11 provas de que não precisamos do Dia da Visibilidade Lésbica

Por que estamos marcando o 29 de agosto como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica no Brasil?

1. "Bom, já estamos no século 21 e ninguém liga mais pra sexualidade do outro, né".

Reprodução/Facebook/Huffington Post / Via huffpostbrasil.com

Lesbofobia (e a LGBTIfobia em geral) é definida pelo Manual de Comunicação LGBTI como o medo, a aversão, ou o ódio irracional a pessoas que manifestem orientação sexual ou identidade/expressão de gênero diferente dos padrões hétero e cisnormativos.

2. "Não existe violência contra mulheres lésbicas e bis por causa da sua sexualidade".

Reprodução / Getty/UOL

O primeiro dossiê sobre lesbocídio feito no Brasil mostrou crescimento da violência contra mulheres lésbicas. “Definimos lesbocídio como morte de lésbicas por motivo de lesbofobia ou ódio, repulsa e discriminação contra a existência lésbica”, afirma a publicação. Em quatro anos (de 2014 a 2017), houve um aumento de 150% nos casos registrados.

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3. "O Sistema Único de Saúde brasileiro já está preparado pra atender as demandas das mulheres lésbicas".

Reprodução / Getty/UOL

Muitas vezes mulheres lésbicas são mal atendidas durante consultas médicas e são desconsideradas em relação a medidas de prevenção a ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) pelo simples fato de não de relacionarem sexualmente com homens.

4. "E o que mais existe hoje em dia é representatividade lésbica nas novelas e nos filmes".

Reprodução / Globo/UOL

Muito antes do caso de "Segundo Sol", a rejeição ao casal Leila e Rafaela na novela "Torre de Babel", em 1998, se tornou um marco negativo na questão da representatividade lésbica em novelas. O casal acabou morrendo na trama por causa da reação do público.

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5. "Mulheres lésbicas têm representatividade suficiente no Congresso brasileiro".

Reprodução/ CartaCapital / Getty Images

O Brasil é responsável pela maior parada LGBT do mundo. Na Câmara dos Deputados, porém, existe apenas um representante da diversidade sexual, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ). E ainda não há uma representante que se declare lésbica ou bissexual.

6. "Artistas lésbicas são completamente aceitas pelo público".

Reprodução/ Terra/Instagram

O ano é 2018 e artistas lésbicas e bis ainda correm o risco de sofrem ataques misóginos, machistas e lesbofóbicos ao assumirem um relacionamento com outra mulher, como foi o caso da atriz Bruna Linzmeyer.

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7. "Casais lésbicos podem demonstrar afeto tranquilamente em público".

Reprodução/Pragmatismo Politico / Getty

Demonstrar afeto em público no Brasil é sempre um ato político. Em abril de 2016, a fotógrafa Carol Kappaun e a designer Roberta Fortes saíram para comemorar um aniversário, mas terminaram a noite com hematomas após serem agredidas por seguranças do estabelecimento. “Nós saímos correndo desesperadas e eles estavam gritando 'vai embora daqui, sapatão'”, afirmou uma delas.

8. "Mulheres lésbicas têm fácil acesso ao mercado de trabalho."

Reprodução / Getty/Brasil de Fato

Mulheres lésbicas sofrem para conseguir emprego e, quando conseguem, correm o risco de sofrer perseguições no ambiente de trabalho por conta da sua orientação sexual. “A situação piora no caso das lésbicas negras, que sofrem duplo preconceito”, afirma Ana Claudino, do grupo Indique uma Sapa.

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9. "E o ambiente de trabalho é sempre bastante receptivo quando se é lésbica assumida."

Reprodução/MidiaMax / Getty

O município de Campo Grande foi condenado pela Justiça a indenizar por danos morais a professora Noyr Rondora Marques depois que ela foi demitida pela diretora da instituição em que trabalhava.

10. "Mulheres lésbicas não são sexualizadas, nem fetichizadas."

Reprodução/Google

Se você buscar pelo termo "lésbicas" no Google, quase todos os resultados das primeiras páginas estarão relacionados à pornografia. Porém, se você fizer uma busca com a palavra "gays", o resultado terá, além de notícias e sugestões de locais, um verbete do termo "Gay" na Wikipédia.

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11. "E lésbicas são sempre abraçadas e aceitas em seus lares."

Reprodução/Poe na Roda/Youtube

Etta Ng, filha do ator Jackie Chan que se assumiu lésbica em 2017, contou em um vídeo no YouTube que é vítima de pais homofóbicos.

Acho que, depois de tudo isso, fica claro que não precisamos do Dia da Visibilidade Lésbica, né?

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