10 histórias absurdas de viagem contadas pelos nossos leitores

"Entramos e foi chegando mais e mais gente, até que não dava mais pra sair. Cinco minutos depois entra um caixão e uma família inteira chorando".

Pedimos para os nosso leitores no grupo do BuzzFeed Brasil no Facebook contarem as histórias mais absurdas que já aconteceram com eles em viagens e as mais engraçadas estão neste post. Algumas respostas foram editadas por questão de tamanho e/ou clareza.

1. O Monza do meu pai, um chuveiro queimado e um dedo quebrado.

Cbck-christine / Getty Images

"No fim de 2008, indo de SP pra BA de carro (3 dias e 2 noites), o Monza do meu pai resolveu dar pane elétrica e parou de funcionar os limpadores. Muito que bem, se não estivéssemos no meio da rodovia, numa chuva torrencial. Meu pai amarrou duas cordinhas e ele e minha mãe iam puxando os limpadores até chegarmos num hotel. Chegando nesse "hotel", o lugar era beeem simples e mal cuidado, com mofo pra todo lado. Quando fui tomar banho o chuveiro explodiu (kkkkk) e eu quase morri de susto e eletrocutada. Pra completar a tour, já chegando na casa da minha avó, fechei a porta do carro no meu dedo. Quebrou, mas como minha avó mora num vilarejo, não tinha médico, então passei a viagem toda com o dedo roxo, inchado e torto (Ele é torto até hoje). Melhor viagem da minha vida! Hahahaha" - Daniele Almeida.

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2. "Tudo que eu via era ele rasgando todo meu dinheiro".

Sharrocks / Getty Images

"Fui visitar o complexo de Angkor Wat, no Camboja com a minha irmã e meu cunhado. Como a visita dura pelo menos um dia inteiro, levamos vários lanches pra comer durante o dia. Quando sentamos em algumas pedras pra comer, começou a chegar um grupo muito fofo de macaquinhos e achamos lindo. O problema é que de dois macacos começaram a chegar UNS QUINZE DE VÁRIOS TAMANHOS E MUITO LOUCOS. Eu tinha deixado minha bolsa em uma pedra ao lado e um dos macacos foi fuçar. Fui tentar negociar com o macaco, mas ele só mostrava os dentes pra mim e ficava em posição de ataque enquanto tentava abrir minha bolsa (tinha zíper e o macaco tava descobrindo como usar o zíper SOCORRO). EM DETERMINADO MOMENTO, ELE CONSEGUIU ABRIR O ZÍPER E COMEÇOU A TIRAR COISAS DE DENTRO E TENTAR COMER. Tudo que não interessava, ele rasgava ou arremessava. Na minha bolsa tinha meu passaporte, dinheiro, cartão, celular. Imagina meu desespero. Enquanto isso, o resto dos macacos ficavam ameaçando a gente pra proteger o macaco da bolsa. Eu já tava desesperada chorando tentando usar uns galhos pra afastar os macacos, o que certamente não ia funcionar. Nisso também já tínhamos começado a arremessar os lanches pra longe e gritar por ajuda (como eu ia explicar pra um policial no Camboja que fui assaltada por macacos?), mas os macacos demoraram pra perceber. Finalmente um deles correu pros lanches e todos seguiram suas vidas, incluindo o macaco da bolsa que JÁ TAVA COM A MINHA CARTEIRA NA MÃO (tudo que eu via era ele rasgando todo meu dinheiro). Corremos pra pegar tudo que ele tinha arremessado da minha bolsa e saímos correndo como se o Diabo tivesse lá. Passamos o dia sem comer mas pelo menos recuperei a bolsa" - Milla Garofalo.

3. Um laser point, um sniper e a marinha.

Sakkmesterke / Getty Images

"Quando eu era criança fui com meus tios e primos para Guarapari. Chegando lá, andando pelas ruas, comprei um daqueles laser pointer de brinquedo, né? A noite, fomos brincar com o laser na janela do apartamento que estávamos ficando, só que na frente do prédio tinha uma base da marinha. Nessa brincadeira, vieram vários marinheiros armados pro portão e quase levamos um tiro com eles achando que era sniper ou sei lá o que haha. Nunca mais voltei a Guarapari, tenho medo de estar sendo procurado por lá" - Gabriel Simonassi.

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4. Uma viagem de ônibus do RJ ao ABC paulista com uma senhora fumante.

Lemanna / Getty Images

"Uma vez peguei um ônibus do Rio pra Santo André pra ver meu namorado, o ônibus deveria sair às 15h e atrasou uma hora. O motorista entrou no ônibus antes de partir e anunciou que faríamos uma parada de 30 minutos e aí já começou o inferno. As pessoas começaram a brigar dizendo que ele deveria ir direto porque já havíamos saído muito atrasados, mas ele ignorou os protestos. Saímos de lá, pegamos engarrafamento e tudo mais. Aí uma senhora aleatória entrou no banheiro no meio da serra e resolveu fumar (???). Ela empesteou o ônibus com aquele cheiro horrível, as pessoas reclamando e ela simplesmente fazendo cara de sonsa. Achei até que ia sair pancadaria naquele dia. Uma viagem que deveria durar por volta de 7h, durou 9h. Cheguei na rodoviária e meu namorado ainda fez a gente pegar o ônibus errado pra casa dele. Foi um sufoco, pior viagem da minha vida" - Ruth Filgueiras Nascimento.

5. Um velório em Buenos Aires.

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"Vi uma igreja linda em Buenos Aires e disse pro meu namorado: 'tá lotada, deve ser linda!'. Entramos e foi chegando mais e mais gente, até que não dava mais pra sair. Cinco minutos depois entra um caixão e uma família inteira chorando. E lá ficamos no velório um tempinho até achar uma porta pra fugir". - Duana F. Lopes.

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6. "O barco acabou me alcançando e eu, morrendo de medo, já chorando, comecei a implorar pela minha vida".

Bigtunaonline / Getty Images

"Quando eu e minha irmã fomos para Cartagena, na Colômbia, decidimos visitar uma ilha paradisíaca chamada Isla de la Gente. Chegando lá decidimos fazer standup paddle, estávamos sem colete, apenas remando (era minha primeira vez e a terceira da minha irmã fazendo isso). Não percebemos quando passamos por aqueles cones que flutuam na água indicando onde começava a zona de passagem de embarcações (vulgo o alto-mar). Quando passamos daquela área de aviso, alguns barcos começaram a agitar a água, o que tornava muito difícil conseguirmos voltar para a praia. Nessa, eu acabei me afastando um pouco da minha irmã e passou um barco em que ela entrou. Fiquei desesperada pensando que ela havia sido sequestrada, comecei a tentar remar rumo à praia com todas as minhas forças. Fui deitada na prancha mesmo para não cair e ser sequestrada também. O barco acabou me alcançando e eu, morrendo de medo, já chorando, comecei a implorar pela minha vida. Mas aí vi minha irmã sentada numa boa dentro do barco e estranhei. Era a guarda costeira, ninguém tinha sido sequestrado, eles só estavam nos ajudando a voltar para a praia nos dando uma bronca por ser algo super perigoso estar naquela área sem colete. Até hoje rimos da nossa imprudência e quando contamos essa história ou nos acham loucas ou não acreditam" - Marianna Ribeiro.

7. "Pra piorar, nossos assentos eram os últimos, então queimamos a cara pro avião inteiro várias vezes".

Diy13 / Getty Images

"Estava voltando com meu ex marido de San Andrés. Íamos entrar no avião quando um policial parou a gente e perguntou se éramos um casal, respondemos que sim e ele perguntou se íamos para Cartagena. Olhei pra cara dele estranhando, já que o vôo era pra Bogotá. Entramos no avião e antes de nos sentarmos o mesmo policial chama meu ex de novo (a anta só sabia falar 'gracias' em espanhol). Fui ver o que tava acontecendo e nisso foram aparecendo policiais de tudo quanto é canto e ninguém querendo falar nada comigo. Ele foi liberado e finalmente sentamos no nosso assento. Logo depois, lá vem a polícia chamando meu ex de novo com uma menina pálida com uma cara super assustada e a polícia perguntou pra ela: 'foi ele?'. E ela apavorada só mexeu a cabeça em negação. Finalmente fomos liberados, ainda sem entender nada, atrasando o vôo de todo mundo e pra piorar, nossos assentos eram os últimos, então queimamos a cara pro avião inteiro várias vezes. Fui conversar com um comissário sobre o que houve e ele falou: 'um brasileiro fez caca e a descrição física dele bate com a do seu marido'. Aí a gente foi ligando os pontos, no caminho pro aeroporto vimos uma muvuca de polícia numa casa, perguntamos pro taxista e ele falou 'foi assassinato, mataram um idoso e saíram correndo'. Só ficamos em paz quando fomos pra outro país, porque ainda tava com medo de descer em Bogotá e a criatura ir presa de vez. Até hoje eu não sei o desfecho dessa tour, se o real assassino brasileiro foi preso ou se fugiu pelo mar" - Mashara Fioravanti.

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8. Desencontros e encontros de uma barraca.

Kowit1982 / Getty Images

"Era final de 2013, eu recém-saída de um relacionamento bem merda, sofrendo horrores, decidi que seria uma boa ir pra um festival no litoral da Bahia no Réveillon. Sou do triângulo mineiro, nunca tinha ido sequer a uma rave e decidi ir sozinha, de excursão. A excursão saía de uma cidade vizinha às 9 da manhã, pra não dar ruim peguei um ônibus às 4 da manhã. Cheguei na cidade, deu 9h, 10h, 11h, meio-dia e nada da excursão. Foram chegar quase 18h00 da tarde. Já era um sinal, né? Mas a gente persiste. Depois de uma pá de horas de viagem chegamos na cidade, aí tivemos que pegar um pau de arara (real) pro festival. Chegamos na portaria, eu na minha humildade com meu um metro e meio, cheia de tralha (barraca, colchão, comida, água), aceitei ajuda de um dos colegas de excursão pra levar minha barraca. Combinamos de encontrar no camping 1 (eram seis), mas nos desencontramos. POR 3 DIAS. Dormi na praia, numa barraca de dayme, no cinema a céu aberto. No dia 31 eu já desesperançosa, triste, achei a bendita barraca e aí sim foi só felicidade! Foi o divisor de águas na minha vida essa viagem, inclusive saudades" - Adrielle Oliveira.

9. Lua de mel. Com emoção.

Amr Image / Getty Images

"Teve a vez que a gente foi pra lua de mel, mas meu passaporte estava vencido e eu não pude embarcar. Meu marido foi na frente e eu segui dois dias depois com um passaporte de emergência. Passei 18 horas dentro de um ônibus só com uma garrafinha d'água e um mini pacote de bolachinha que deram no avião porque eu tinha medo de descer pra comer e o ônibus sair sem mim. Na mesma viagem, a dois minutos da partida, a gente entrou no trem errado e quase fomos parar em outro país. Na hora de pegar o avião de volta pra casa, meu marido esqueceu na estação de trem a mochila com passaporte, notebook e dinheiro. Foi uma missão pra resgatar (até desconfiaram que podia ser uma bomba) e quase perdemos o vôo. Eu diria que foi uma viagem com emoção" - Ana Cláudia Schuh.

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10. A confiança no desconhecido no meio do mar, sem mais ninguém por perto.

Alekseystemmer / Getty Images

"Eu e meu na época namorado (hoje marido) fizemos uma viagem para Maragogi. Final de tarde, aquela água azul-cristalina na nossa frente, decidimos entrar no mar. Como era muito raso (água batia na altura do joelho), tivemos a ideia de andar mar adentro pra ver até onde era raso. Já estávamos uns 300 metros dentro do mar, quando de repente avistamos uma lancha vindo na nossa direção. Foi um tanto desesperador porque simplesmente não tem como correr de um lancha, então ficamos parados esperando o atropelamento chegar. A lancha parou ao nosso lado e um senhor, com uns 15 adolescentes dentro do barco, falou pra gente: 'é perigoso nesse horário vocês estarem tão pra dentro do mar, a maré vai subir e vai ficar difícil voltar. Entra aí, que eu dou uma carona pra vocês até a areia'. Eu, bem plena, já fui entrando na lancha e meu namorado ficou olhando desconfiado, mas como eu já tava entrando, ele entrou também. O senhor super simpático foi contando pra gente que os adolescentes eram alunos da esposa e o casal tinham proporcionado a eles uma viagem pra praia de final de ano. Ele perguntou onde a gente estava hospedado e enquanto parava a lancha para os adolescentes descerem, falou pra gente ficar no barco porque o ancoradouro era na frente do nosso hotel. Meu namorado falava 'magina, não precisa, a gente desce aqui mesmo, é pertinho'. O senhor insistiu e acabamos ficando. Só nós três na lancha, o homem diz: "Vocês já conheceram os corais dessa praia? Vou mostrar pra vocês". E começa a tocar essa lancha mar adentro. Eu lá pleníssima, sentindo o vento bagunçar os cabelos, enquanto o namorado só pensava que a qualquer momento o homem iria matá-lo e jogá-lo no mar, e fazer sabe-se lá Deus o que comigo. Quando já não havia mais terra à vista encontramos alguns poucos barcos perto dos corais e descemos naquele paraíso, uma piscina natural, cheia de lindos peixes para apreciarmos... Foi incrível. E o senhor ainda nos disse que só fazia pelos outros o que eles esperava que fizessem pra ele, caso estivesse visitando a cidade de alguém. Logo chamou a gente pra ir embora, se não a esposa ia ficar louca da vida com ele. Quando ancoramos na frente do hotel, chamamos o senhor pra tomar uma cerveja conosco. Ficamos encantados com o senhor e a gentileza dele. E temos essa belíssima história pra contar" - Erica Allonso Padovani Gonçalves.

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