, Dona Alice, mas a grana acabou. Na retaguarda, elas fazem comida, lavam os uniformes. Janaína é assistente do José, dono do Vitória. Um ano ela é a técnica, no outro ele assume. Ela acompanha time e torcida no ônibus: recolhe os RGs, cuida dos uniformes, inscreve o time, vê se todo mundo comeu, bebeu água. Antes, todos se abraçam e rezam aos berros Pai Nosso e Ave Maria. Ela é a única autorizada pelas namoradas e esposas a entrar no vestiário. As duas já estiveram no fronte, jogavam. Com o tempo as outras casaram, foram trabalhar, criar os filhos, difícil driblar os maridos. Os times, desfalcados, desapareceram. Hoje não existe time feminino na várzea, mas o lugar de Jana e Eloá ainda é dentro do campo.

8.

Luciana Whitaker

9.

Evelyn Ruman

10.

Marlene Bérgamo

11.

Nair Benedicto

Da fotógrafa Nair Benedicto, sobre as fotografias:

Dia 15 de novembro de 2013, proclamação da República. Ao som de Jorge Benjor, "Todo dia era dia de índio", encerram-se as Olimpíadas Indígenas em Cuiabá, Mato Grosso. Aguardo ansiosa o nome das vencedoras Parkateje no alto-falante. Elas não são mencionadas! Dia 7 de setembro de 2013, dia da Independência, Aldeia Tava-Mirim, Paraty-Mirim, RJ. As guaranis contam que apenas olhavam o futebol, mas um dia jogaram. Melhor que olhar! Entram em campo com shorts e pés descalços. Fico pertinho, com grande angular. Sem apoio oficial, jogam futebol pra valer!

12.

Nair Benedicto

13.

Monica Zarattini

"As Donas da Bola" tem 121 imagens de 11 fotógrafas, com curadoria de Diógenes Moura.

A exposição fica no Centro Cultural São Paulo até 13 de julho.