12 coisas que só têm sentido no carnaval de São Paulo

Aquela temporada em que o café da manhã é pingado com pão na chapa e glitter.

1. Abraçar o concreto.

Em matéria de ~visual São Paulo sai perdendo para qualquer cidade carnavalesca brasileira. Rio e Salvador humilham mesmo. Mas tudo bem. Aqui sai bloco debaixo do Minhocão, sai bloco na Avenida Tiradentes, sai bloco até no buraco da Paulista. A gente se vira com o que tem.

2. Ouvir "3 cerveja 10 reáu"

A versão carnaval do "me vê dois pastel" porque muitos paulistanos tem esse uso peculiar do plural.

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3. Organizar pra chegar na hora.

O pensamento "ah, a gente chega depois" só vale se você quiser correr atrás do trio elétrico. O paulistano costuma ser pontual, mêo! Inclusive em dia de folia.

4. Agradecer a chuva.

Se tem uma época em que a chuva torrencial dos finais de tarde de verão é bem-vinda, é no Carnaval. Principalmente porque, diferente das cidades costeiras, em São Paulo não tem aquela brisa de mar pra refrescar. Estraga a fantasia, sim. Mas que delícia que é.

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5. Comprar dos ambulantes de ocasião.

A vocação local para o trabalho não tira folga e por aqui tem de gente oferecendo de potes de glitter a porta-catuaba de macramê em qualquer grande concentração de gente. Também é comum encontrar gente aproveitando o Carnaval para ganhar um extra vendendo cerveja long neck gelada em porta-malas de carro.

6. Soltar a voz no metrô.

A cantoria espontânea acontece tanto quanto o glitter grudado no chão dos vagões e é especialmente revigorante quando a gente está nas escadarias rumo ao Centro da Terra — que, como os paulistanos sabem, estão nas Estações Paulista e Pinheiros.

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7. Enfrentar congestionamento, só que de gente.

reprodução / Via www1.folha.uol.com.br

Longe foi o tempo em que São Paulo ficava vazia durante o Carnaval. A cidade hoje compete com Rio, Salvador, Recife e Belo Horizonte em números (em 2018 foram nove milhões de pessoas) e em atrações (Anitta, Daniela Mercury, Alceu Valença, Elba Ramalho, Margareth Menezes, Baiana System e outros tem lugar marcado no Carnaval de rua paulistano).

8. Matar a fome com um prensado.

É a corruptela pra hot dog de rua simplão, que é a melhor larica pra comer quando bate aquela fome no meio do bloco. E vem com purê e bata palha, sim!

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10. Contar com toda uma organização.

O paulistano precisa encontrar uma forma de otimizar sua experiência de Carnaval. As planilhas de blocos são exemplo disso. Aqui está a de 2020, criada pela publicitária Jéssica Duarte.

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12. Ganhar a benção do Ilú na sexta-feira.

O cortejo do bloco afro Ilú Obá de Min, onde só atuam mulheres, tem sido um tipo abertura extra-oficial do Carnaval na cidade. E sempre chove.

A presença feminina no Carnaval de São Paulo é muito forte. Outros blocos de/para mulheres na cidade são o Siga Bem Caminhoneira e o Pagu, ambos com bateria própria.

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